Dia Mundial da Saúde: O papel da dermatologia para o bem-estar integral do paciente



Dia Mundial da Saúde: O papel da dermatologia para o bem-estar integral do paciente

4 de abril de 2025
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No Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente em 7 de abril, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma reflexão sobre os diversos aspectos que envolvem a saúde integral do ser humano. A entidade alerta que entre os diferentes campos da medicina, a dermatologia desempenha um papel essencial, não apenas no cuidado da pele, mas também na promoção do bem-estar geral do paciente. 

De acordo com Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, a data é uma oportunidade para reforçar a importância da saúde da pele, o maior órgão do corpo humano. “A pele desempenha funções essenciais e pode refletir precocemente sinais de doenças sistêmicas. Associar a dermatologia à saúde integral significa reforçar nosso compromisso com a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado das doenças dermatológicas”, afirma o médico dermatologista. 

A especialidade não trata apenas condições como acne, eczema, psoríase e câncer de pele, mas também atua como ferramenta de medicina preventiva, identificando doenças que se manifestam na pele, unhas e cabelos antes que sintomas sistêmicos apareçam. “Do rastreamento do câncer de pele à detecção de sinais cutâneos de doenças metabólicas, infecciosas e autoimunes, o dermatologista é um aliado estratégico na promoção da saúde”, completa Dr. Barcaui. 

A observação atenta da pele é crucial para a detecção precoce de câncer de pele e outras condições. Alterações como manchas que coçam, descamam ou sangram; feridas que não cicatrizam; e mudanças em pintas ou sinais existentes devem ser investigadas. A identificação precoce e tratamento eficaz, aumentam significativamente as chances de cura, especialmente no caso do câncer de pele. 

Além disso, o uso de alguns medicamentos pode provocar reações alérgicas na pele, causando desde manchas vermelhas até bolhas e feridas graves, que podem necessitar de internação hospitalar. “O dermatologista diagnostica e trata essas reações, muitas vezes provocadas por medicamentos prescritos por outras especialidades, mostrando a importância de uma atuação integrada,” explica Dra. Juliana Kida, membro da diretoria da SBD. 

A área também contribui para o envelhecimento saudável. Dra. Juliana destaca a importância da hidratação da pele, fotoproteção e tratamentos antienvelhecimento para minimizar os efeitos do tempo. “Hoje, com as tecnologias disponíveis, o dermatologista pode melhorar rugas, manchas senis e estimular a produção de colágeno, retardando os efeitos do envelhecimento e promovendo a autoestima e o bem-estar do paciente”, afirma. 

Saúde mental e a dermatologia 

Doenças dermatológicas podem afetar a autoestima e causar transtornos emocionais. Dra. Regina Carneiro, secretária-geral da SBD, aponta que condições como acne, rosácea e psoríase muitas vezes levam a ansiedade e depressão devido ao impacto na aparência. “Isso pode fazer com que pacientes com doenças dermatológicas enfrentem desafios emocionais significativos”, destaca ela. 

O tratamento dermatológico, ao aliviar esses sintomas tem um impacto direto na saúde psicológica. “Quando o paciente melhora fisicamente, há um reflexo positivo em sua saúde mental. O cuidado com a pele também está ligado à autoestima e ao autocuidado, fatores essenciais para o bem-estar emocional”, explica Dra. Regina. 

Pele como indicativo de doenças sistêmicas 

A pele, além de sua função de proteção, pode refletir o estado geral de saúde do corpo. Segundo Dr. Sérgio Palma, membro da diretoria da SBD, problemas dermatológicos podem ser sinais de doenças internas, como distúrbios hormonais, autoimunes e metabólicos. 

“A pele é a maior barreira física e imunológica do organismo. Sua camada mais externa impede a entrada de microrganismos e a perda de água. O pH da pele é levemente ácido (4,6 a 5,8), o que é importante para adequadas atividades antibacteriana, fungicida, constituição da função de barreira, bem como estruturação e maturação do estrato córneo. Células imunológicas na pele, como os linfócitos T e os mastócitos, atuam na defesa do corpo, enquanto a melanina protege contra a radiação UV”, explica. 

Doenças autoimunes, como lúpus, esclerodermia e dermatomiosite, podem se manifestar na pele com erupções cutâneas e alterações visíveis. Distúrbios hormonais, como hipotireoidismo e diabetes, também geram sinais cutâneos que demandam atenção. A detecção precoce desses sinais é fundamental para um diagnóstico rápido e tratamento adequado. 

“O acompanhamento dermatológico adequado previne complicações, melhora a qualidade de vida e contribui para o bem-estar físico e emocional. No Dia Mundial da Saúde, é fundamental refletir sobre a importância dessa especialidade para a promoção da saúde global”, diz Dr. Sérgio. 

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