Dezembro Laranja: dermatologistas querem crianças e adolescentes como aliados na prevenção do câncer de pele
Neste #DezembroLaranja, mês da campanha nacional dedicada à prevenção do câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elaborou um caderno de atividades destinado a promover a conscientização de crianças e adolescentes sobre o tema. A partir de uma série de exercícios lúdicos e educativos focados nessas faixas etárias, a publicação fornece dicas de proteção e cuidados diários, que fazem toda a diferença para a saúde da pele.
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Segundo dados do Painel Oncologia, uma base de dados coordenada pelo Ministério da Saúde, entre 2013 e 2019, foram 634 pacientes de zero a 19 anos diagnosticados com melanoma e outras neoplasias (tumores) malignas da pele. De acordo com o presidente da SBD, Sérgio Palma, apesar do número ser baixo em termos absolutos, é de suma importância iniciar o trabalho de prevenção precocemente, uma vez que a exposição ao sol tem efeito cumulativo na pele.
“A incidência de câncer de pele é maior em adultos com mais de 60 anos, mas essa realidade em grande parte é resultado da exposição inadequada ao sol iniciada ainda na infância ou adolescência. Estima-se que cerca de 75% da exposição acumulada durante a vida ocorre até os 20 anos de idade. No geral, as consequências deletérias dessa falta de cuidado são sentidas mais à frente. Por isso, é imprescindível educar desde bem cedo crianças e adolescentes a estabelecerem hábitos de fotoproteção”, enfatiza.
Com essa publicação, a SBD foca na conscientização dos mais jovens e pretende alcançar múltiplos objetivos: reduzir as estatísticas de casos nessas faixas etárias; tornar os jovens aliados da causa de prevenção ao excesso de exposição ao sol, influenciando também os pais na adoção de boas práticas; e ter no futuro adultos mais conscientes sobre a necessidade do autocuidado.
Campanha – Durante o #DezembroLaranja, a SBD desenvolve atividades de diferentes formatos para alertar os brasileiros sobre os principais sintomas do câncer de pele e estimular o diagnóstico e tratamento precoces, com o suporte do médico dermatologista. Além do caderno de atividades para o público infantojuvenil, a mobilização iniciada pela entidade envolve uma ampla campanha digital, que dissemina informação qualificada nas redes sociais, por meio das hashtags #dezembrolaranja e #sinaisdocâncerdepele.
Segundo Sérgio Palma, a principal orientação é para que as pessoas examinem o próprio corpo com regularidade e consultem um médico dermatologista em caso de suspeita. No caso das crianças, os pais e responsáveis também devem observar seus filhos com atenção, inclusive, porque muitas vezes, o câncer de pele pode aparecer em regiões de difícil percepção, como nas costas. “Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados”, ressalta.
Fotoproteção – As principais recomendações de proteção à exposição solar para crianças e adolescentes incluem: uso de filtro solar; evitar exposições prolongadas e repetidas ao sol; evitar os horários de maior incidência solar (das 9h às 16h); utilizar protetores mecânicos (sombrinhas, guarda-sóis, bonés, chapéus e roupas que cubram o corpo); e usar óculos de sol com proteção UV. A orientação é de que bebês com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol.
A SBD enfatiza ainda ser indispensável uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água. “O filtro solar deve fazer parte da rotina de cuidados, assim como escovar os dentes. Os produtos mais indicados são aqueles que bloqueiam tanto radiação ultravioleta A quanto ultravioleta B. Não existem filtros totalmente à prova d´água, por isso, devem ser reaplicados após um mergulho ou quando a criança suar muito”, pontua o presidente da SBD.