O risco de abandonar o protetor solar durante a quarentena




23 de julho de 2020 0

Em entrevista ao Bom Dia Rio (TV Globo) desta quinta-feira (23/7), o presidente da SBD, Sérgio Palma, falou sobre os cuidados na realização de procedimentos estéticos, ressaltando a necessidade da população conferir se o profissional é abalizado, ou seja, se possui o título de especialista reconhecido e registrado junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), antes de realizar qualquer tratamento cosmiátrico invasivo.

“Procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos são atos privativos do médico. Logo, para realizar um procedimento desses é preciso realizar uma consulta médica, afastar as contraindicações, planejar o tratamento em conjunto com o paciente e realizá-lo da forma mais segura possível. E se ocorrer alguma complicação, que ela seja também brevemente vista, reconhecida e tratada para minimizar sofrimentos”, explicou Sérgio Palma.

Para saber quem são os dermatologistas brasileiros, acesse: 

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Conselho Federal de Medicina

Como saber se o profissional é habilitado

O presidente da SBD explica que no caso da dermatologia, para anunciar que o profissional é médico dermatologista, é preciso que ele esteja inscrito regularmente no Conselho Regional de Medicina no estado em que o profissional trabalha e também possuir o RQE, que é o Registro de Qualificação do Especialista (Saiba mais).

“Só pode ser profissional habilitado e anunciar a população que se trata de médico dermatologista, se o profissional fez a residência médica, que é um programa pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), ou pós-graduação, tendo sido aprovado em prova de Título de Especialista em Dermatologia da SBD em conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB)’, ressaltou.

Para evitar a exposição aos riscos do atendimento feito por não médicos, a SBD recomenda à população que a realização de procedimentos dermatológicos ou estéticos invasivos seja conduzida por médico.

“Sempre que consultar um médico para fazer algum procedimento, veja a experiência dele, e mas também se esse profissional é regularmente habilitado e registrado junto ao Conselho Regional de Medicina e na sociedade de especialidade médica em que atua”, frisou.

Clique na imagem para assistir a íntegra da entrevista.


 


22 de julho de 2020 0

Qual o profissional em quem você mais confia e acredita? Com essa pergunta em mãos, o Instituto Datafolha foi às ruas para saber o grau de confiabilidade da população brasileira em diferentes categorias de trabalhadores. O resultado confirmou os médicos, com 35% de aprovação, como aqueles que são depositários de maior grau de confiança e credibilidade por parte da população. Na segunda posição, aparecem os professores, com 21%, e os bombeiros, com 11%.

O mesmo levantamento indica que a situação provocada pela Covid-19, em que informações desencontradas têm deixado a população insegura, contribuiu para o aumento do percentual de confiabilidade dos médicos. Na pesquisa anterior, realizada em 2018, também pelo Datafolha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), os médicos tinham um índice 24%, que agora cresceu nove pontos percentuais.

Atrás de médicos, professores e bombeiros, aparecem policiais (5%), militares e juízes (cada categoria com 4%) e advogados, jornalistas e engenheiros (3%, cada). Na sequência, surgem os procuradores de Justiça (com 1%) e os políticos (com 0,5%). A pesquisa ouviu 1.511 pessoas, com 16 anos ou mais, em entrevistas estruturadas por telefone, de todas as regiões do país. A amostra contemplou a distribuição da população segundo sexo, classes sociais e níveis de escolaridade.

Boa imagem – O alto nível de confiança e credibilidade depositado nos médicos de deve, principalmente, à percepção das mulheres (42%), da população com ensino fundamental (42%) e com idade a partir de 45 anos (37%). A boa imagem da categoria também é maior entre os que ganham até dois salários mínimos (41%) ou mais de 10 salários mínimos (33%). Do ponto de vista da distribuição geográfica, os percentuais são muito próximos, com ligeiro destaque para os estados do Nordeste (37%) e Sul (38%).

Os dados coletados pelo Datafolha ainda permitiram captar qual a percepção dos brasileiros com respeito à atuação dos médicos brasileiros no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Na opinião de 77%, o trabalho desses profissionais é considerado ótimo ou bom. Outros 17% consideram essa performance como regular e apenas 6% como ruim ou péssimo.

As mulheres (78%), a população com idades de 45 a 59 anos (82%), os com nível superior (81%) e com rendimento maior do que dez salários mínimos (78%) são os segmentos que se destacam no que se refere à imagem positiva dos médicos. Geograficamente, o bom conceito não apresenta grandes variações por região, ficando, em média, em 76%.

Pandemia – Essa avaliação do trabalho dos médicos durante a pandemia vem amparada em percepções específicas. Por exemplo, 79% dos brasileiros avaliam como ótimo ou bom o empenho dos profissionais para atender os pacientes e 73% classificam da mesma forma a qualidade da assistência oferecida. Para 64%, o nível de confiança depositada no trabalho realizado durante a pandemia é alto.

Por outro lado, 49% dos brasileiros acreditam que o trabalho do médico não tem recebido a valorização merecida, considerando-a como regular, ruim ou péssimo. Já 65% avaliam com esses mesmos conceitos as condições de trabalho oferecidas aos médicos, ou seja, entendem que o trabalho desses profissionais tem sido prejudicado por falta de infraestrutura.

De forma geral, independentemente do período da pandemia, os brasileiros mantêm o entendimento de que os médicos são vítimas de problemas de gestão. Para 99% dos entrevistados, esses profissionais carecem de condições adequadas para o pleno exercício de suas atividades. Já na percepção de 95%, eles merecem ser alvos de medidas de valorização, como maior remuneração e plano de carreira.

Fonte: CFM.


25 de junho de 2020 0

No dia 25 de junho é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Vitiligo, momento destinado à disseminação de informação sobre a doença e combate à discriminação contra seus portadores e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta aos que convivem com essa condição em tempos de Covid-19. É necessário superar essa fase evitando que a tensão social causada pelo coronavírus não gere consequências nos cuidados desses pacientes. 

“Nós devemos buscar que a doença não seja o polo mais importante da vida dessas pessoas. É importante que elas tenham qualidade de vida e acesso aos tratamentos necessários para bem viver”, afirma Ivonise Follador, ex-presidente por duas gestões da Regional Bahia da SBD. Segundo ela, esse esforço deve ser redobrado em meio à pandemia pelo novo coronavírus, em que o estresse gerado pelas medidas de prevenção pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento do vitiligo.

Manchas brancas – O vitiligo tem origem genética e não é contagioso. A doença é caracterizada pelo aparecimento de manchas brancas na pele, decorrentes da redução ou ausência dos melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, o pigmento que dá cor à pele humana). Nessa data, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça o alerta para o acolhimento e cuidado com o portador, reafirmando a importância do maior conhecimento sobre o vitiligo.

“A SBD oferece um conjunto de orientações para fomentar a qualidade de vida do portador do vitiligo. Por exemplo, recomenda-se o controle do estresse e evitar situações que favoreçam agravamento da doença, como a exposição ao sol sem proteção e o uso de roupas muito apertadas. Cabe ao dermatologista avaliar o paciente e decidir pela melhor abordagem de tratamento, considerando seu quadro clínico”, destacou Sergio Palma, presidente da entidade. 

Para ele, não se pode ignorar também que é necessário respeitar a autonomia do paciente que convive com o vitiligo. De acordo com Sérgio Palma, há várias pessoas que não encaram essa doença como um problema que deve merecer tratamento, em parte por não ser uma doença contagiosa ou que implique em limitações de qualquer ordem. 

No momento, a SBD está finalizando dois documentos orientativos com recomendações para os dermatologistas, com vistas a atualizar as melhores práticas no atendimento ao portador do vitiligo durante essa crise epidemiológica. No trabalho coordenado por Caio de Castro, haverá um consenso sobre o tratamento da doença que contou com a participação de sete dermatologistas brasileiros.

“Nesse documento, estabelecemos um padrão de tratamento e protocolos para esse momento”, explica Ivonise Follador, que participa do grupo. Ela coordena o preparo do outro documento, um manual de fototerapia, um dos principais tratamentos para o controle do vitiligo e de outras doenças. “Esse guia aprofunda aspectos trazidos pelo consenso e explica de forma didática como usar a fototerapia nas diversas doenças”, explica. 

Acompanhamento – A médica demonstra preocupação com o potencial aumento nos números de casos da doença no período pós-pandemia. “O portador de vitiligo não está no grupo de risco da Covid-19 nem tem maior propensão para desenvolver a doença. O que pode contribuir é o aumento do estresse, assim como a possível dificuldade no acesso ao diagnóstico e tratamento decorrentes do distanciamento social”, avalia. Segundo ela, a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS) pela pandemia pode adiar o diagnóstico e tratamento do vitiligo, contribuindo para o aumento dos casos.

Dados oficiais indicam que o vitiligo alcança 1% da população mundial. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas convivem com a doença. O desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a queda na autoestima e a retração no convívio social, são seus efeitos mais significativos. A doença não tem causa definida, mas está associada a fenômenos autoimunes, exposição solar ou química, estresse e traumas emocionais. Quando diagnosticado, o vitiligo pode ser unilateral (manifestando em apenas um lado do corpo) ou bilateral (manifestando em todo o corpo), e pode afetar os pelos e cabelos. 

O vitiligo pode manifestar-se de cinco maneiras: focal (manchas pequenas em uma área específica do corpo); mucosal (manchas somente nas mucosas, como lábios e região genital); segmentar (manchas distribuídas unilateralmente, apenas em uma parte do corpo); acrofacial (manchas nos dedos e em volta da boca, dos olhos, do ânus e genitais); comum (manchas no tórax, abdome, pernas, nádegas, braços, pescoço, axilas e demais áreas acrofaciais); e universal (manchas espalhadas por várias regiões do corpo).

“Tem havido avanços na terapêutica e remédios novos estão surgindo. Podemos ter novidades no médio prazo”, destaca Ivonise Follador, frisando a importância do diagnóstico e acompanhamento do portador por um médico dermatologista. “É importante o portador buscar informação sobre a doença, mas diagnóstico e tratamento só podem ser feitos corretamente por um médico especialista”. Segundo ela, muitas pessoas pensam que, por não ter cura, a doença não tem tratamento, mas é possível impedir o surgimento de novas manchas. “Isso não é verdade. Existe tratamento e ele contribui para o controle da doença e a qualidade de vida do portador. E quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhores são as chances do paciente”.


17 de maio de 2020 0

O diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Egon Daxbacher disse na sexta-feira (15/5), em entrevista ao Jornal das Dez (GloboNews), que achados científicos sobre possíveis sintomas do novo coronavírus (Covid-19) na forma de manifestações cutâneas ainda estão sendo investigados. Diante disso, segundo ele, até o momento, existem muitas dúvidas sobre estas situações, necessitando o acompanhamento de publicações com resultados de novas pesquisas sobre o assunto.

Assista a íntegra da entrevista

Na entrevista, o diretor da SBD lembrou da importância do país seguir as conclusões da ciência e buscar avançar em conhecimentos relacionados à doença. “É tudo muito novo nessa pandemia. Alguns dos trabalhos científicos divulgados investigaram poucos pacientes, outros relataram suspeitos, sem confirmação e sem análise histopatológica. Ainda estamos esperando novos dados”, salientou. Daxbacher ressaltou que há descrições de casos, num amplo espectro de manifestações. Inclusive, conforme explicou, existem relatos de pacientes que não desenvolveram outros sinais (febre, falta de ar, tosse), apenas lesões cutâneas, e testaram positivo para Covid-19. 

Sintomas – Diante desse quadro, o diretor da SBD salientou que pessoas que apresentarem sintomas dermatológicos devem procurar um dermatologista para avaliação. Se for o caso, o médico pode solicitar o teste para a Covid-19. “Temos um Departamento de Medicina Interna, coordenado pelo professor Paulo Criado, que está fazendo a revisão dos estudos na velocidade em que estão sendo produzidos, contudo ainda não há nenhuma definição mais clara”, frisou.

Indagado se o contato com uma pessoa com lesões cutâneas pode transmitir o novo coronavírus, Daxbacher afirmou que trabalhos atuais não apontam para este tipo de contaminação. “Estudos indicam que o vírus pode permanecer na superfície. Isso inclui a superfície cutânea. Uma pessoa com manifestação cutânea pode ter o vírus circulando em sua via aérea, não necessariamente com sintomas de via área. Então, devemos lavar as mãos sempre que tocarmos em alguém. Não está em análise científica, atualmente, se o vírus está na pele, mas, ele pode ter se depositado sobre a pele a partir da respiração. Ou seja, a transmissão de pele para pele ainda não foi confirmada pela literatura médica”, explicou.

No contexto atual, com o uso frequente de álcool para higienização das mãos, Egon Daxbacher recomendou a hidratação frequente da pele, com a ida ao dermatologista se forem percebidos sinais e sintomas do surgimento de problemas dermatológicos. Essa visita ao médico pode eliminar dúvidas sobre a Covid-19 e ajudar na identificação precoce de outros transtornos de pele, que não pararam de acontecer, sem ter, necessariamente, relação com o coronavírus.

Análises – Para auxiliar os especialistas, a SBD tem publicado, periodicamente, artigos que fazem a revisão sistemática de estudos divulgados, inclusive no exterior. O trabalho, conduzido pelo professor Paulo Criado, coordenador do Departamento de Medicina Interna da entidade, está à disposição na plataforma criada pela Sociedade, na qual se encontram informações sobre a Covid-19. 

Acesse a plataforma da SBD sobre Covid-19

No último artigo de Paulo Criado, publicado em 4 de maio, foi analisado artigo do British Journal of Dermatology, assinado pela professora Cristina Galván Casas e sua equipe da Academia Espanhola de Dermatologia e Doenças Venéreas (AEDV). O trabalho sugere a associação do corononavírus com cinco tipos de manifestações cutâneas diferentes. Além disso, os pesquisadores apontam indícios da relação entre o tipo de complicação dermatológica e a gravidade da contaminação pela Covid-19.

Segundo o professor Paulo Ricardo Criado, coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD e pesquisador Pleno da Pós-Graduação da Centro Universitário Saúde ABC (FMABC), esse trabalho constitui o estudo prospectivo e multicêntrico com a maior casuística até agora. No entanto, alerta, apesar da farta documentação fotográfica, não houve, estudo histopatológico, o que fragiliza suas conclusões.

Acesse a íntegra do artigo

Além disso, ele prossegue: “se considerarmos, mesmo que subnotificados os casos diagnosticados com lesões na pele, a frequência destas alterações cutâneas na Covid-19 continua extremamente baixa (em torno de 0,1569% dos 239 mil doentes com esse diagnóstico naquele país). Assim, lesões na pele por essa doença existem, porém não devem criar ansiedade e expectativas de que sejam indicadoras precisas de sua ocorrência”. 

 


16 de maio de 2020 0

O herpes é caracterizado por dor ou sensação de formigamento em uma área limitada de um lado da face ou do tronco, seguido por uma erupção vermelha com pequenas bolhas cheias de líquido. Sinais e sintomas de zóster geralmente afetam apenas uma pequena parte do corpo.

O médico dermatologista Egon Daxbacher fala sobre as características dessas lesões, os cuidados para evitar que elas infeccionem e as formas de se prevenir a doença no Canal Saúde da Fiocruz.

Clique na imagem para assistir a íntegra da entrevista.

 


30 de abril de 2020 0

O isolamento social em meio à pandemia da Covid-19 pode fazer surgir ou agravar doenças de pele. A dermatologista e coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD, Marcia Senra, participou do Bom Dia Rio desta quinta-feira (30/4) para comentar sobre o assunto. Em sua fala, a médica ressaltou que durante a quarentena, doenças de pele podem se acentuar, já que o estresse gerado pelo confinamentos pode agravar o quadro do paciente.

"A pele é um órgão ligado ao sistema nervoso, então é muito comum em nossa área receber queixa de queda de cabelo, da piora da oleosidade, acne, vitiligo, psoríase". Segundo a médica, cuidados de redução de estresse e de autocuidado, como a realização diária de técnicas de mindfulness, são importantes para contornar o problema. 

Clique na imagem para assistir a íntegra da reportagem.

 


27 de abril de 2020 0

A confirmação de pandemia pelo novo coronavírus e a necessidade de realizar a quarentena com isolamento domiciliar trouxe muitos questionamentos, medos, ansiedade e estresse. Uma das consequência disso são as queixas, nos últimos dias, de surgimento ou piora das doenças psicodermatológicas, área da Dermatologia que foca na interação entre as doenças de pele e a saúde mental dos pacientes. Alguns exemplos das queixas são a acentuação de queda de cabelos, piora da dermatite atópica, agravamento da psoríase e a volta das manchas brancas de vitiligo que já estavam pigmentadas.

Já é comprovado que estressores psicológicos são gatilhos para o aparecimento ou piora dos quadros cutâneos. "Emoções são importantes fatores em todas as doenças de pele. Os estressores tanto internos quanto externos rompem o equilíbrio do organismo estimulando uma série de reações do sistema neuroendócrino afetando vários aspectos imunológicos das doenças da pele", explica a Dra. Marcia Senra, Coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Algumas pessoas com pouca resiliência, sensíveis ao estresse, portadores de transtornos ansiosos e depressivos, pioram muito com a experiência de quarentena, afastados de seus entes queridos, pela perda de liberdade, fobias desenvolvendo quadros de pânico, insônia pelas incertezas quanto à doença e ao futuro, inclusive levando à ideação suicida. "Com tantas emoções negativas, com toda certeza, as somatizações na pele irão aumentar enormemente justamente por essa inter relação entre a pele, o sistema nervoso e o psiquismo", afirma Márcia Senra.

Diante do cenário, a SBD orienta que a população, nesse período de quarentena, invista em bons hábitos que vão ajudar a reduzir o estresse e prevenir alterações em sua pele, como prática de atividades físicas, ter um bom sono, se alimentar bem e ocupar a cabeça com atividades que causem prazer (desenhar ou realizar jardinagem, por exemplo).  Além disso, é importante ter uma rotina diária de cuidados com a pele.

Quanto ao profissional dermatologista, cabe a ele abordar tanto a pele quanto o psiquismo de quem o procura. "O dermatologista deve desenvolver a melhor relação médico paciente com total empatia, acolhimento, fornecendo ferramentas, oferecendo terapias complementares e indicando em alguns casos, o aconselhamento psicológico/psiquiátrico", finaliza o Dr. Sérgio Palma, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


14 de abril de 2020 0

Centenas de médicos de todo Brasil estão prestando atendimento gratuito, online, pra ajudar pacientes com sintomas de coronavírus.

O médico já tem o diagnóstico. “A minha recomendação pra você é: fica em casa, se alimenta, se hidrata”, diz.

Jornal Nacional: Tudo bem, doutor, mas cadê o paciente? Está do outro lado da tela. Médico: Olá, meu nome é Leandro, sou médico do Missão Covid. Como posso te ajudar?

Para o paciente, consulta e consultório foram duas palavras que sempre andaram juntas. Durante a pandemia, esse é um dos conceitos que está mudando rapidamente. Em tempos de isolamento, o consultório é na tela do computador.

Com as cirurgias eletivas canceladas, o cardiologista Leandro Rubio passou a ter muito tempo livre. Decidiu juntar os amigos médicos e criar um serviço contra o coronavírus gratuito e online. Em três semanas, foram 10 mil consultas.

“Na avaliação presencial a gente consegue ter uma avaliação mais completa do paciente. Mas na telemedicina a gente consegue ter uma boa avaliação também, dependendo da complexidade do paciente, com sintomas leves e moderados, a gente consegue sim muito bem orientá-los e entregar toda assistência”, explica o médico Leandro Rubio.

“Foi como se tivesse eu e ele frente a frente. E a riqueza de detalhes nas perguntas eu acho que fez com que ele realmente visse o diagnóstico do que eu tinha e me acalmou”, conta.

Acalmar, tirar dúvidas e deixar os hospitais só para os casos mais graves. Os estudantes de medicina da Unicamp também criaram um serviço em Campinas que atende por telefone.

“O paciente está com sintomas. Ele fica com medo de procurar o sistema de saúde e se contaminar, mesmo estando com sintomas leves. Então, a gente faz o aconselhamento seguindo as orientações do Ministério da Saúde”, diz o estudante de medicina David Cirigussi.

O que impressiona é o número de voluntários. David juntou 140 estudantes num só dia. O Dr. Leandro já tem a adesão de 600 colegas. O serviço faz bem aos pacientes e aos próprios médicos.

Em tempos de pandemia, é fácil esquecer que por trás do super-herói de branco existe um ser humano também.

“Muitos médicos estão com idade acima de 60 anos, pressão alta, diabetes. Estão no grupo de risco. Eles não estão na linha de frente dos hospitais e ficam em casa querendo ajudar de alguma maneira. Então olha que bonito. O Missão Covid está conseguindo ajudar esses médicos a ajudar o nosso país”, disse Leandro.

Fonte: Jornal Nacional

 

 


30 de março de 2020 0

O crescimento das contaminações pelo novo coronavírus, causador da doença conhecida como Covid-19, é uma realidade no Brasil e no mundo. Em paralelo às informações a respeito do número de casos suspeitos, casos confirmados e mortes, circulam com muita força na internet, redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, como o Whatsapp, inúmeras notícias sobre formas de prevenção, muitas vezes incompletas ou mal-intencionadas. Então, como saber se o conteúdo recebido procede? Para esclarecer dúvidas e orientar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elencou 10 perguntas e respostas que envolvem pele, cabelos e unhas e informa o que é  mito ou verdade.

Segundo Dr. Sérgio Palma, presidente da SBD, "A instituição está atenta a todas as informações sobre o novo coronavírus. Estamos desenvolvendo  diferentes  protocolos e orientações para dermatologistas e pacientes, além de já termos publicado vários conteúdos sobre o tema nas redes sociais e no nosso site institucional", explica o médico dermatologista.

Confira dúvidas frequentes relativas à prevenção e contaminação pelo novo coronavírus:

Água e sabão diminui o tempo de vida do novo coronavírus? – É VERDADE
Essa é a principal forma de desinfectar a pele em geral. Portanto, intensifique a lavagem, principalmente, do rosto, mãos e braços.

É necessário retirar toda a barba? – É MITO
Retirar a barba facilita a limpeza e higiene na região, no entanto, não é preciso raspá-la. O importante é redobrar a limpeza e higiene da pele e pelo da área com água e sabão.

O álcool em gel 70% é um importante aliado na prevenção? – É VERDADE
Sim, porém, apesar da eficácia, seu uso em excesso resseca a pele. Faça uso apenas quando não for possível lavar as mãos e o braço com água e sabão.

Pode-se usar qualquer tipo de álcool na pele para a prevenção? – É MITO
A SBD orienta utilizar o álcool em gel 70% medicinal e nunca o de limpeza doméstica. Receitas caseiras também não funcionam.

Existe uma ordem para passar os produtos de cuidados com a pele? – É VERDADE
Siga o passo a passo: 1- álcool em gel 70% medicinal; 2- hidratante; 3- protetor solar; 4- repelente; 5- cosméticos.

A vacina da gripe previne contra a Covid-19? – É MITO
A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada, mas ela não previne contra o novo coronavírus. Mas a vacinação evita que mais de uma epidemia aconteça ao mesmo tempo no país e garante que menos casos necessitem de cuidados intensivos, aumentando os leitos para quem contrair a doença. No entanto, a recomendação é manter as vacinas em dia.

Tratamento com isotretinoína oral para acne grave não deve ser suspenso? – É VERDADE
Não há, até o momento, relação de uso do medicamento em pacientes com acne e riscos de infecção ou de alteração na evolução do microorganismo causador da Covid-19. Portanto, atualmente, orienta-se a manutenção do tratamento em curso.

Devo cortar o cabelo ou andar sempre de cabelo preso? – É MITO
Essa é uma orientação válida para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, após, na máscara. Para a população a medida não possui eficácia. O importante é manter os fios limpos.

Pacientes com hanseníase não precisam parar protocolo de tratamento? – É VERDADE
A orientação da SBD é que o protocolo de tratamento do Programa de Saúde Pública, sob responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), seja mantido. Até o momento, não existem conhecimentos científicos disponíveis de interações do coronavírus com os protocolos clínicos da doença.

Manter as unhas curtas não previne a contaminação? – É MITO
Cortar as unhas, pelo menos neste momento, facilitará a limpeza, principalmente na parte de baixo, onde é difícil de higienizar adequadamente. Unhas muito longas, sejam naturais ou artificiais, comprometem a limpeza total das mãos, umas das principais regiões do corpo que entram em contato com superfícies. 

Mais dúvidas? Ligue gratuitamente para a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OUVSUS) pelo telefone 136. Além disso, procure se informar por meio de canais de comunicação oficiais, como o Ministério da Saúde (MS), secretarias municipais de saúde e sociedades médicas de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Essa é uma medida importante para confirmar a procedência dos conteúdos que você recebe sobre o assunto e evitar o compartilhamento de informações não qualificadas, ou as chamadas fake news, a respeito do coronavírus.
 





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