AMB e SBI divulgam nota conjunta sobre medidas de proibição de atividades não essenciais e lockdown no Brasil




10 de março de 2021 0

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiram nota conjunta sobre as medidas de proibição de atividades consideradas não essenciais, até adoção de lockdown, para conter o descontrole do novo coronavírus no Brasil. No informativo, afirmam que o país vive o pior momento da pandemia desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19, em fevereiro de 2020, com média de 2.300 mortes registradas em 24 horas nesta semana e com recordes batidos diariamente.

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No texto, divulgado na segunda-feira (8/3), também demonstram preocupação quanto à alta ocupação de leitos hospitalares, incluindo leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), que ultrapassam mais de 90% em diversos municípios de muitos estados, chegando a 100% em vários deles, tanto em hospitais públicos quanto privados.

Lockdown – Diante desses números, as entidades médicas ressaltam que medidas de distanciamento social são indicadas e devem ser proporcionais à realidade epidemiológica de cada local, "podendo chegar ao lockdown, quanto mais grave é a carência de leitos hospitalares e a propagação do vírus na comunidade." Na avaliação das entidades, o lockdown deve ser colocado em prática em “situações críticas e quando necessário, por período determinado, sendo uma medida individualizada, na tentativa de evitar o colapso do sistema de saúde local".

O documento frisa ainda a importância da adesão de medidas responsáveis e solidárias, como o uso de máscara (cirúrgica e tecido) e o distanciamento social por parte de todos neste momento.

Documento – "Os cidadãos que se negam a praticar as medidas preventivas, tais como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento físico, permanecer em isolamento respiratório domiciliar quando acometidos pela doença e não participar de aglomerações são os grandes responsáveis pelas graves consequências sociais e econômicas que assola o nosso país de maneira contundente", afirma o documento.

Os especialistas finalizam o texto fazendo um alerta em defesa da saúde da população. Segundo o informe, “nosso papel é agir em defesa de toda e qualquer medida fundamental para a proteção de vidas e, nesse momento, nas cidades e estados que estão próximos ao colapso do sistema de saúde, poucas medidas nos restam, incluindo medidas mais restritivas e rigorosas de distanciamento social, como adoção de toque de recolher e, eventualmente, o lockdown, até que possamos voltar a oferecer leitos hospitalares e atendimento médico digno à nossa população".

Desde o início da pandemia, em fevereiro do ano passado, mais de 270 mil pessoas morreram em decorrência da doença e mais de 11 milhões de casos foram notificados. A partir disso, a SBD vem mostrando seu posicionamento ao lado da ciência e da melhor prática médica em prol da saúde da população brasileira.


10 de março de 2021 0

De cada 10 dermatologistas brasileiros, oito são mulheres. Esse número atesta que a feminização da medicina, um fenômeno que tem crescido nesse segmento profissional nas últimas décadas, já é uma realidade expressiva na dermatologia. No Brasil, a população do sexo feminino representa 77,9% dos profissionais da especialidade (7.072), enquanto os homens são 22,1% (2.006).

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Os dados foram levantados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e divulgados na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Nesta perspectiva, considerando o total da população brasileira (cerca de 210 milhões de pessoas), existem atualmente 4,6 dermatologistas disponíveis para cada grupo de 100 mil habitantes, sendo que 3,4 desses especialistas são mulheres.

“Na dermatologia, as mulheres são maioria tanto entre os médicos quanto entre os pacientes. Essa ascensão feminina é algo essencial na luta por uma sociedade melhor. Sem dúvida, há inúmeros benefícios advindos dessa equalização e hoje, felizmente, já vemos inúmeras profissionais excepcionais ocupando inclusive os mais altos cargos”, afirmou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Demografia – Este panorama é reflexo do que ocorre na medicina em geral. Os números mais recentes da Demografia Médica Brasileiras, publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), revelam que as mulheres configuram cerca de 40% dos médicos do País. Ao longo do tempo, a dermatologia vem acompanhando esse processo e a presença feminina se fortalece cada vez mais nas faixas etárias mais jovens.

Do total de mulheres, aproximadamente 71% das especialistas em pele, cabelos e unhas estão dentro do grupo com até 49 anos. Nessa mesma faixa de idade, o número de médicos corresponde a apenas 47% do total do público masculino. O cenário aponta para uma renovação, com predominância absoluta das mulheres, nas últimas décadas.

Na divisão por faixa etária, 1.416 dermatologistas têm até 34 anos (20,1%). A presença é ainda mais expressiva no grupo seguinte, 2.745 médicas têm entre 35 e 44 anos (38,8%). De 45 a 54 anos, são 1.452 mulheres (20,5%). Com idade entre 55 a 64 anos, estão 993 profissionais (14,1%). Já aquelas com mais de 65, são atualmente apenas 466 (6,5%).

A renovação feminina da dermatologia fica ainda mais clara com os dados correspondentes aos programas de residência da especialidade. Considerando informações do começo de 2020, entre os médicos residentes cursando programas de dermatologia, em um total de 722 inscritos, 612 são mulheres, o que representa 84,76% desses profissionais. “A presença feminina continuará a crescer na dermatologia, o que significa que nossa sociedade precisará estar atenta a aspectos como segurança no exercício da profissão e a maternidade. Discutir esses temas em busca de soluções para problemas que afetam esse segmento é uma necessidade que se impõe”, finalizou o presidente da SBD.

 


1 de março de 2021 0

Preocupadas com o avanço da pandemia no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e outras 75 entidades médicas do País publicaram um manifesto para a população em defesa do uso de máscaras como forma de evitar a contaminação pelo novo coronavírus e suas variantes. Estima-se que essa proteção reduz a possibilidade de aumento de casos de covid-19.

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Além das máscaras, o texto reforça a importância de outras ações, como o distanciamento físico, a higienização das mãos e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal. Até o dia 28 de fevereiro, o Brasil havia registrado mais de 254 mil mortes em decorrência da doença.

Aliada – O manifesto afirma que a proteção fácil é aliada essencial para impedir a disseminação da doença. “Máscaras   são   instrumentos   eficazes para   a   redução   da   transmissão   de   vírus respiratórios e são preconizadas na atual pandemia para uso, não apenas por profissionais da saúde no cuidado de indivíduos com suspeita ou diagnóstico de covid-19, mas por todos”, traz o texto.

No entendimento das entidades médicas signatárias, “é urgente que as medidas efetivas para diminuir a transmissão da doença sejam assumidas pela população como compromisso social para diminuir a possibilidade do surgimento de novas variantes do vírus e o colapso total dos serviços de saúde de todo País”.

Estudos – O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), por exemplo, indica em seu site 19 artigos publicados em diferentes revistas científicas que atestam a efetividade do uso de máscaras como parte da estratégia para controlar a pandemia.

No início da emergência sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus, a OMS recomendou que pessoas sem sintomas da doença evitassem usar máscaras cirúrgicas para que não houvesse falta para os profissionais da linha de frente e para os pacientes sintomáticos.

Em junho de 2020, com o avanço dos números de casos e óbitos causados pela covid-19, a OMS passou a recomendar o uso de máscaras para o público geral, afirmando que a mudança em seu posicionamento fora baseada na conclusão de novos estudos científicos.

“Estamos vivendo uma segunda onda da doença, mais acentuada do que o primeiro pico da epidemia, no ano passado. Diante desse cenário, o uso das máscaras é imprescindível para conter o vírus e evitar o colapso na saúde brasileira”, disse o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

 


29 de janeiro de 2021 0

Até o momento, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohran) recebeu 103 relatos, distribuídos por 18 estados de todas as regiões, que acusam falta ou insuficiência de medicamento para tratamento da doença em unidades da rede pública. As informações foram compartilhadas nesta sexta-feira (29/1) com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Os dados se referem às seguintes regiões e estados: Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo), Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás), Norte (Amazonas, Acre, Pará e Tocantins), Nordeste (Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará e Alagoas) e (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

O dado chama a atenção, pois revela a urgência da chegada de novos lotes do medicamento poliquimioterapia (PQT), produzido pelo laboratório Novartis, utilizado no tratamento da hanseníase em nível global. Na quinta-feira (28/1), essa empresa respondeu ao ofício enviado pela SBD que já foram superados os problemas que atrasaram a entrega de novos lotes da droga ao Brasil.

Segundo informou a Novartis, que a demora decorreu da necessidade de verificar a adequação da produção do medicamento poliquimioterapia (PQT), distribuído gratuitamente à Organização Mundial da Saúde (OMS), em razão das novas diretrizes de padrão e limite toxicológico de qualidade impostos pelo FDA (Food and Drug Administration – agência reguladora dos EUA).

Na explicação encaminhada à SBD, a empresa atribuiu a esse processo a demora do embarque de novos lotes do PQT. “Entendendo a necessidade do medicamento para o tratamento da doença no Brasil, a Novartis tem colaborado com o Ministério da Saúde para encontrar soluções logísticas junto à OMS que possam suprir essa demanda”, cita o ofício.

A Novartis relatou ainda a entrega ao Ministério da Saúde do Brasil mais de 145 mil blisters, em 2020, e de outros 51 mil blisters, em janeiro de 2021. Há, ainda, 103 mil blisters adicionais aguardando a aprovação da autoridade sanitária para embarque até março de 2021. A empresa também acrescentou que vem tratando com a OMS sobre a possibilidade de fornecimento de quantitativos adicionais à Organização e à programação regular de entrega anual aos países aderentes ao programa de distribuição

 


13 de janeiro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta médicos e população de que foi encontrado na plataforma Instagram a criação de um perfil que tenta se passar pela entidade. Para confundir os usuários desta rede social, os responsáveis pela página, que não são identificados, utilizam elementos (logomarca, cores, fontes) que lembram as adotadas pela entidade oficial de representação da especialidade.

Contra esse abuso, a SBD adotou medidas junto à administração do Instagram, que já regularizou a situação e retirou o perfil falso do ar. No entanto, a Sociedade pede aos seus associados e outras pessoas que a seguem nas redes sociais que denunciem páginas suspeitas e recusem mensagens com pedidos de apoio e ofertas de dinheiro. Nesse sentido, é importante não repassar dados pessoais (números de documentos, telefones, e-mails) ou nem acessar links enviados por desconhecidos.

A SBD reforça que seu canal oficial de comunicação no Instagram é o @dermatologiasbd.

 


16 de novembro de 2020 0

O portal Metrópoles, um dos mais importantes veículos de comunicação do Distrito Federal, publicou nesta segunda-feira (16/11) nota de esclarecimento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em resposta ao conteúdo de reportagem com comentários inadequados sobre a atividade dos especialistas. Na matéria, a declaração de um médico, que afirma ser a dermatologia “racista e excludente”, ganhou destaque, desqualificando a imagem da categoria.

LEIA A ÍNTEGRA DA CARTA ENCAMINHADA PELA SBD

Após a SBD, por meio de sua equipe de comunicação, entrar em contato com o portal Metrópoles, foi introduzido no texto um posicionamento, no qual a entidade afirma que os dermatologistas “têm se desdobrado para fortalecer a assistência de todos os brasileiros no que se refere a doenças como hanseníase, câncer de pele e psoríase”, de modo a “melhorar os indicadores de saúde da população”.

A carta enviada pela Sociedade diz ainda que as atividades dos especialistas são conduzidas de forma a valorizar os indivíduos por suas características pessoais, independentemente de etnia, gênero, nível socioeconômico e grau de instrução. “No mundo contemporâneo, onde a imprensa e a população se debatem para fortalecer o uso da comunicação de forma responsável, essa matéria não reflete a realidade”, alegou a SBD.

Saúde pública – O texto, assinado pelo presidente Sérgio Palma, lembra ainda que os dermatologistas brasileiros estão, em sua maioria, vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde atendem milhões de pacientes diariamente, pautando-se pelo respeito a todos. Além disso, ele ressalta que a SBD e seus dermatologistas têm se desdobrado para fortalecer a assistência de todos os brasileiros no que se refere a doenças como hanseníase, câncer de pele e psoríase, entre outros 3 mil transtornos catalogados, desenvolvendo amplas campanhas de esclarecimento.

“Todas essas atividades, que têm ajudado a melhorar os indicadores de saúde da população, são conduzidas pelos dermatologistas brasileiros de forma a valorizar os indivíduos por suas características pessoais, independentemente de etnia, gênero, nível socioeconômico grau de instrução. Exceções à regra, se ocorrem, devem ser tratadas como tal, fugindo do risco da generalização que desqualifica a imagem de um grupo de profissionais que, ao longo dos anos, tem trabalhado incessantemente para que o brasileiro tenha mais saúde e melhor qualidade de vida”, destacou o presidente da SBD em nota encaminhada ao portal de notícias.

 

 


8 de outubro de 2020 0

R$ 3,83 ao dia: esse é valor per capita que o governo utiliza – em seus três níveis de gestão (federal, estadual e municipal) – para cobrir as despesas com saúde dos mais de 210 milhões de brasileiros. Esse é o resultado de uma análise detalhada das informações mais recentes disponíveis, relativas às contas públicas do segmento em 2019.

PARA OUTROS DADOS DO ESTUDO DO CFM, ACESSE AQUI

Na avaliação do presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, a cifra está muito abaixo do que seria o ideal. Segundo ele, o baixo investimento na rede pública se traduz em más condições de trabalho em postos de saúde e hospitais, bem como no aumento da morbidade e da mortalidade.

“Na prática, o subfinanciamento representa menos leitos, menos UTIs, menos médicos e mais tempo de espera por cirurgias eletivas, consultas e exames. Ou seja, quem paga essa conta é a população e os profissionais da saúde”, disse.

Segundo cálculo do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2019 as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 292,5 bilhões e agrega a cobertura das ações e serviços de aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS), como o custeio da rede de atendimento e pagamento de profissionais, dentre outras.

Desafios – Outro ponto que Sergio Palma destaca, após ler o trabalho do CFM, é o desafio que os novos gestores – hoje candidatos a cargos eletivos nas Eleições Municipais de 2020 – terão pela frente.  “A gestão financeira da saúde será um dos grandes desafios para os próximos prefeitos. Será preciso realizar investimentos que garantam o bom desenvolvimento das políticas públicas”, afirma.

Segundo o levantamento, a demanda pelos serviços do SUS tem pressionado cada vez mais as despesas dos municípios, em especial nas capitais, que na maioria dos estados são as localidades com maior população e ocupam a posição de referência no acesso aos serviços assistenciais, em todos os níveis de complexidade.

“Os caminhos da reconstrução do Brasil e de seu desenvolvimento sustentável não podem ter, como preço a ser pago, sequelas e mortes evitáveis de milhares de cidadãos. É imperativo ético e moral que os novos prefeitos, os governadores e o Governo Federal façam o adequado proveito do orçamento destinado à saúde”, ressaltou.

As informações levantadas pelo CFM, com o apoio da ONG Contas Abertas, consideraram as despesas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde.

 


5 de outubro de 2020 0

Os perigos inerentes à realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não médicos foram destacados no Fantástico (TV Globo), do domingo (4/10). Na reportagem, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, defendeu a importância de que esses cuidados sejam manejados apenas por médicos, os únicos profissionais devidamente capacitados para este fim.

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“Essa modalidade de procedimentos deve ser realizada exclusivamente por médicos, preferencialmente pelos especializados. Isso é fundamental, pois caso ocorra qualquer evento adverso, é de suma relevância que a alteração seja identificada e tratada imediatamente para evitar danos ou sequelas à saúde e ao bem-estar do paciente”, ponderou.

A reportagem se insere dentre as iniciativas da SBD no intuito de denunciar as recorrentes tentativas de invasão de competências da Medicina por representantes de outras categorias profissionais, o que contraria o que determina a legislação (Lei nº 12.842/2013). “Ao dar maior publicidade a esses abusos praticados por outras categorias, como temos feito em inúmeras oportunidades, a SBD reforça a defesa da saúde e da segurança dos pacientes, mostrando ao Poder Judiciário os sérios riscos aos quais a população está exposta”, ressaltou Sérgio Palma.

Iniciativas – Há anos atuando em prol dos direitos dos dermatologistas e dos pacientes, a SBD se mantém a frente de diferentes iniciativas legais que visam coibir a prática irregular de procedimentos estéticos invasivos. A partir de ação movida pela entidade, a Justiça Federal anulou no último mês os efeitos da Resolução nº 241/14, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), que erroneamente permitia a esses profissionais realizarem procedimentos de natureza estética e aplicação de substâncias.

Outro exemplo do trabalho contínuo da SBD é a ação legal movida contra a Resolução nº 198/2019, do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que estabeleceu a chamada “harmonização orofacial” como especialidade odontológica.  A SBD – com apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) – repudiou a conduta e tem tomado todas as medidas cabíveis contra essa distorção. Na Justiça, o processo aguarda julgamento de seu mérito.

“Estamos atentos a essas resoluções unilaterais emitidas pelos conselhos de especialidade, uma vez que contrariam a Lei nº 12.842/2013. Os atos médicos devem ser praticados apenas por aqueles com formação em Medicina. Não é razoável flexibilizar uma prática profissional altamente especializada. A questão é gravíssima e fundamental, visto que um procedimento mal executado pode inclusive colocar a vida de pacientes em risco”, ponderou Sérgio Palma.

 


23 de agosto de 2020 0

Em artigo, publicado, no portal Futuro da Saúde, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, falou sobre a história da hanseníase, os dados atuais da doença no mundo e no Brasil, e enfatizou a importância do protocolo que será criado pelo Ministério da Saúde para o tratamento da doença no País. Em 2018, foram reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS) um total de 208.619 novos casos da doença no mundo. Em ordem decrescente, Índia, Brasil e Indonésia são os que mais contribuem.

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“Agora, a grande novidade é que representantes do Ministério da Saúde se reuniram com várias entidades médicas para criar o primeiro protocolo com as diretrizes terapêuticas para o tratamento da hanseníase no Brasil. O documento, ancorado em evidências científicas, tem o intuito de auxiliar profissionais e gestores de saúde na tomada de decisões referentes às questões que apresentem variabilidade na prática clínica ou nas incertezas científicas quanto à eficácia, segurança, custo-efetividade e aplicabilidade do tratamento”, enfatizou Palma, em seu texto.

Para ele, a hanseníase ainda é um grave problema de saúde púbica no Brasil e, portanto, seu enfrentamento deve ser tratado como prioridade pelo Ministério da Saúde e demais setores envolvidos. Entre as principais estratégias de ação, ele aponta a detecção precoce, o tratamento imediato de todos os casos e o exame de contatos, com o intuito de prevenir as incapacidades físicas e a interrupção da cadeia de transmissão.

O artigo destacou ainda que “o estigma é uma causa importante de atraso do diagnóstico, o que facilita a transmissão da infecção nas famílias e nas comunidades. A redução de estigmas e a promoção da inclusão favorecem o diagnóstico de forma correta e precoce.”

 


17 de agosto de 2020 0

Para facilitar a identificação de doenças negligenciadas da pele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou aplicativo que conta com diversas informações úteis aos dermatologistas e outros profissionais da saúde.  O app “Skin NTDs App” está disponível, em inglês, para download nas lojas virtuais Apple Store (usuários de iPhone) e Google Play (usuários do sistema operacional Android).

Trata-se de versão atualizada, interativa e intuitiva do Manual de reconhecimento de doenças tropicais negligenciadas pelas alterações cutâneas, lançado em 2018, pela OMS. No aplicativo, há informações sobre doenças como úlcera de buruli, hanseníase, micetoma, oncocercose, entre outras. Conforme explica José Antônio Sanches Júnior, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é uma ferramenta útil na prática do dermatologista.

“A pele é um órgão de fácil acesso para o exame e todo indivíduo deve estar atento para as alterações que nela ocorrem. Pelo aplicativo, são fornecidas informações e imagens essenciais para facilitar a identificação de doenças, com orientações para o diagnóstico e complementação laboratorial básica necessária. Ele foi desenvolvido para auxiliar profissionais da saúde e até mesmo leigos”, ressaltou.

Para o diretor financeiro da SBD, Egon Daxbacher, o aplicativo é relevante, pois, apesar de que muitas dessas doenças são endêmicas em várias partes do mundo, ainda sofrem com o desconhecimento. “São problemas de saúde pública com incidência importante em áreas pobres e vulneráveis do ponto de vista social e que têm sido historicamente negligenciadas. Isso tem reflexo direto no aumento do número de casos pelo contágio (decorrente do não tratamento) e na dificuldade de fazer o controle epidemiológico, sobretudo por conta do diagnóstico tardio. Essa demora retarda a cura e permite o surgimento de sequelas com repercussão na qualidade de vida do paciente, com prejuízos individuais e coletivos”, disse.

A Sociedade Brasileira de Dermatalogia, por meio da Gestão 2019-2020, decidiu apoiar a divulgação dessa plataforma. Entende que é mais um mecanismo que contribui para o fortalecimento da dermatologia. “Iniciativas desse tipo sempre contarão com nosso suporte, pois são de grande interesse para os especialistas e para os pacientes e seus familiares”, resumiu o presidente da SBD, Sergio Palma.

Funcionalidades – O aplicativo possui três ícones para acesso na página inicial: “Skin NTDs”; “Diagnosis”; e “Information”. Em “Skin NTDs” é possível consultar, a partir de uma lista com 12 itens, as doenças, suas descrições, fotos e um mapa mostrando onde há mais casos de cada uma delas.

Em “Diagnosis”, há a possibilidade de saber mais sobre os sinais (“Skin sign”) que aparecem na pele (caroços, úlceras, membros edemaciados e mancha), como é a aparência deles em cada uma das doenças e ver fotos. Pode-se também ver a distribuição (“Distribution”) desses sintomas em cada uma das doenças com desenhos ilustrativos.

Há ainda mais duas funcionalidades para diagnóstico. A primeira é o “Diagnosis Tool”, no qual a pessoa seleciona o tipo de sinal que está aparecendo na pele, qual a quantidade e a aparência e é mostrado quais podem ser os possíveis resultados. A segunda é o “Skin NTDs Chatbot”, cujo objetivo é auxiliar o usuário com informações sobre esse grupo de doenças.

No chatboot, é possível saber informações epidemiológicas, de transmissão, como é feito o diagnóstico e o tratamento das doenças. Já em “Information”, há explanações sobre a pele, o propósito do guia, o seu público-alvo e links de acesso a páginas de interesse acerca das doenças.

Foto: World Health Organization (WHO)





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