Um panorama sobre o fator de impacto dos ABD




6 de agosto de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.03 – 04

Sinésio Talhari, editor chefe ABD

Em junho, o Journal Citation Reports aumentou o fator de impacto dos Anais Brasileiros de Dermatologia de 0,884 para 1.050. Com o resultado, a publicação melhorou quatro colocações no ranking mundial, passando para a 56a posição e fortalecendo a produção científica dermatológica do país. Para falar sobre o assunto, o JSBD convidou o editor chefe da publicação, Sinésio Talhari. Leia a entrevista a seguir.

A que atribui esse aumento do FI? Precisão científica? Rápida avaliação dos trabalhos, bem como sua relevância e originalidade? Revisão por pares?

Desde a indexação dos ABD, há aproximadamente 10 anos, todos os editores sempre trabalharam no sentido de a revista melhorar a qualidade de suas publicações, adotando critérios rigorosos para a aceitação de trabalhos e estimulando os profissionais das diversas áreas dermatológicas para a submissão de originais relacionados a pesquisas, artigos relevantes de revisão e educação médica continuada, entre outros.  

Nos últimos dois anos criamos novas seções e suprimimos outras, acompanhando a evolução das principais revistas dermatológicas internacionais. Entre as mudanças destacamos as seções voltadas para as doenças tropicais/infecciosas, carta pesquisa, aumento do número de casos para Qual o seu diagnóstico?, e carta ao editor. Reduzimos o número de casos clínicos, só aceitando aqueles de especial relevância para o aprendizado. Também reduzimos o número de publicações – a revista ficou mais condensada.

As modificações acima mencionadas, acreditamos, foram decisivas para o aumento do fator de impacto e, mais recentemente, a reclassificação da revista pela Capes – somos Qualis B2. Éramos B3. Aumento do Qualis significa mais respeitabilidade e pontuação dos trabalhos publicados.

Artigos originais recebem mais citação seguidos dos de revisão?

Sim, pelo fato de termos menor fator de impacto e sermos B3, temos recebido pequeno número de artigos inéditos, de pesquisa. Essa foi uma das principais razões para criarmos a seção de dermatologia tropical/infecciosas. Esse é um nicho em que podemos ser mais fortes em comparação com outras revistas. Além disso, estimulamos os profissionais a ficar mais atentos para essas enfermidades, a maioria negligenciada e, em muitos serviços dermatológicos de nosso país, praticamente abandonada no ensino de graduação, residência médica e pós-graduação. Por exemplo, são pouquíssimos os serviços que diagnosticam, tratam e acompanham pacientes com hanseníase. As DST/Aids, leishmanioses e outras doenças cutâneas de relevância na saúde pública não têm merecido a devida atenção no dia a dia do ensino da dermatologia. Investigar nessas áreas e publicar nos ABD certamente tornarão a revista mais visível e respeitada no universo dermatológico.

O que pode ser feito fazer para que o FI da revista aumente ainda mais, assim como o número de citações?

Além do que mencionamos acima, temos enorme potencial de publicar em outras áreas do conhecimento dermatológico. É preciso que os ABD façam parte do grupo das revistas importantes na hora de os autores fazerem a escolha para submeter seus artigos. Infelizmente, ainda não somos lembrados na hora da escolha dos bons periódicos para enviar os melhores trabalhos. É importante mencionar que, além de todas as mudanças realizadas e das conquistas obtidas até agora, teremos ainda maior visibilidade, pois, migramos para a Editora Elsevier. Teremos ahead of print, os artigos terão visibilidade similar à oferecida pelas principais revistas dermatológicas.

Qual é a importância da produção científica em dermatologia no país?
Além da respeitabilidade que os dermatologistas brasileiros merecem, é importante ressaltar que a qualidade de tudo que publicamos refletirá no melhor conhecimento dermatológico dos profissionais e, claro, nossos pacientes serão os principais beneficiados.

 


6 de agosto de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.03 – 04

A SBD-RS, juntamente com o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), no intuito de alertar as autoridades sobre os riscos do exercício ilegal da medicina, organizou um Fórum de Debate, no dia 24 de agosto. Estiveram presentes representantes de sete especialidades médicas: dermatologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular, endocrinologia, ginecologia e obstetrícia, oftalmologia e traumatologia). Autoridades convidadas do Ministério Público, da Polícia Civil, das Secretarias de Saúde Municipal e Estadual e da Vigilância Sanitária discutiram, juntamente com a classe médica, medidas de enfrentamento do exercício ilegal da medicina a fim de resguardar a saúde da população gaúcha.

Em agosto a Regional lançou nova campanha publicitária, “Dermatologia: a diferença se sente na pele”, que terá divulgação em três rádios FM, no Caderno Donna do jornal Zero Hora, no Google e em outdoors e backbus na cidade de Porto Alegre.

 


6 de agosto de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.03 – 04

Durante o Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), realizado em setembro de 2018, em Paris, a dermatologista Marcia Ramos-e-Silva recebeu do presidente do encontro o Award for Clinical Care. Em março, a médica dermatologista foi agraciada com o título de sócia honorária da Academia Americana de Dermatologia (AAD), durante o Congresso, em Washington, sendo a primeira especialista brasileira a ter esse título. A honraria foi recebida durante a Awards Ceremony “Star of the Academy”. Já em junho, no Congresso Mundial de Dermatologia (WCD), em Milão, Marcia mereceu a honra de ser a Maria Duran Lecturer, escolhida pelo Maria Duran Committee, da International Society of Dermatology, no Simpósio da International Society of Dermatology. Na ocasião, proferiu a palestra “Tropical Dermatology and Women”.

 

 


6 de agosto de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.03 – 04

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou nesta quinta-feira (11/7) uma audiência pública para discutir a criação da Semana de Prevenção e Combate ao Câncer da Pele. Como contribuição para os debates, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma (foto acima), apresentou aos parlamentares as ações desenvolvidas pela entidade no âmbito da campanha Dezembro Laranja, cujas ações já beneficiaram diretamente mais de 600 mil pacientes em todo o Brasil ao longo dos últimos 20 anos.

A realização da audiência atendeu a um requerimento do deputado Dr. Frederico (Patri-MG), relator do PL 4234/08. Dentre outros pontos, o projeto prevê a instituição de uma data específica para a organização e implementação de atividades governamentais nos meios de comunicação acerca da prevenção e do tratamento da doença. Segundo a proposta, caberá ao Ministério da Saúde a realização das ações, que se estenderá por todo território nacional, “podendo, para tanto, celebrar convênios e acordos com órgãos congêneres públicos e privados, e, especialmente, com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”.

“Na campanha deste ano, que se inicia em 7 de dezembro, contaremos com mais de 4 mil médicos e voluntários em 132 postos pelo país, atendendo a população gratuitamente para a prevenção e diagnóstico do câncer da pele”, destacou Palma. O presidente da SBD acrescentou que a medida é um passo importante e propôs que as atividades alusivas à prevenção do câncer da pele se estendessem ao longo do mês de dezembro, não se restringindo apenas a uma semana.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Dr. Frederico (Patri-MG), o presidente da SBD, Sérgio Palma, a representante do MS Jaqueline Silva Misael, o vice-presidente de Relações Nacionais e Internacionais da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo dos Santos Fernandes, e parlamentares

A sugestão foi bem recebida pelo deputado federal Dr. Frederico, pela representante do Ministério da Saúde, Jaqueline Silva Misael, e pelo vice-presidente de Relações Nacionais e Internacionais da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo dos Santos Fernandes, que também participaram da sessão. Confira a íntegra da apresentação do presidente da SBD na Câmara dos Deputados.

Campanha SBD – A sensibilização promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia acontece sempre no último mês do ano, quando a entidade realiza diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. 

No período, são iluminados monumentos, realizadas iniciativas de conscientização em praias, parques, praças em locais de grande movimentação, entre outras atividades. Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização.

Em 2018, a iniciativa passou a contar com o apoio e a chancela da Academia Americana de Dermatologia (AAD) e da Liga Internacional de Sociedades de Dermatologia (ILDS).

Panorama – O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

A importância de um profissional qualificado para a realização de procedimentos estéticos dermatológicos. Esse foi o mote do Seminário Cosmiatria e Laser: beleza à luz da medicina, ocorrido no último dia 7 de maio, na sede de O Globo, no Rio de Janeiro. Organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com o jornal, o evento teve a duração de quatro horas divididas entre uma apresentação inicial e três mesas, que abordaram desde a importância da formação correta na especialidade, cumprimento das normas éticas e os riscos de procedimentos realizados por quem não é habilitado, até o avanço do mercado cosmiátrico e como ele pode auxiliar as pessoas na busca de saúde, bem-estar e beleza. A mediação das mesas foi de Marina Caruso, diretora de redação da revista Ela.
 
Embora seja amplamente divulgada a informação de que procedimentos estéticos invasivos devem ser realizados exclusivamente por médicos habilitados, o número de denúncias sobre o exercício ilegal da profissão é crescente. Entre 2017 e 2019 (até o fechamento desta edição) foram apresentadas 833 representações da SBD na Justiça em defesa do cumprimento da Lei do Ato Médico.
 
Os dados acima podem ser reforçados, por exemplo, como o depoimento da jornalista Priscilla Aguiar, que na abertura do evento falou sobre sua experiência pessoal durante um procedimento estético. Depois de uma rinomodelação com ácido hialurônico realizada por uma biomédica, o procedimento evoluiu para uma necrose de pele, e ela precisou fazer vários tratamentos para recuperar os danos. “A ação de não médicos deve ser combatida pelas autoridades, pois traz insegurança a pacientes e seus familiares”, comentou Sergio Palma, presidente da SBD, reforçando a ideia de que só médicos podem definir qual substância e a quantidade a ser aplicada em cada procedimento. “Considere-se que, mesmo se todos os cálculos forem corretos, a paciente ainda pode sofrer uma reação, e o médico dermatologista deve estar preparado para uma intervenção imediata de emergência para garantir a vida e a integridade de quem ele trata”, complementou.
 
Procedimento consciente
 

Na mesa “Beleza e saúde da pele: a dermatologia no centro da atenção”, Palma, na companhia de Alessandra Romiti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD; Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); e da atriz Luiza Brunet, falaram sobre os inúmeros procedimentos que estão inseridos na cosmiatria e como a dermatologia cosmiátrica do Brasil é reconhecida mundialmente. Além disso, abordaram a importância de o planejamento ser feito de forma consistente e por um médico especialista, já que, muitas vezes, o paciente pode ter alguma contraindicação para um tratamento que, na teoria, seria o mais indicado.
 
Carmita Abdo chamou atenção sobre o fato de como mudar a aparência virou uma obsessão, especialmente entre os mais jovens, que muitas vezes acabam fazendo mudanças no corpo que serão irrecuperáveis mais tarde. “Vivemos no país onde o culto ao belo é o maior do mundo. Isso é positivo, mas também temos que encontrar beleza não apenas no aspecto físico. É preciso buscar outros recursos para se tornar interessante. E talvez aí estejamos falhando em buscar a beleza em outras possibilidades”, pontuou.

Outro assunto que mereceu atenção especial foi o disformismo, bem como a importância do diagnóstico diferencial, já que vai determinar se o paciente possui algum distúrbio psíquico ou se merece de fato uma intervenção. “Quando a pessoa tem um disformismo muito evidente o diagnóstico é fácil. Algumas vezes, porém, pode ser algo muito sutil. É preciso saber se o paciente pode passar por algum procedimento mesmo ou se é um transtorno. Se for transtorno, será um paciente eternamente insatisfeito”, frisou Alessandra Romiti.

Ainda a respeito desse tema, Palma falou sobre a questão do acolhimento na relação médico/paciente, enfatizando que a confiança entre as partes é fundamental para o tratamento se desenvolver da melhor forma possível. “Em simpósios, tem-se abordado muito a ética médica. A humanização dessa relação tem sido muito falada pela SBD com os associados. Lançamos, aliás, um guia sobre o assunto”, disse.


 
Os participantes dissertaram, ainda, sobre o modo como o avanço das tecnologias acabou gerando um afastamento das pessoas e como a medicina tem tentado andar na contramão, trazendo o paciente mais para perto. “É importante que as escolas de medicina também se atualizem no ensino da psicologia médica e que incorporem essas mídias sociais no ensino dessa relação entre médico e paciente”, esclareceu Carmita.
 
Limites da publicidade e complicações em procedimentos

 

Durante a segunda mesa, “A era dos injetáveis: habilitação e segurança dos procedimentos”, José Fernando Maia Vinagre, corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), falou sobre a função dos conselhos de medicina, que têm três papéis fundamentais em sua estrutura: legislar todo o exercício profissional do médico; fiscalizar; e julgar, por meio da corregedoria, os possíveis erros médicos e queixas a respeito do exercício da profissão.

“Nosso parâmetro máximo é o Código de Ética Médica, que acabou de ser revisado. O documento abrange tudo que envolve o exercício da profissão, incluída a publicidade”, ressaltou, lembrando que é preciso ser bastante rígido e atento aos movimentos nas redes sociais, já que elas têm enorme alcance em toda a população, das pessoas mais humildes às mais bem informadas.

“Infelizmente, no aspecto da estética, as redes têm contribuído de uma maneira ruim. E aí acontecem casos como o do Dr. Bumbum. Eu posso, hoje, enquanto corregedor do CFM, afirmar que ele está impedido de exercer a profissão”, concluiu. Vinagre também lembrou que o médico cassado costumava fazer o que é condenado eticamente, como expor suas pacientes, divulgar procedimentos médicos não reconhecidos cientificamente e prometer resultados. “Um dos pilares da medicina é a não promessa de resultados”, enfatizou.
 
Outro ponto levantado foi a publicidade de médicos feita por blogueiros. Vinagre lembrou o caso de uma blogueira que foi realizar um procedimento com um cirurgião plástico e o combinado seria o médico fazer gratuitamente e ela divulgar em suas redes. Porém, não poderia dizer que foi de graça, já que o Conselho não permite parcerias assim. “Mas o procedimento não teve o resultado esperado,  e ela o denunciou”, concluiu o corregedor.
 
Meire Parada, médica dermatologista da SBD, falou sobre os tratamentos e as complicações de preenchimento que podem acontecer. “Essa questão de complicar é verdadeira, ela existe”, pontuou, acrescentando que os profissionais devem estar habilitados a tratar, também, possíveis complicações que ocorram.
 
Já Simone Braga, gerente da Coordenação de Vigilância em Saúde do Município do Rio, lembrou a necessidade de os médicos seguirem as diretrizes do Primeiro Código Sanitário do Município. O documento, que normaliza as regras sanitárias que todos os estabelecimentos devem seguir, tem determinações também para os consultórios médicos.

“Todos devem estar expostos a licença sanitária. A licença é obtida online, então não há dificuldade para o profissional tirar; as regras são muito claras. Optamos por trabalhar por autodeclaração, basicamente”, explicou. Ela disse ainda que apenas alguns estabelecimentos de alta complexidade, como farmácias de manipulação, clínicas de hemodiálise, hospitais e clínicas com internação, precisam de inspeção prévia como pré-requisito para obtenção da licença. Outro ponto levantado por Simone foi a questão de alguns médicos importarem de outros países equipamentos e medicamentos cuja utilização no Brasil não é autorizada pela Anvisa.

Prevenção, individualidade e modismos
 

A última mesa, “Tratamentos e cuidados dermatológicos: o futuro é agora”, chamou atenção para a palavra-chave na dermatologia atual: prevenção. Patrícia Ormiga, assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD, abriu a mesa falando brevemente sobre a importância de começar desde cedo o cuidado com a pele e com o ser humano como um todo, evoluindo ao longo dos anos, de forma que esse envelhecimento seja feito da melhor forma possível. Em seguida, Bruna Duque-Estrada, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, acrescentou que hoje a medicina também trata da individualidade. “Quando falamos em evidência científica e estudos, sabemos que existe um elevado percentual de pacientes que responde a um determinado tratamento, mas existe um percentual menor que não responde ou que responde em níveis mais baixos. E eu acho que o futuro está aí, em conseguir individualizar. Com isso, você consegue muitas vezes diagnosticar e tratar precocemente, mas também minimizar os efeitos colaterais de possíveis complicações”, alertou.
 
Outro ponto foi quanto aos dermatologistas especializados em pele negra. Patrícia explicou que todo dermatologista tem uma formação universal para tratar qualquer tipo de pele. “É importante que isso fique claro. Todas as residências médicas e serviços médicos de formação estão muito atentos e muito preocupados em fazer uma formação completa. Existem profissionais que, no campo da estética, podem até ter mais experiência com a pele negra, mas todo dermatologista está apto e tem conhecimento para tratar todo tipo de pele, incluindo doenças, acometimentos que não sejam só estéticos e a parte estética também”, enfatizou.
 
Ao final, Ormiga voltou a lembrar a importância de os médicos orientarem os pacientes sobre a solicitação de cada pessoa ser adequada ou não para seu caso. “O diagnóstico, a avaliação e a colocação do profissional, no sentido de dizer se algo funciona ou se vai ficar bem, é fundamental. E se não for ficar, que não faça”, registrou. Ela levantou também a questão do modismo, com procedimentos como retirar definitivamente os pelos de uma região específica.

“Hoje, o paciente pode não querer barba nenhuma, mas mais para frente pode querer. Então, é importante que se pese isso no momento da decisão”, complementou. “Estamos dentro de uma sociedade de modismos. E modismo e saúde às vezes não combinam. Então, nosso papel na sociedade, como médico, é alertar a população a não simplesmente optar pelo que está na moda, mas pesar o risco e o benefício. Porque isso pode custar caro, tanto para a saúde quanto para a própria vida”, enfatizou Bruna.
 
Além das especialistas, também estiveram na mesa a atriz Cris Vianna e o cantor Paulo Ricardo, que relataram suas experiências com dermatologistas.


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

A nova versão do Projeto de Lei n°1.559/2019 foi apresentada em reunião, em Brasília (DF), a um grupo de representantes de entidades médicas, dentre eles o médico dermatologista Egon Daxbacher, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Ao final do encontro, realizado na terça-feira (7/5), duas convicções: se por um lado, o texto refeito pelo deputado federal Fred Costa (PATRI-MG) considerou alguns importantes alertas da classe médica; de outro, há a convicção de que ainda será necessária uma grande mobilização para alterar itens que ainda podem colocar em risco a saúde da população.

Como parte desse processo de sensibilização, as lideranças médicas voltaram a apresentar ao parlamentar mais esclarecimentos sobre aspectos técnicos, científicos e legais relacionados à procedimentos estéticos, em especial os invasivos. O PL n° 1.559/2019, que deverá ser apresentado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nos próximos dias, propõe o reconhecimento da estética como área de atuação de outros profissionais.

Egon Daxbacher destaca que entre a proposta inicial e a versão discutida houve ajustes importantes. Por exemplo, houve a exclusão de menções à cosmetologia e a inserção de pontos que impõem limites entre as áreas de atuação da medicina e de outras categorias. 

Alterações – Entre outras reformulações apresentadas pelo deputado, está a definição de que procedimentos em saúde estética somente poderão ocorrer dentro dos limites definidos pelas legislações de regência de cada profissão – as quais, inclusive, já são alvo de questionamentos na Justiça. Outro item incorporado é definição de que os procedimentos englobados não abrangem o exercício profissional dos esteticistas, cosmetólogos e de técnicos de estética. 

Houve ainda a preocupação de atribuir responsabilidade aos profissionais que atuarão na área, de modo que respeitem as normas éticas e legais no País. Por isso, foi acrescida a previsão de penalidades, com base no Código Penal, aos que atuarem sem autorização legal ou excederem os limites estabelecidos. 

No entanto, para Daxbacher (terceiro da dir. para a esq.), é preciso buscar novos ajustes. “A SBD, que tem mais de 100 anos de existência, reconhece a estética como uma prática do cotidiano do dermatologista. Entendemos, portanto, que essa demanda pelo reconhecimento dos tratamentos estéticos por parte dos outros profissionais não deveria sequer estar em pauta, pois os pacientes não podem ser tratados como mercadoria”, pontuou. 

Tramitação – Após ser protocolada a nova redação do PL n° 1.559/2019, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados definirá a comissão que irá analisar o projeto, designando um parlamentar responsável por elaborar um parecer. O parecer é a opinião fundamentada sobre a proposição, que deve gerar um relatório a ser votado pela comissão.

A expectativa é de que a proposta passe por discussões em pelo menos duas comissões da Câmara, a de Seguridade Social e Família (CSSF) e Constituição e Justiça (CCJ), antes de seguir para o Senado Federal. Lá, o projeto deverá passar por novas comissões, como a de Assuntos Sociais (CAS). O caminho faz parte de um processo que envolve uma série de atos para que qualquer projeto se torne Lei.

O presidente da SBD, Sérgio Palma, defende o engajamento dos dermatologistas nesse processo que acaba de ser iniciado, e garante que a entidade envidará todos os esforços para sensibilizar os parlamentares pela rejeição da proposição. “A SBD e as outras entidades médicas estarão presentes nessa discussão. Mas é preciso mostrar que os médicos, em especial os dermatologistas, se mantém mobilizados com respeito ao tema”.

Além do representante da SBD, também participaram do encontro a diretora de assuntos parlamentares da Associação Médica Brasileira (AMB), Débora Cavalcanti; o membro da Comissão de Assuntos Parlamentares do Conselho Federal de Medicina (CFM) Wirlande da Luz; a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG), Cibele Carvalho; e o presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), Fernando Genschow.
 


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

As sociedades de especialidades e outras entidades representativas dos médicos brasileiros entregarão à Câmara dos Deputados, nos próximos 30 dias, sugestões de revisão da chamada Tabela SUS. O compromisso foi firmado nesta terça-feira (11/6), durante reunião técnica do Grupo de Trabalho Tabela SUS, da Comissão de Seguridade Social e Família, na qual participaram o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, além dos dermatologistas associados Débora Ormond e Moyses Lemos.

A expectativa do grupo que discute o tema, coordenado pelo deputado federal Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), é partir das sugestões dos médicos e outros setores da saúde para a definir uma proposta de revisão da tabela, que detalha os serviços realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e é usada para remuneração dos prestadores de serviço. A avaliação dos deputados é que a tabela precisa ser reajustada, ampliando os honorários médicos, e reclassificada, simplificando procedimentos e incorporando tecnologias.

Uma das propostas discutidas pelos parlamentares com representantes médicos é a adoção dos parâmetros da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), instrumento reconhecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para cálculo dos honorários médicos pelos planos de saúde. Para o presidente da SBD, atualmente a CBHPM não atende completamente a dermatologia, mas pode ser um importante documento para nortear a atualização da Tabela SUS.

“A Sociedade Brasileira de Dermatologia está atenta a esse compromisso e também já instituiu um grupo de especialistas para elaborar uma proposta dentro do prazo de 30 dias. Atualmente, a CBHPM não atende a dermatologia completamente, principalmente em termos de precificação e de procedimentos. Então, essa sugestão ainda precisa ser bem discutida, pois alguns procedimentos devem ser excluídos e outros incluídos”, antecipou Sérgio Palma.

De acordo com o dirigente, cada uma das especialidades médicas terá que discutir suas especificidades na questão da defasagem da Tabela SUS. “Parabenizamos os parlamentares pela iniciativa e o apoio que estão dando à saúde do Brasil, e a SBD está à disposição para colaborar e construir esse projeto com todos vocês”, enfatizou.

Além da atualização dos valores da Tabela SUS, a coordenação do Grupo de Trabalho também informou que buscará reduzir o rol de procedimentos com o objetivo de diminuir o número de códigos que devem ser colocados no sistema para procedimentos realizados em conjunto. O relatório com as conclusões e sugestões do grupo, criado há dois meses, serão apresentados ao Poder Executivo ainda em 2019.

Invasão de competências – Durante a audiência, Palma também relatou aos parlamentares que muitos procedimentos que devem ser feitos por dermatologistas estão sendo realizados por outros profissionais, o que tem trazido preocupação para a SBD. “Temos recebido muitos pacientes que buscam tratamento com os dermatologistas somente após o tratamento estético não ter sido bem sucedido. Em alguns casos, o procedimento é irreversível, inclusive. Precisamos da atenção do Congresso Nacional sobre este tema também”, defendeu.

Para o presidente da SBD, a dermatologia é uma das especialidades médicas mais invadidas por outras profissões da saúde. “O cuidado estético é multiprofissional, mas é exclusividade do médico a atuação em procedimentos invasivos, em que são utilizados injetáveis, como a toxina botulínica, os preenchedores, os lasers e as tecnologias invasivas, pois se aprofundam em camadas do tecido, invadem e perfuram a pele”, alertou.

Ele lembrou que diversos projetos de lei que tramitam na Casa são relacionados à saúde estética e outorgam a saúde estética a outros profissionais não médicos e isso abre um campo de risco que pode comprometer a saúde e a vida dos brasileiros. “Por isso, é importante que para qualquer procedimento cosmiátrico, o paciente consulte um dermatologista, para avaliação diagnóstica, análise de contraindicações e definição da conduta terapêutica estética mais apropriada”, recomendou.

O deputado Dr. Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ) reconheceu a importância do tema e garantiu ao representante da Dermatologia que em breve apresentará requerimento de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família para que o tema seja amplamente debatido.


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

Presidido por Marcio Serra, o 74º Congresso Brasileiro de Dermatologia está programado para o segundo semestre (11 a 14 de setembro). As inscrições estão abertas desde março, com descontos progressivos, e o próximo vencerá em 15 de julho. A redução dos valores das taxas de inscrição é um dos atrativos desta edição.

“O congresso está sendo organizado em função das solicitações dos associados da SBD, e estamos vendo que, em resposta a isso, com aproximadamente dois meses de inscrições abertas, já temos quase três mil inscritos”, informou o presidente do evento.

Com o esgotamento das vagas para os cursos práticos de preenchimento e toxina, a Comissão Organizadora decidiu criar o Painel de Procedimentos ao Vivo (PPV), no dia 13 de setembro pela manhã. “Pretendemos com isso proporcionar a um maior número de congressistas a oportunidade de entrar em contato com novas técnicas e produtos utilizados por expoentes da cosmiatria nacional”, comenta.

A programação científica está praticamente finalizada. Até o início de junho, confirmaram presença os palestrantes estrangeiros Lemperle Gottfried (Ale), Toby Maurer (EUA), Tomecki Kenneth (EUA), Martin Sangueza (BOL), Samantha Guerra (Canadá) e Adilson Costa (EUA), representante de Relações Internacionais da SBD Nacional.

“Queremos resgatar o Congresso Brasileiro de Dermatologia como o principal evento da dermatologia com temas atuais, desafiadores, inovadores e instigantes, mas que ao mesmo tempo venham trazer benefícios para o dia a dia dos dermatologistas”, salienta o presidente Marcio Serra. “Espera-se maciça participação de nossos associados em um congresso mais barato, mais bem localizado, no Windsor Expo Convention Center”, acrescenta o tesoureiro da SBD e do DermatoRio 2019, Egon Daxbacher.

Para os médicos interessados, a submissão dos trabalhos científicos pode ser feita até o dia 13 de junho.

“Este é o maior evento do nosso calendário dermatológico, no qual temos a oportunidade de nos atualizar em todas as áreas da dermatologia, seja nas patologias, cirurgias, oncologia e cosmiatria. Convidados renomados nacionais e estrangeiros estarão presentes, trazendo todas as atualizações científicas; teremos também a oportunidade de tirar nossas dúvidas, além de fazer networking para ampliar nossa rede de contatos (nacional ou internacional).

O programa científico foi elaborado com foco na melhor formação e informação dermatológicas. Portanto, vamos todos fazer crescer nossa SBD, apoiando esse grande evento e, dessa forma, crescer dermatologicamente!”, convida a dermatologista Meire Brasil Parada, de São Paulo.

O DermatoRio ocorrerá no Windsor Convention & Expo Center, no Rio de Janeiro. Inscrições e envio de trabalhos deverão ser feitos pela página do evento: http://www.sbd.org.br/dermato2019//inscricao.aspx. O espaço reúne informações sobre palestrantes, programações científica e social, bem como outros assuntos de interesse do congressista.

 

 

O cirurgião plástico Lemperle Gottfried, da Alemanha, inventor de um dos primeiros preenchedores permanentes (Artecoll – colágeno + PMMA), falará a respeito de efeitos adversos dos preenchedores em geral e sobre a polêmica dos biofilmes.

Toby Maurer (EUA), dermatologista da UCSF (University of California, San Francisco), uma das referências mundiais em dermatologia e Aids, abordará uma possível nova epidemia do sarcoma de Kaposi.

Kenneth Tomecki (EUA), próximo presidente da Academia Americana de Dermatologia (AAD), focalizará em uma das palestras atualização em vacinas e outras doenças emergentes.

O dermatopatologista Martin Sangueza (BOL) mostrará a importância da correlação da clínica com a patologia.

Dermatologista e mestre em ciências médicas, Samantha Guerra, radicada em Montreal, vem se especializando em psicodermatologia e compartilhará seu estudo para o doutorado em Dermindfulness.


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

Os consensos de hidradenite supurativa, urticária, dermatite atópica e doenças bolhosas além da diretriz de psoríase saíram como suplemento da revista 94 (2) dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD). O trabalho teve início durante a gestão do ex-presidente da SBD José Antonio Sanches (2017/2018).

Segundo Sanches, em editorial publicado nos ABD, “a construção de consensos, diretrizes e artigos de posicionamento baseados no que dispomos e queremos para o futuro faz-se essencial na construção de uma sólida assistência médica dermatológica”.

Os artigos foram discutidos e elaborados por experts nas respectivas áreas que, coletivamente, produziram material prático e fundamental para auxiliar o trabalho do dermatologista brasileiro. “Esse esforço, esperamos seja apenas uma semente inicial, para uma construção conjunta, entre sociedade, academia, governo e iniciativa privada, de uma assistência médica dermatológica de qualidade inconteste”.

 

 


18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

O Departamento de Dermatologia Geriátrica organizou no final de março o 2º Simpósio de Envelhecimento junto com o 12º Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, foram selecionados e discutidos temas bastante relevantes, como: abordagem do idoso no consultório, manejo da queratose actínica, quimioprevenção do câncer da pele não melanoma, indicações e contraindicações de cirurgia em pacientes geriátricos, mecanismos de envelhecimento, vacina do herpes-zóster, dermatoses associadas a doenças sistêmicas, úlceras em idosos, entre outros. Na oportunidade, a SBD lançou oficialmente a cartilha Cuidados com a Pele da Pessoa Idosa, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos. O material, destinado à população leiga, ressalta a importância da prevenção de doenças da pele e a promoção da saúde.

 

 





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