Em formato online, 13º Teraderm acontece em julho com programação atenta às novidades em terapias dermatológicas




10 de junho de 2021 0

As mais recentes descobertas nas áreas de cosmiatria e tricologia, bem como novas abordagens no tratamento de doenças, serão destaque na programação do 13º Teraderm, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O encontro acontece de 2 a 4 de julho, ainda em formato virtual, mas com a proposta de manter o tradicional dinamismo nos debates, mas sem abrir mão da qualidade das abordagens.

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Dentre os temas em perspectiva no 13º Teraderm estão:  gestão de consultório na pandemia, uso de minoxidil oral nas alopecias, a relação entre covid-19 e manifestações cutâneas, transtorno dismórfico corporal e transgêneros; e prescrição de imunobiológicos. No total, serão abordados mais 20 temas relacionados à vivência em consultório. Além disso, haverá simpósios satélites diariamente disponíveis aos inscritos.

Dúvidas – Para estimular a interação, serão disponibilizados canais para que os participantes enviem perguntas aos palestrantes e coordenadores. “O objetivo é garantir que haja efetivamente a possibilidade de sanar dúvidas, em tempo real”, complementa John Veasey, coordenador do 13º Teraderm.

O presidente da SBD, Mauro Enokihara, ressalta que a organização do encontro sinaliza o compromisso da Gestão 2021-2022 com a qualificação do médico dermatologista. “Apesar da do distanciamento físico, a SBD oferece opções de educação continuada. Neste sentido, o Teraderm é um exemplo de como unir a modernidade das tecnologias de comunicação à melhor tradição do ensino médico”, disse.

A Comissão Organizadora lembra ainda que o conteúdo gravado durante o 13º Teraderm ficará disponível por mais 30 dias aos inscritos, após a realização do evento. Isso permitirá aos interessados rever apresentações preferidas. Além de John Veasey compõem o grupo de coordenadores, os seguintes dermatologistas: Clarisse Zaitz, Jayme de Oliveira Filho e Ricardo Shiratsu. A coordenação científica da SBD está a cargo de Flávia Vasques Bittencourt.

 


10 de junho de 2021 0

Os dermatologistas têm três grandes encontros marcados com o aperfeiçoamento técnico científico nos meses de junho e de julho. O informe foi dado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Mauro Enokihara, no encerramento do Simpósio de Cabelos e Unhas, realizado entre os dias 27 e 29 de maio, em conjunto pela SBD e SBD Regional São Paulo (SBD-RESP).

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Segundo ele, os associados devem reservar espaço em suas agendas para participarem do Conexão SBD – Edição especial sobre biológicos, em 5 de junho; do II Simpósio de Cirurgia Micrográfica, em 19 de junho; e do 13º Teraderm, de 2 a 4 de julho. “Estas atividades oferecem aos especialistas acesso a conteúdo atualizado e relevante neste momento de pandemia. Independentemente dos problemas em curso, os dermatologistas precisam estar preparados para responder às necessidades dos pacientes”, disse.

O Simpósio de Cabelos e Unhas abordou avanços e atualizações da especialidade sobre estes temas, a partir da análise de pesquisas e novas abordagens terapêuticas. Mais de 80 palestrantes brasileiros e estrangeiros, com experiência em doenças capilares e ungueais, trouxeram nesta nova edição discussões sobre questões relacionadas a essas duas áreas fundamentais à dermatologia.

Cursos de aprofundamento – Biópsia de leito ungueal com punch leito, envelhecimento capilar e doenças inflamatórias foram alguns dos temas abordados. Além disso, seis cursos de aprofundamento também fizeram parte da programação científica, lançando luzes sobre aspectos da alopecia areata, dermatoscopia nas unhas, alopecia frontal fibrosante, alopecia androgenética masculina e feminina e cirurgia de unhas em consultório.

Durante o encontro, também merecem destaque as homenagens feitas a três especialistas que atuam na área de cabelos e que possuem as maiores publicações internacionais: Rodrigo Pirmez, Paulo Muller Ramos e Daniel Fernandes Melo; além do dermatologista Ival Peres Rosa, chefe do Serviço do Hospital do Servidor de São Paulo, pela sua contribuição à dermatologia brasileira. Ao final, a dermatologista Aline Donati recebeu agradecimento especial pelo trabalho desenvolvido na organização do Simpósio. Além dela, participaram desse processo de coordenação do evento: Fabiane Brenner, Alessandra Anzai, Priscila Kakikazi, Nilton Gioia Di Chiacchio e Nilton Di Chiachio.

“Foram três dias de aprendizado contínuo e dinâmico, com espaço para muita troca de experiências e acesso a conteúdo repleto de inovações úteis à prática médica”, sintetizou Fabiane Brenner, que fez um lembrete aos que participaram: o conteúdo gravado ficará disponível aos inscritos por mais 30 dias, após o encerramento do evento.

 


10 de junho de 2021 0

Mais de 800 inscritos, 28 palestrantes e uma programação científica multidisciplinar e aprimorada. Esse é o saldo do 43º Simpósio de Dermatologia Tropical (Dermatrop). O evento, realizado em formato online pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), nos dias 21 e 22 de maio, discutiu as principais novidades a respeito do diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, parasitárias e outros temas que impactam a saúde pública do país. “A aceitação do público foi a melhor possível”, sintetizou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

CLIQUE AQUI PARA REVER O CONTEÚDO ABORDADO

Numa avaliação direta sobre a relevância do Dermatrop, ele também fez questão de frisar que o evento atende justamente à preocupação da SBD com o ensino, o aprendizado e a pesquisa em dermatologia em todos os campos da especialidade, sendo direcionado aos profissionais de todas as gerações. A coordenação do 43º Dermatrop da SBD ficou a cargo dos especialistas Mauro Enokihara; Heitor de Sá Gonçalves (vice-presidente da SBD); Sinésio Talhari (um dos idealizadores do evento); e Sérgio Palma.

“O evento acontece há mais de 40 anos, com apenas duas interrupções ao longo desse período. Sem dúvida é um dos encontros mais tradicionais da dermatologia brasileira, com contribuições para o aprimoramento do atendimento e para a ampliação dos estudos das dermatoses que tanto acometem as populações negligenciadas do nosso país”, disse.

Tropical – O vice-presidente da SBD, Heitor Gonçalves de Sá, salientou que a atual gestão da SBD tem trabalhado em diversas frentes para promover o resgate da dermatologia tropical aplicada às doenças negligenciadas. O esforço visa fortalecer o especialista da entidade e reforçar a dermatologia clínica e sanitária do Brasil.

Segundo adiantou, ao longo deste ano serão implementadas diferentes ações voltadas às doenças tropicais. Entre elas, a capacitação em hanseníase para dermatologistas que atuam nesta área, por meio do programa de atenção básica e estratégia de saúde da família de diferentes estados brasileiros; a criação de nova Campanha de Hanseníase; e ainda a realização do Simpósio Internacional de Hanseníase, programado para agosto.

“São projetos que visam cumprir uma das muitas vocações técnicas científicas da entidade, que é a área de doenças tropicais, bem como seu papel como instituição civil responsável por apoiar a saúde pública brasileira”, salienta Heitor Gonçalves de Sá.

Temas – O total de 31 temas sobre micologia, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), hanseníase, doenças virais, bacterianas e outros ganharam destaque durante os seis blocos de programação científica do 43° Dermatrop. O encontro também contou com duas sessões de discussão de casos clínicos dos Serviços Credenciados.

Nelas, os especialistas trocaram experiências e ampliaram sua capacidade diagnóstica e terapêutica das doenças tropicais. Além disso, durante todo o evento os participantes puderam esclarecer as dúvidas dos congressistas por meio de um chat exclusivo.

“A importante adesão dos dermatologistas neste evento mostrou o alto interesse em aprimorar conhecimentos a respeito de atuais tratamentos e condutas de dermatoses mais prevalentes nas populações negligenciadas. Nosso compromisso, ao promover eventos de alta qualidade técnica como este, é de incentivar a educação médica continuada, sempre pensando em oferecer o melhor tratamento possível ao paciente”, disse o presidente da SBD.

 


10 de junho de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) publicou uma cartilha na qual esclarece os principais pontos e dúvidas a respeito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709). O dispositivo, aprovado em 2018, está em vigência desde 2020, sendo que suas sanções entrarão em vigor a partir de 1º de agosto deste ano. O material voltado aos associados esclarece, principalmente, o que é a norma e suas implicações.

A LGPD se aplica a pessoas jurídicas de direito público e privado, que realizam o tratamento de dados, como é o caso da SBD; bem como às pessoas físicas que têm seus dados coletados, independentemente do meio (físico ou digital), no país onde estejam ou onde estejam localizadas suas informações.

Dados pessoais – O assunto é de suma importância, pois visa a segurança jurídica, padronizando normas e práticas e promovendo a proteção de dados pessoais de todos os cidadãos, em âmbito nacional. Nesse sentido, considera-se dados pessoais a informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Ou seja, quaisquer informações que possam levar a identificação de uma pessoa natural, de maneira direta ou indireta, por referência a um nome, a um número de identificação ou a um ou mais elementos específicos da sua identidade física, fisiológica, psíquica, econômica, cultural ou social.

A cartilha explica, ainda, qual é o papel, nesse contexto, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que zela pela proteção dos dados pessoais no Brasil. É esclarecido, então, que compete a ANPD fiscalizar e aplicar sanções em caso de descumprimento à legislação, sendo assim sua responsabilidade é definir, em regulamento próprio, como serão aplicadas essas sanções administrativas. As penalidades pelo descumprimento só passarão a ser aplicadas a partir de agosto deste ano, período estipulado para as empresas se adequarem às normas.

Associados – Nesse sentido, a SBD reafirma seu compromisso em empreender todos os esforços para garantir as medidas necessárias ao enquadramento e respeito à Lei nº 13.709/2018. Especialmente considerando o artigo 18, a entidade se coloca à disposição para qualquer esclarecimento sobre o tratamento de dados, sempre que requisitado pelos associados.

A SBD ressalta ainda que, de acordo com a norma, são direitos da população em geral obter a qualquer momento e mediante requisição as seguintes respostas: confirmação da existência de tratamento e acesso a dados; correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na Lei.

Os cidadãos podem ainda solicitar a portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa e observados os segredos comercial e industrial, de acordo com a regulamentação do órgão controlador; a eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto em hipóteses previstas na Lei; informação de entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados; e informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa.

Aproveite para se atualizar. Clique aqui para fazer o download da cartilha.


10 de junho de 2021 0

Os biomédicos não devem invadir a competência do profissional da medicina, devendo ficar restritos aos atos privativos de sua profissão. Esse argumento foi utilizado em decisão anunciada pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a qual reafirmou decisão judicial anterior, proferida em primeira instância. O resultado representa uma vitória para a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que, por meio de seu Departamento Jurídico, apresentou denúncia de invasão de competência junto ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, a partir de um caso específico.

Como resultado dessa representação, o MP ajuizou ação civil pública para impedir uma biomédica acusada de realizar procedimentos estéticos. Já no pedido de liminar, a Justiça havia se manifestado favoravelmente ao pleito da SBD. Naquela decisão já ficava determinado que a profissional não-médica se abstivesse, em sua clínica ou qualquer outro local de atendimento ao público, de ofertar procedimentos estéticos invasivos sem supervisão médica. De acordo com o Departamento Jurídico da SBD, apesar da decisão ser aplicada apenas o caso analisado, ela serve de parâmetro para denúncias e julgamentos.

Multa – Dentre os serviços que ela ficou proibida de oferecer estavam: preenchimento facial e labial, toxina botulínica, mesoterapia, escleroterapia, depilação a laser, radiofrequência, peeling de diamante, peeling químicos, ultrassom, carboxiterapia, máscara de LED, drenagem linfática, laser CO2 fracionado, luz intensa pulsada, criolipólise e fio de sustentação. No caso de descumprimento da determinação da Justiça, a biomédica ficou sujeita à multa de R$ 2 mil para cada hipótese de descumprimento.

Diante da liminar favorável à SBD, a biomédica recorreu ao Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, sendo que o juiz Sérgio Renato Tejada Garcia negou o pedido de recurso. Na sua argumentação, o magistrado destacou que os atos administrativos do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), que permitem a realização de procedimentos estéticos por profissionais desta categoria, desrespeitam leis federais.

Extrapolação – O magistrado destaca que a Resolução nº 241/14 e as Normativas nº 03, 04 e 05/2015, todas da CFBM, não observam o que está previsto na Lei nº 6.684/79, que condiciona o biomédico a realizar atividades para as quais está legalmente habilitado sob a supervisão de um médico. Além disso, pontuou o juiz, a Lei nº 12.842/2013 preceitua que os procedimentos estéticos invasivos são atividades privativas de profissionais da medicina. No entendimento dele, os atos publicados pelo CFBM extrapolam seu limite de regulamentação.

“A SBD tem se mantido vigilante contra abusos cometidos por profissionais de outras categorias, numa ação contínua de combate ao exercício ilegal da medicina, especialmente na área da estética. Desde 2017, a entidade já protocolou mais de 1,2 mil denúncias contra profissionais não médicos pela prática de irregularidades, sendo que muitas delas se transformaram em ações civis públicas, como a que foi julgada pelo TRF4”, ressaltou o Geraldo Magela Magalhães, 1º secretário da SBD da Gestão 2021-2022.  

 


10 de junho de 2021 0

Por Magda Weber
Professora adjunta da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Desde março de 2020, no Brasil, convivemos com a pandemia causada pelo SARS-COV2, o que tem afetado os mais variados segmentos da sociedade, da medicina e da vida em geral.

Na dermatologia não poderia ocorrer de forma diferente. Estamos frente a uma piora da qualidade de vida dos pacientes e a um aumento das dermatoses em geral (além das causadas pela covid-19) e também das psicodermatoses.

Os efeitos psicossociais da pandemia, o aumento das dermatites de contato e outras dermatoses pelo uso de desinfetantes, lavagem frequente das mãos e de toda a pele, uso de EPIs, em especial nos trabalhadores da saúde, acesso limitado a consultas dermatológicas, distanciamento social são fatores que contribuem para uma piora da qualidade de vida dos pacientes.

É fato que a pandemia do SARS-COV2 tem acarretado várias alterações psicológicas, incluindo ansiedade, depressão, medo acentuado, insônia e sentimentos de negação da doença.

Cabe ao dermatologista, ao atender seus pacientes, atentar cuidadosamente neste momento aos sintomas e sinais destas alterações psicológicas, visando  definir se são exclusivamente por conta de alguma dermatose ou se estão associados a alterações decorrentes da pandemia.

O uso de psicofármacos, que em muitas dermatoses é extremamente útil e indicado, deve ser avaliado cuidadosamente, com base nos sintomas e sinais psicológicos decorrentes da pandemia e dos sinais e sintomas das dermatoses específicas.

Além disso, cabe lembrar que, na dermatologia, os pacientes cosmetológicos são um grupo que muitas vezes demandam um cuidado especial, sobretudo com relação à identificação dos transtornos dismórficos corporais. Esse grupo deve ser bem avaliado no atual momento para que não seja deixado sem diagnóstico, transtorno maior do que todos que já se fazem presentes durante este período excepcional dos dias de hoje.

O dermatologista, como todos os trabalhadores da área da saúde, está diariamente sendo confrontado com novos desafios decorrentes da pandemia, novas dermatoses, novos conceitos.

Trazer para o presente à luz destes novos conhecimentos conceitos dermatológicos já existentes e tratamentos já consagrados, se faz indispensável na contemporaneidade. As psicodermatoses e seu tratamento adequado não podem ser esquecidas e deixadas de ser tratadas adequadamente.

 


10 de junho de 2021 0

Para esclarecer dúvidas recorrentes a respeito da suplementação oral de colágeno e, desse modo, auxiliar os dermatologistas brasileiros a conseguirem melhores resultados no tratamento de seus pacientes, o Jornal da SBD convidou para um bate-papo aprofundado UMA referência no assunto: Lília Guadanhim, colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Na conversa, a especialista discorreu sobre: diferença entre os tipos de colágeno disponíveis; doses diárias recomendadas; associação da suplementação para tratamentos reumatológicos e para a pele; uso em pacientes com doenças preexistentes; suplementação combinada de colágeno com vitaminas; entre outros tópicos.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Jornal da SBD – Todos os colágenos são iguais ou existem diferenças em função do formato (cápsulas, pó e outros)? Existe uma opção mais indicada?
Lília Guadanhim – Quando o tema é colágeno, torna-se relevante sempre distinguir se estamos lidando com colágeno propriamente dito ou colágeno hidrolisado. O colágeno, em si, é uma molécula de alto peso, obtida a partir da gelatina. Em sua forma original, como colágeno não hidrolisado, ele tem 450 kilodaltons. Uma molécula com massa atômica que não consegue ser absorvida pelo organismo e, assim, não desempenha papel biológico. Costumo brincar: os pacientes que tomam colágeno não hidrolisado estão pagando caro para tomar gelatina. Para fins terapêuticos, é fundamental que primeiro ocorra o processo de hidrólise do colágeno, para sair dos 450 kilodaltons a um peso molecular que varia de três a seis kilodaltons. Nessa forma, sim, haverá peptídeos de colágeno, que conseguem ser bem absorvidos e desempenham papel biológico. Em relação à sua formulação, tanto faz se ele vem em forma de comprimido, balinha ou pó. A atenção deve estar voltada à dose. Os produtos que existem no mercado variam de 2,5g a 10g, o que é uma quantidade grande. É difícil conseguir colocar tudo isso em cápsula, por exemplo. Eu já ouvi depoimentos de pacientes que compraram colágeno fora do País e na embalagem a recomendação era tomar várias cápsulas ao dia, e eles não tomavam, por acharem excessivo. Isso é o que não pode. Tanto faz a forma de administração, desde que seja um produto com patente estudada e que o paciente respeite a prescrição indicada. É preciso saber qual é a característica de cada um dos produtos. Não necessariamente quanto mais, melhor.

Jornal da SBD – Uma dúvida frequente sobre o colágeno vem de pacientes que já usam o produto para tratamento das articulações. Se o paciente já utiliza esse tipo de colágeno, ele pode tomar também o colágeno para a pele?
LG – Sim. É possível fazer essa associação para pacientes que já usam o produto com foco no tratamento de articulações, ossos ou doenças reumatológicas. Essa associação não gera efeitos deletérios. É importante esclarecer que, quando o colágeno passa pelo processo de hidrólise, ele já pode gerar peptídeos com ação otimizada para pele, articulações e ossos. A partir daí, há formulações que direcionam efeitos mais específicos em algum dos tecidos. Só que não existe nada na literatura sobre benefícios de efeito cruzado. Mas, com base na minha experiência, acredito, sim, que os peptídeos usados com foco na saúde da pele também podem influenciar positivamente nas articulações, e vice-versa.

Jornal da SBD – Um grupo específico de pacientes cada vez maior é o de pessoas veganas. Existe algum colágeno que não seja de origem animal para atender esse público?
LG – Infelizmente, ainda não. O colágeno disponível no mercado é sempre obtido a partir de fonte animal. Vem da pele ou dos ossos de porcos, bois e peixes. No Brasil, há duas patentes principais e as origens são bovina e suína.   

Jornal da SBD – A partir de qual idade a reposição é recomendada?
LG – Essa é uma das dúvidas mais frequentes. Eu ancoro a recomendação com base na literatura médica. Apesar de sabermos que o processo de envelhecimento começa de forma mais intensa em torno dos 25 anos, em geral, as pesquisas disponíveis sobre a suplementação oral de colágeno avaliam a faixa etária de 35 até 65 anos. Num estudo específico, há a análise de um subgrupo mostrando que, talvez, existam melhores resultados em pacientes acima dos 50 anos. Mas só um estudo aponta isso. Desse modo, de 35 a 65 anos, é o período com respaldo. De todo modo, não há contraindicação se quisermos começar a suplementação em pacientes mais velhos.

Jornal da SBD – E por quanto tempo se mantém a suplementação?
LG – O processo de envelhecimento é contínuo. Mas ressalto: segundo os estudos disponíveis na literatura, os acompanhamentos dessa suplementação são de oito a 12 semanas. Seguimentos mais longos acompanham os pacientes por até seis meses. Por isso, minha indicação é em torno de ao menos 12 semanas, para conseguir avaliar a terapêutica. Se a resposta for satisfatória, mantemos por mais tempo.

Jornal da SBD – Existe algum risco para saúde? E restrição por interação medicamentosa?
LG – Esse é um cuidado relevante. O colágeno é considerado um suplemento alimentar sem contraindicação. Ele é seguro, uma vez que não contém gorduras, carboidratos, colesterol e possui baixo risco alergênico. Inclusive, o Food and Drug Administration (FDA, nos Estados Unidos) classifica o colágeno como um produto Generally Recognized as Safe (GRAS). Eles partem do princípio que a suplementação é segura. Não há problema fazer em pacientes com doenças reumatológicas, doenças renais, nada disso.

Jornal da SBD – A vitamina C ajuda na absorção? Há uma oferta considerável no mercado de produtos que associam o colágeno a outras vitaminas. Qual a recomendação?
LG – Precisamos observar esse ponto com atenção. Existe muito boato na internet e no boca a boca. A resposta científica é que a vitamina C é um fator importante para a síntese de colágenos, no entanto, a enorme maioria dos estudos só avalia a suplementação isolada de colágeno. Há pouquíssimas pesquisas que analisam essa suplementação combinada com outras vitaminas. Logo, não há na literatura essa recomendação. Além disso, sempre há o risco de hipervitaminose. Se fizer a reposição por um tempo maior, tem que estar atento a isso. Também precisamos lembrar que a suplementação de determinadas vitaminas em pacientes com predisposição a algumas doenças pode aumentar o risco de deflagração. Isso é válido para doenças cardiovasculares, alguns tumores. Por isso, é fundamental estar sendo acompanhado por um médico e avaliar a dose e o tempo.

Jornal da SBD – Em relação ao horário de uso do colágeno? Deve ser tomado em jejum?
LG – Quanto a esse ponto, não há recomendação técnica. Ele pode ser tomado depois do almoço, em jejum, tanto faz.

Jornal da SBD – Os pacientes que já fazem uso de outros procedimentos que estimulam a produção de colágeno têm melhores resultados se associam à sua terapêutica a suplementação oral?
LG – Racionalmente, faz todo sentido realizar um procedimento para estimular a produção de colágeno e associar a isso a suplementação oral. Há um estudo feito na Coréia, que avaliou esse resultado em oito pacientes submetidos ao laser fracionado não ablativo. Nessa pesquisa, o autor explica, inclusive, que no pós-procedimento de laser não ablativo os pacientes têm muita queixa de ressecamento e eritema. Logo, ele resolveu avaliar essa diferença entre quatro pacientes que receberam a suplementação, e outros quatro que não receberam. Ele introduziu a suplementação com peptídeos de colágeno duas semanas antes de realizar o procedimento e continuou duas semanas após. Apesar desse ter sido um estudo bem pequeno, a conclusão do autor é que a satisfação dos pacientes que receberam a suplementação foi bem maior e houve menores efeitos de ressecamento e eritema. Logo, essa associação faz sentido, mas ainda há poucos casos descritos. É um tema aberto.

Jornal da SBD – Como é realizada triagem de pacientes para iniciar a suplementação? Qual a expectativa do tratamento?
LG – A expectativa é algo fundamental a se alinhar com o paciente, antes de iniciar o processo. Há pacientes que se queixam de flacidez e celulites intensas no rosto. Nesses casos, a suplementação com colágeno hidrolisado não vai resolver o problema. Por isso, eu gosto de demonstrar pontualmente o que existe reportado em termos de evidências para cada patente disponível no mercado. A partir daí, chegamos a uma conclusão em conjunto. Os registros indicam melhora em cerca de 28% da hidratação e 9% da densidade do colágeno dérmico, além de redução de 30% na fragmentação desse colágeno. Também há publicações indicando aumento da elasticidade, em média 7; diminuição do volume de rugas na região periocular; e em um estudo específico, com viés de condução, mas que faz biópsia por sucção da região periocular, mostra 65% de aumento do pró-colágeno tipo 1 e aumento de 18% da elastina. Esses são os benefícios que podemos esperar, pensando em envelhecimento. Há ainda um estudo sobre celulite, que costumo citar, porque mostra redução de 11% do relevo da pele. Entre melhorar 11% e olhar no espelho e enxergar isso de forma objetiva existe uma lacuna. Por isso, realmente é preciso alinhar muito bem com o paciente as expectativas. Se ele estiver de acordo com as evidências descritas do benefício, a suplementação surge, então. como opção.

 


10 de junho de 2021 0

Os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) contam com uma nova plataforma exclusiva de acesso à informação e pesquisa científica na área da especialidade. Trata-se da EBSCO, cuja base de dados oferece, de forma gratuita e ilimitada, uma série de recursos para atender às necessidades de busca por conhecimento e de desenvolvimento profissional dos dermatologistas.

A novidade acaba de ser anunciada pela Gestão 2021-2022. Para usufruir, basta entrar no site da SBD e fazer login na área restrita. O serviço pode ser acessado pelo desktop ou por meio de dispositivos móveis. O conteúdo disponível na EBSCO fornece informações necessárias para o aprimoramento do dermatologista, avaliam especialistas em ensino e pesquisa.

ACESSE A PLATAFORMA EBSCO NA ÁREA RESTRITA

“Convidamos nossos associados que se dedicam à investigação clínica e que procuram se manter atualizados a respeito da produção científica em dermatologia a utilizarem essa nova plataforma. Essa é uma importante ferramenta de atualização profissional que objetiva também promover o atendimento de excelência ao paciente”, ressalta a coordenadora da Biblioteca da SBD, Clívia Oliveira.

Educação médica – A decisão de mudança representa uma ampliação nos investimentos em educação médica continuada para o associado, sobretudo por meio do compartilhamento de conteúdo científico de qualidade. Dentre os inúmeros recursos oferecidos pela EBSCO está o Dynamed, portal de medicina baseada em evidências, que reúne mais de 3 mil respostas rápidas e precisas para auxiliar o médico dermatologista nas decisões clínicas.

A plataforma também disponibiliza o Medline Complete, que dá acesso aos principais periódicos da área da saúde. Dentre eles, estão mais de 2,4 mil indexados na Medline.  Para orientar a pesquisa acadêmica, a EBSCO conta ainda com os e-books Clinical Collection. Esta coleção soma número superior a 4,1 mil títulos de diferentes especialidades médicas e mais de 5 mil periódicos completos e indexados, como o JAAD, British Journal e Jama Dermatology.

Detalhamento – A seguir, uma lista de serviços, produtos e funcionalidades oferecidos pela EBSCO:

•    Portal Médico com e-books, periódicos, teses, dissertações e ferramenta para tomada de decisão clínica;
•    Pesquisa integrada com portais de acesso aberto como ScieLo, DOAJ, PubMed, BDTD;
•    Biblioteca com mais de 4 mil livros eletrônicos;
•    Acesso a mais de 5 mil periódicos pela assinatura com editor;
•    Base com importante revistas dermatológicas (Journal of Drugs in Dermatology, Journal of Cosmetic Dermatology, Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, British Journal of Dermatology, e International Journal of Dermatology);
•    Calculadora Médica;
•    Ferramenta para compatibilidade de fármacos;
•    Ferramenta para interação medicamentosa;
•    Ferramenta para busca de fármacos;
•    Criação de alerta de pesquisa;
•    Criação de pasta;
•    Utilização de aplicativos;
•    Tradução de artigos em HTML;
•    Ahead of print disponível;
•    Créditos em educação médica continuada;
•    Formatos de citação: ABNT, Vancouver etc.


10 de junho de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta quarta-feira (2) esclarecimento à população sobre fungo causador de micoses que, de acordo com relatos clínicos científicos, podem afetar pacientes de covid-19 com problemas respiratórios e na pele. Segundo o Departamento de Micoses da SBD, a chamada mucormicose é uma doença oportunista que, em geral, não tem potencial patogênico. Ou seja, pessoas sadias entram em contato com os fungos, mas não ficam doentes. Contudo, organismos debilitados ficam suscetíveis a maiores complicações.

“O conhecimento da doença e dos fatores predisponentes, como o descontrole da glicemia e da cetoacidose, facilitam o diagnóstico e o tratamento precoces da mucormicose. Esse é o principal aliado para salvar vidas, pois essa micose oportunista tem progressão rápida e é muitas vezes fatal, com mortalidade em 40-50% dos casos. No Brasil, outras doenças do mesmo tipo, como a aspergilose invasiva e a candidíase sistêmica, são mais comuns do que a mucormicose nos pacientes com covd-19, sendo que também exigem atenção semelhante”, disse a coordenadora do Departamento de Micoses da SBD, Rosane Orofino.

Grupo de risco – Os indivíduos mais vulneráveis à mucormicose são portadores de diabetes melito descompensado ou com cetoacidose. No grupo de risco, ainda estão usuários de corticoides de forma prolongada, além de pacientes com alguns tipos de câncer, queimados graves, portadores de feridas abertas e transplantados de órgãos sólidos. O aumento do ferro sérico e a diminuição dos linfócitos, que ocorrem na covid-19, também são fatores que predispõem a essa micose oportunista.

“Há algum tempo a Índia vem relatando aumento dos números da mucormicose e curiosamente é também o segundo país em casos de diabetes melito do mundo, o que pode ser fator de predisposição ao seu surgimento. Dos 101 casos dessa micose oportunista relacionados à covid-19 descritos recentemente, 82 deles aconteceram na Índia”, lembrou Rosane Orofino.

A apresentação clínica mais frequente da mucormicose é rino-ocular. Começa com edema (inchaço) e endurecimento da região nasal ou em volta dos olhos, dor na face e secreção nasal sanguinolenta. Essa doença pode rapidamente progredir para lesão cerebral e morte, se não houver diagnóstico e tratamento precoces. Os fungos entram nos vasos sanguíneos, causam embolia e infarto, levando à necrose tecidual. A maioria dos casos que chegam a acometer o cérebro são fatais. Pode ainda ter acometimento pulmonar ou de outros órgãos.

Sintomas – Quando acomete os pulmões, os sintomas da mucormicose são parecidos com os da covid-19 (febre, tosse e falta de ar). O uso de corticoides, usados para diminuir a inflamação intensa em pacientes com o coronavírus, também pode ser um dos fatores envolvidos no aparecimento dessa micose oportunista.

Sobre o tratamento, a SBD explica que ele consiste na retirada cirúrgica do tecido necrosado e infectado (desbridamento), o que ajuda na melhoria da cicatrização e na diminuição de secreções. Ainda é recomendado o emprego de antifúngicos sistêmicos em ambiente hospitalar, como anfotericina B, posaconazol e isavuconazol.

Os fungos da Ordem Mucorales são adquiridos pela inalação de conídios (esporos). Estão presentes no ar, solo, material orgânico em decomposição e contaminam alimentos como frutas, pães etc. Os principais são Rhizopus sp, Mucor sp, Lichtheimia sp, Rhizomucor sp, entre outros, que não são pretos, como vem sendo divulgado pelos meios de comunicação. “Talvez a cor escura da lesão da pele e mucosa decorrente da necrose do tecido tenha levado a esse termo equivocado”, ressaltou a coordernadora do Departamento de Micoses da SBD.

 

 


10 de junho de 2021 0

A covid-19 pode gerar manifestações cutâneas em pacientes afetados pelo novo coronavírus, o que já pode ser comprovado por meio de exames como PCR, imunohistoquímica e microscopia eletrônica. As lesões de pele surgem em até quatro semanas depois do início dos sintomas gerais da covid-19, mas principalmente nas duas primeiras. Os quadros de exantema e urticária costumam ser mais precoces, com início concomitante aos sintomas gerais ou nos dois primeiros dias, embora existam relatos de surgimento tardio, até um mês depois. As manifestações vasculares, como pseudo-eritema pérnio, púrpura e necrose são tardias, ocorrendo em geral após a segunda semana de infecção.

As conclusões fazem parte de documento divulgado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que fez uma revisão ampla de estudos científicos dedicados ao tema. O trabalho, que será disponibilizado aos especialistas, ressalta que as manifestações cutâneas, apesar de possíveis, são menos específicas do que outros sinais clínicos relacionados à covid-19, exigindo sempre uma avaliação criteriosa dos dermatologistas antes de sua classificação final.

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A assessora do Departamento de Medicina Interna da SBD, Camila Seque, responsável pela revisão, explica que a frequência das manifestações dermatológicas nos pacientes com covid-19 ainda é um dado bastante variável na literatura internacional. “Diferentes pesquisas estimam prevalências entre 0,2% e 45%. São inúmeros fatores que influenciam essa ampla variabilidade, tais como: a metodologia do estudo científico; o perfil epidemiológico das amostras; a avaliação presencial ou por telemedicina; a exclusão ou não dos diagnósticos diferenciais; entre outros”, enumera. Segundo ela, no Brasil, até o momento não há estatística sobre esses achados.

Sintomas – Alguns estudos apontam a possibilidade das lesões cutâneas surgirem antes dos sintomas gerais da covid-19, ou seja, de serem os primeiros sinais da infecção. “Isso pode ocorrer entre 8 a 17% dos pacientes que desenvolvem quadro cutâneo”, alerta Camila Seque.

Segundo informa a nota técnica da SBD, nesses casos, as lesões de pele precedem em média três dias os sintomas gerais e os quadros de urticária são os mais relatados. “Tal dado é relevante, pois aponta para as manifestações cutâneas como possíveis marcadores iniciais da infecção por SARS-CoV-2, e ainda na fase pré-clínica, o que contribuiria para o diagnóstico precoce da covid-19”, complementa o texto.

A coordenadora Científica da SBD, Flávia Bittencourt, adverte que outro ponto controverso na literatura científica é a presença de lesões de pele como manifestação única da covid-19, ou seja, lesões cutâneas sem qualquer outro sintoma geral. “Até o momento, há poucos estudos que sustentem essa afirmação”.

Outro dado importante da nota técnica é sobre a relação entre as manifestações cutâneas e as formas leves e graves da doença. Segundo a especialista, elas podem se apresentar em ambas as formas, pois acometem diferentes perfis de pacientes. A nota técnica da SBD também aponta que as manifestações cutâneas mais comuns encontradas na literatura internacional como possível infecção pelo SARS-CoV-2 são: erupções máculo-papulares; urticariformes; tipo pseudo eritema pérnio; vesico-bolhosas; e livedo/necrose.

“Vale ressaltar que até mesmo a frequência de cada um desses padrões é variável de acordo com cada estudo. Grande parte das pesquisas de revisão sistemática relata maior frequência das erupções maculo-papulares (até 70%), seguida das lesões vasculares (incluindo pseudo eritema pérnio), enquanto outros relatam que o padrão mais comum seriam as lesões tipo eritema pérnio (até 75%). Já os quadros urticariformes, vesiculares e livedo/necrose parecem ser mais raros”, salienta o texto.

Alopécia – A revisão divulgada pela SBD aborda uma questão que pode ter relação com a maior susceptibilidade de adoecimento dos homens em relação às mulheres, inclusive com chance de evolução para a forma mais grave da doença, com risco de internação e óbito.

De acordo com a dermatologista Camila Seque, uma possível explicação para essa predisposição do sexo masculino à infecção e ao pior prognóstico seria a associação entre a via dos andrógenos e a infectividade do SARS-CoV-2. Ele explica que um dos marcadores clínicos da expressão dos andrógenos é justamente a alopécia androgenética (AGA), que pode ser um possível fator de risco para a covid-19, uma vez que estudos observaram elevada frequência de AGA entre os homens internados por covid-19.

Além disso, o uso de medicações antiandrógenas, amplamente indicadas nos casos de AGA, parecem ter um efeito protetor na doença, com redução dos sintomas e menores chances de necessitarem de cuidados em UTIs. Porém, a pesquisadora salienta que ainda não há estudos, com metodologia adequada, que demonstrem efetivamente se a introdução dessas medicações após o diagnóstico de covid-19 teria algum benefício terapêutico ou, até mesmo, risco adicional.

Evolução – O tema deve gerar novos documentos. Segundo especialistas que acompanham a evolução da pandemia, por se tratar de uma doença recente, cujo conhecimento ainda está em construção, as informações sobre a covid-19 podem mudar em semanas ou meses. No caso das manifestações cutâneas, ainda há dúvidas sobre a real frequência das manifestações dermatológicas na covid-19, quais as mais relevantes e mecanismos fisiopatológicos envolvidos, entre outros.

“Acompanhar o crescimento diário do conhecimento sobre a covid-19 em todas as áreas da medicina, inclusive na dermatologia, é uma excelente oportunidade de aprendizado e contribuição para sua construção, sempre com a esperança de que a ciência traga mais respostas que se reflitam em benefícios, tanto para os pacientes quanto para a sociedade”, concluiu Camila Seque.





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