No Dia do Médico, SBD ressalta o impacto da Inteligência Artificial no diagnóstico dermatológico



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17 de outubro de 2024

Em celebração ao Dia do Médico (18/10), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça o papel crucial da tecnologia no avanço da medicina dermatológica. Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel transformador na área, especialmente no auxílio ao diagnóstico de doenças de pele, como o melanoma, uma das formas mais agressivas de câncer, e a acne, que afeta milhões de pessoas no Brasil. 

A IA se apresenta como uma ferramenta poderosa ao analisar grandes volumes de dados e imagens de pele, facilitando a detecção precoce de condições dermatológicas e permitindo tratamentos mais eficazes. Dr. André Hirayama, responsável pelo núcleo de IA da SBD, destaca o impacto direto dessa tecnologia: 

“Com o uso da inteligência artificial, a sensibilidade para diferenciar nevos (pintas) de melanomas subiu de 84% para 100%, e a especificidade aumentou de 72,1% para 83,7%. O melanoma, que é o câncer de pele com pior prognóstico e maior taxa de mortalidade, tem números alarmantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 55 mil pessoas morrem de melanoma a cada ano, o que equivale a seis mortes por hora. O câncer de pele representa 30% de todos os casos de câncer registrados no país, segundo o Ministério da Saúde. A inclusão da tecnologia nos atendimentos pode acelerar a identificação precoce desse tipo de câncer, aumentando significativamente as chances de cura”. 

Um estudo publicado no começo de maio no JAMA Dermatology mostrou que os dermatologistas melhoraram significativamente sua precisão diagnóstica para lesões melanocíticas, suspeitas de desenvolvimento de câncer de pele, ao incorporar a inteligência artificial à tomada de decisões clínicas. Essa evolução tecnológica representa um importante passo no combate ao melanoma e outras condições dermatológicas graves. 

André Barcaui, professor da FGV e UFRJ, e especialista em Inteligência Artificial, comenta sobre as aplicações da IA na dermatologia, especialmente na análise de imagens: 

“A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado um recurso essencial na dermatologia, particularmente na triagem de pacientes e na evolução da análise de lesões cutâneas. Por meio de sistemas avançados de aprendizado de máquina, a IA é capaz de identificar padrões complexos em milhões de imagens de pele, detectando características sutis que podem passar despercebidas ao olho humano. Além de acelerar o processo de triagem, permitindo priorizar casos mais críticos, a IA também oferece uma ferramenta poderosa para acompanhar a progressão de lesões ao longo do tempo, ajudando especialistas a refinar diagnósticos e intervenções com maior precisão e eficiência.”  

Para aprofundar esse tema, alguns dos principais porta-vozes da SBD destacam como a inovação tecnológica está impactando a rotina médica e beneficiando pacientes em todo o país. 

Dr. Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD, ressalta como a inteligência artificial já está integrada à prática dermatológica: 

“A IA tem mostrado uma precisão surpreendente ao auxiliar no diagnóstico de melanoma, analisando imagens de dermatoscopia com uma taxa de acerto muitas vezes superior à avaliação humana isolada. Ela não substitui o olhar clínico do dermatologista, mas amplia nossa capacidade de identificar sinais suspeitos precocemente, o que é fundamental para salvar vidas.” 

Dr. André Hyraiama comenta sobre o impacto da IA na dermatologia: 

“A inteligência artificial (IA) está revolucionando a dermatologia, ajudando a diagnosticar e tratar condições como psoríase, melanoma, dermatite atópica e hidradenite supurativa. Essa tecnologia pode analisar grandes volumes de dados e reconhecer padrões, melhorando a precisão dos diagnósticos. Além disso, a IA também tem grande relevância na pesquisa clínica, acelerando a descoberta de novos tratamentos e identificando quais pacientes têm maior probabilidade de responder a determinadas terapias.” 

No entanto, Hyraiama também destaca a importância de validação contínua dessas ferramentas: “A validação e os testes dos algoritmos de IA são essenciais para garantir que eles não apresentem vieses, como falhas no diagnóstico em populações com pele mais escura, caso os sistemas sejam treinados predominantemente com imagens de pele clara. A diversidade dos dados é fundamental para que a IA seja eficaz e equitativa, permitindo diagnósticos precisos para todos os tipos de pele.” 

Por fim, Hyraiama enfatiza a colaboração entre médicos e IA como crucial para o sucesso: 

“A combinação entre a expertise dos dermatologistas e a capacidade da IA de processar grandes volumes de dados de forma rápida é a chave para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais personalizados e, em muitos casos, a chance de salvar vidas.” 

A SBD acredita que o futuro da dermatologia será ainda mais impulsionado por essas inovações. Contudo, o uso da tecnologia deve sempre caminhar ao lado do conhecimento e da experiência médica. 

“A inteligência artificial na medicina dermatológica é uma ferramenta de suporte essencial, mas a relação médico-paciente e o julgamento clínico nunca serão substituídos. A tecnologia está aqui para somar, e a SBD continua investindo em capacitação e pesquisa para que os profissionais possam extrair o melhor dessas inovações,” finaliza Dr. Heitor. 

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14 de outubro de 2024

O Departamento Jurídico da SBD informa que a RESOLUÇÃO CFM Nº 2.416/2024, publicada em 19 de setembro de 2024, estabelece diretrizes sobre a autonomia, limites e responsabilidades dos médicos. Entre as determinações, são de uso privativo do médico: a prescrição de especialidades farmacêuticas, nutracêuticas, imunobiológicos, quimioterápicos, agentes esfoliantes e dermatoabrasivos, a toxina botulínica, bioestimuladores, preenchedores, fios de sustentação e quaisquer dispositivos médicos implantáveis, além das que possam surgir fruto do desenvolvimento científico.  

Estabelece ainda que as instituições de saúde devem ser dirigidas por profissionais formados em medicina e proíbe médicos de atender requisições de exames complementares solicitados por não médicos, exceto aqueles previstos em lei ou em programas de saúde pública, elaborados com a participação de médico.

A Resolução é expressa ao determinar que está proibido ao médico a realização de ato anestésico para outros profissionais em procedimentos privativos de médicos. Também está vedada ao médico a emissão de declaração de óbito nas situações suspeitas do exercício ilegal da medicina, sendo obrigatória a comunicação a autoridade policial para que seja realizada a competente necropsia. Determina ainda que a adaptação de órteses e próteses, que envolve procedimentos invasivos, é privativa do médico.   

Essas são algumas das regras previstas na nova resolução do CFM que visa proteger a saúde pública e coibir o exercício ilegal da medicina, representando um avanço para a classe médica. 

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4 de outubro de 2024

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) doou bens duráveis para os serviços credenciados da entidade, que puderam escolher entre quatro opções de kits: dermatoscópio dermlite DL4, lupa dermlite lumio 2, CRY-AC e Wavetronic Nanomax. 

Em resposta a uma catástrofe que afetou o Rio Grande do Sul, os serviços do estado tiveram a oportunidade de escolher dois kits. 

A ação enriquece a formação prática dos futuros profissionais de saúde. A capacidade de cada serviço de escolher os kits mais adequados à sua realidade reflete o compromisso da SBD com a educação continuada e a excelência no atendimento dermatológico. 

“Esse investimento nas futuras gerações de especialistas é fundamental para a evolução da prática dermatológica no Brasil, promovendo a qualidade do atendimento e beneficiando, assim, toda a população”, diz Dr. Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD. 

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3 de outubro de 2024

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveita este mês em que é celebrado o Dia das Crianças, em 12 de outubro, para alertar sobre o que é saudável e o que representa riscos para o bem-estar infantil quando o assunto é skincare, conjunto de práticas para cuidar da pele, a fim de mantê-la saudável, limpa e com boa aparência. O tema tem sido cada vez mais popularizado nas redes sociais. 

Os chamados “skinfluencers”, influenciadores focados em cuidados de pele, têm aumentado a preocupação entre os dermatologistas. “A exposição a conteúdos inadequados pode resultar em práticas prejudiciais, especialmente considerando que a pele das crianças apresenta características únicas”, explica o presidente da SBD, Dr. Heitor de Sá Gonçalves. 

A coordenadora do departamento de Dermatologia Pediátrica Dra. Elisa Fontenelle, diz que o skincare deve ser adaptado conforme a idade. “A pele infantil ainda não está totalmente desenvolvida, o que aumenta a vulnerabilidade a irritações e dermatites. Existe maior chance de perda de água e maior capacidade de absorção de substâncias pela pele, além de menor atividade de glândulas sebáceas e imaturidade imunológica. Assim, é essencial preservar as características da barreira cutânea, incluindo sua permeabilidade e seu pH, já que as alterações nessas características podem levar ao desenvolvimento de dermatites atópica e de contato, por exemplo”, destaca a médica. 

De acordo com a especialista, o uso de maquiagens tem crescido entre meninas, com alguns estudos apontando idades a partir dos 4 anos, aumentando, assim, os casos de dermatite de contato. “É crucial limitar a maquiagem a ocasiões especiais, como apresentações artísticas e só a partir dos 5 anos, de forma alguma fazendo parte da rotina diária e sempre sob supervisão de um adulto. O compartilhamento também deve ser evitado para prevenir contaminações”, conta Dra. Elisa. 

Segundo ela, para os adolescentes, é importante monitorar o uso de maquiagem e a possível piora da acne, além de ensinar a remoção adequada dos produtos. 

Embora as redes sociais possam ser uma fonte de informações valiosas, a SBD alerta que consultar um dermatologista é a melhor forma de garantir que as necessidades específicas de cada criança sejam atendidas de forma segura e eficaz. A entidade destaca ainda que a dermatologia pediátrica é competência da formação do dermatologista, reconhecida inclusive pela Associação Médica Brasileira, portanto, este é o profissional mais adequado para cuidar da pele infantil. 

“Não existe uma regra rígida sobre quando começar as consultas dermatológicas. O ideal é que essas visitas sejam feitas conforme a necessidade, especialmente se houver condições específicas ou para orientações gerais”, reforça Dra. Elisa. 

A SBD convida a todos a cuidarem da saúde da pele dos pequenos com informações adequadas, um passo importante para formar adultos conscientes sobre autocuidado e saúde. 

Confira as dicas: 

  1. Banhos Curtos: Evitar água quente e o uso excessivo de sabonetes. Preferir produtos suaves, sem fragrância e com pH levemente ácido. 
  1. Hidratação: Usar hidratantes suaves e sem fragrância, especialmente em crianças com pele ressecada. 
  1. Proteção Solar: A exposição solar na infância pode ser acumulativa. Recomenda-se evitar a exposição intensa entre 10h e 16h e utilizar filtro solar a partir dos 6 meses, com FPS mínimo de 30. 

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26 de setembro de 2024

A Alopecia Areata é uma doença autoimune que causa perda de pelos em áreas localizadas ou em todo o corpo. Ela pode ocorrer no couro cabeludo, ou em qualquer região pilosa, como barba, cílios e sobrancelhas. Pessoas de todas as idades podem ser atingidas, desde a infância até a vida adulta. No entanto, aqueles com histórico familiar ou outras doenças autoimunes, como distúrbios da tireoide, artrite reumatoide e lúpus, têm maior propensão a desenvolver a condição, que costuma apresentar surtos ao longo da vida, exigindo monitoramento contínuo. 

Segundo a médica dermatologista Fabiane Brenner, membro da diretoria da SBD, os principais sintomas percebidos são áreas arredondadas com queda de cabelo, deixando o couro cabeludo liso, sem fios. A doutora explica que a abordagem pode variar conforme o grau da Alopecia em cada paciente. 

“O tratamento é variado e pode incluir produtos tópicos, como anti-inflamatórios aplicados diretamente nos locais afetados, bem como injeções de medicamentos nas falhas. Em alguns casos, são prescritos medicamentos orais que incluem anti-inflamatórios e imunossupressores. Recentemente, também têm sido utilizados medicamentos, chamados de Inibidores de Jak que ajudam a interferir na resposta inflamatória do organismo. O objetivo é estimular o crescimento e controlar a resposta inflamatória que está causando a perda.”, explica. 

Embora não haja uma maneira garantida de prevenir a Alopecia Areata, é possível minimizar o risco com o conhecimento dos fatores que podem desencadeá-la. A médica Rita Cortez, dermatologista e assessora do departamento de cabelos e unhas da SBD, relata que a doença pode ser provocada por diferentes fatores.

“A condição acomete 1 a cada 100 indivíduos, ou seja, 1% da população. Ela é influenciada por predisposição genética, mas também pode ser originada por fatores ambientais como estresse, infecções (como a COVID-19) ou mudanças drásticas na rotina. O médico dermatologista é o profissional capacitado para a avaliação dos sintomas e prescrição de medicamentos.”, destaca. 

Apesar disso, doutora Fabiane explica que, em alguns casos, é recomendado que o indivíduo procure por ajuda psicológica como suporte, pois o impacto na qualidade de vida pode ser significativo, principalmente em jovens e mulheres, devido a questões de autoestima.  

“É crucial que o tratamento não se limite apenas às abordagens médicas, mas que também inclua suporte psicológico para ajudar os pacientes a lidar com os efeitos emocionais. O dermatologista desempenha um papel fundamental na abordagem holística da doença, não apenas tratando as regiões afetadas, mas também avaliando possíveis condições autoimunes associadas e oferecendo suporte para melhorar a qualidade de vida.”, afirma a doutora.

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25 de setembro de 2024

Hoje, acontece o “II Fórum sobre Ato Médico” realizado pelo Conselho Federal de Medicina, em Brasília. Representam a SBD o Dr. Carlos Barcaui, atual vice e futuro presidente da instituição; a Dra. Rosana Lazzarini, primeira secretária; o Dr Dr. Sérgio Palma, diretor de mídias e a Dra Ana Claudia Soares, presidente da comissão de ética e defesa profissional. Na ocasião, juntamente com a Dra Luanna Caires, presidente da SBD-Regional DF, entregaram o Dossiê de Complicações ao CFM.

A invasão ao ato médico por pessoas sem formação em medicina é um grave problema de saúde pública que vem ocasionando lesões e mortes. Desse modo, a SBD tem o compromisso de alertar a sociedade, o ministério público e órgãos governamentais sobre o tema, através de trabalho conjunto com o judiciário, com o CFM e outros setores. A comunicação é assertiva em torno da complexidade do ato médico e da importância da formação médica de qualidade e da especialização através da residência médica.

A presença da SBD com grande representação neste II fórum de defesa do Ato Médico demonstra o compromisso com a saúde e a segurança dos pacientes, dialogando e trazendo proposições.

Nas fotos do carrossel, além do Dr. José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, representam a SBD o Dr. Carlos Barcaui, atual vice e próximo presidente; Dra. Rosana Lazzarini, primeira secretária; Dr. Sérgio Palma, diretor de mídias; Dra. Ana Claudia Brito Soares, presidente da Comissão de Ética; Dra. Heliana Goes, da Regional PA; Dra. Luana Portela, presidente da Regional DF e o Dr. Gustavo Pinto Corrêa, da Regional RS.

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20 de setembro de 2024

O Dia Nacional da Conscientização sobre a Dermatite Atópica (DA) é celebrado em 23 de setembro. A data passou a fazer parte do calendário nacional recentemente, através da Lei 14.916/2024, publicada em 8 de julho de 2024. Visando dar luz ao tema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança nas redes sociais a campanha “Ato do Médico Dermatologista – Se você tem dermatite atópica, o médico dermatologista deve fazer parte dos que cuidam de você”.  

A iniciativa, que alerta sobre a condição inflamatória crônica de milhões de brasileiros, vai contar com live para marcar a data, na próxima segunda-feira, às 19h, no Instagram @dermatologiasbd, com participação do presidente da SBD, Dr. Heitor de Sá Gonçalves, e da jornalista, influenciadora e apresentadora Michelle Loreto, que é portadora de Dermatite Atópica. 

“É fundamental que tanto pacientes quanto profissionais de saúde entendam sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento, por isso a SBD se compromete a promover a educação e a disseminação de informações para que todos os portadores possam ter acesso a cuidados adequados e uma melhor qualidade de vida”, diz Dr. Heitor. 

Para a coordenadora da campanha Dra. Raquel Orfali, a iniciativa também é importante para enfatizar que o principal responsável pelo tratamento é o médico dermatologista.  

“Muitas vezes as pessoas não sabem a quem recorrer, por isso é fundamental conscientizar a população sobre o papel da área dermatológica, para que não percam tempo e consigam o diagnóstico o quanto antes. Dessa forma, terão um melhor manejo da enfermidade, beneficiando a própria qualidade de vida e de seus familiares”, diz a médica. 

A doença é caracterizada por áreas de descamação, que podem apresentar vermelhidão, pequenas vesículas e até saída de líquido claro durante as crises. Pode surgir em qualquer fase da vida, mas é mais comum em crianças, podendo melhorar na adolescência.  

“Os sintomas mais marcantes incluem prurido intenso, que é difícil de controlar. As lesões em geral estão mais presentes nas grandes dobras como, pescoço, dobras dos cotovelos e joelhos, mas pode cometer outras áreas como face, tronco e membros inferiores. Raramente, se manifesta na vida adulta”, explica Dra. Rosana Lazzarini, membro da diretoria da SBD. 

Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da DA são variados e incluem aspectos genéticos, ambientais e emocionais. História familiar de outras condições atópicas, como asma e rinite, são comuns entre os pacientes. O diagnóstico é clínico e para o tratamento, a hidratação da pele é fundamental.  

“Banhos rápidos com água morna e o uso de sabonetes com pH adequado são essenciais. Em casos mais graves, corticosteroides tópicos e até imunobiológicos podem ser utilizados”, diz Lazzarini. 

Fique por dentro da campanha através do Instagram @dermatologiasbd.

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10 de setembro de 2024

A crise na cobertura vacinal que está levando ao retorno de doenças já erradicadas é um tema que preocupa a comunidade médica e foi um dos assuntos abordados durante o 77º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que reuniu quase três mil especialistas em Natal (RN), no último final de semana, de 5 a 7 de setembro. 

De acordo com Dr. Paulo Oldani, que palestrou sobre “Vacinas em Dermatologia”, é essencial que todos os médicos estejam atualizados com o calendário de vacinação e incentivem a imunização, especialmente nos pacientes imunossuprimidos por medicamentos. 

“O Brasil, conhecido mundialmente por sua excelência em vacinação, enfrenta uma preocupante crise de baixa cobertura vacinal. A taxa de imunização caiu drasticamente de mais de 90% para cerca de 50 a 60% nos últimos anos, resultando no retorno de doenças que estavam praticamente erradicadas, como o sarampo”, explica o médico dermatologista. 

Apesar de muitas vacinas estarem disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), algumas, como a vacina contra o Herpes Zóster e a Pneumocócica 13, não estão inclusas. “É crucial que os pacientes estejam cientes das vacinas recomendadas, mesmo aquelas que não estão disponíveis no SUS, e busquem alternativas para se proteger”, orienta Dr. Oldani. 

Segundo ele, com o aumento no uso de imunossupressores e imunomoduladores para tratar doenças dermatológicas, como psoríase e dermatite atópica, os pacientes se tornam mais suscetíveis a infecções. “Aqueles que precisam fazer uso de medicamentos imunossupressores devem ser orientados sobre a importância da vacinação antes de iniciarem esses tratamentos”, diz o especialista. 

Pacientes imunossuprimidos devem ainda suspender os imunossupressores antes de vacinas com micro-organismos vivos, como a febre amarela. “Devido a essas pessoas possuírem baixa imunidade é necessário um planejamento cuidadoso para evitar riscos. No entanto, a maioria das vacinas pode ser administrada com segurança, mesmo nesses pacientes”, detalha Dr. Paulo Oldani. 

Avanços no tratamento do Melasma 

Outro tema abordado no Congresso foram os avanços no tratamento do melasma, que antes visto apenas como uma mancha, é agora compreendido como uma condição complexa e multifacetada, de acordo com a Dra. Denise Steiner, que palestrou sobre o assunto.  

Os avanços revelam que trata-se de um sinal de processos subjacentes que podem incluir estresse, inflamação e até mesmo condições metabólicas. “É um cenário que envolve danos nas fibras da pele e alterações nos vasos sanguíneos. Isso transforma o problema de uma simples marca para algo sistêmico que se reflete em complicações internas”, explica a médica dermatologista. 

Os tratamentos são variados e exigem uma abordagem individualizada. “Novos ativos tópicos têm mostrado resultados promissores no controle dos estímulos que provocam o melasma. Além disso, veículos com melhores absorção dos tratamentos tópicos tradicionais estão em constante pesquisa, a hidroquinona, apesar de excelentes resultados, tem sido cada vez mais substituída devido a efeitos colaterais”, explica Steiner. 

Recentemente, novas abordagens têm sido exploradas. Segundo Dra. Denise Steiner “esses tratamentos inovadores oferecem novas esperanças, mostrando que a pesquisa continua a avançar e melhorar as opções terapêuticas”. 

A prevenção compreende evitar a exposição excessiva ao sol, já que esse é um dos principais fatores que estimulam o aparecimento do melasma e contribui para o dano da pele. 

Também foram abordados no evento os novos tratamentos para doenças imunomediadas, efeitos colaterais de procedimentos estéticos e a inteligência artificial. 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Heitor de Sá Gonçalves, debater esses e tantos outros assuntos foi uma oportunidade única para todos os profissionais da área.  

“A troca de experiências e o acesso a novas pesquisas são pilares para o avanço da nossa especialidade. O evento foi fundamental para a atualização contínua dos nossos conhecimentos e práticas, permitindo que os dermatologistas adquiram insights essenciais que contribuirão para o aprimoramento das técnicas e, consequentemente, para um atendimento mais eficaz e inovador aos nossos pacientes”, relata.

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29 de agosto de 2024

Com o apoio dos associados, a partir das denúncias que são feitas, a SBD tem atuado contra a propagação de profissionais não médicos que exercem atividades da dermatologia.  

“Combater as práticas ilegais que estão se sobrepondo à Lei do Ato médico é um grande desafio diário, mas seguimos firmes em prol da valorização da dermatologia e, principalmente, pela saúde e bem-estar da população, que, muitas vezes, sofre sequelas graves após fazer procedimentos invasivos com profissionais não habilitados”, diz Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.   

De acordo com o Departamento Jurídico da SBD, a lei 12.842/2013, após 10 anos de discussão no âmbito do Congresso Nacional regulamentou o exercício da medicina no Brasil e determinou quais são os atos que podem ser praticados somente por profissionais graduados em medicina.

Dentre esses atos, destaca-se que são atividades privativas do Médico a indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos.

O Conselho Federal de Medicina por meio da resolução 2.373/2023 determinou ser competência privativa do médico a prática de cirurgia e procedimentos com finalidade estética e/ou funcional, que invadam a epiderme e a derme, bem como a inclusão de fármacos, produtos químicos ou abrasivos que invadam a pele, materiais aloplásticos ou qualquer outro procedimento com finalidade exclusivamente estética.

Destaca-se, ainda, o parecer CFM nº 35/2016, deixando claro o conceito do que é um ato invasivo, podendo ser descrito como:

“Aqueles que provocam o rompimento das barreiras naturais ou penetram em cavidades do organismo, abrindo uma porta ou acesso para o meio interno. Há que se ressaltar também que inexiste diferença entre procedimentos invasivos e minimamente invasivos. Nos termos da lei, o fato de ser minimamente invasivo não torna o ato legal ou menos invasivo. Assim, o ato invasivo é um ato privativo do médico, sendo vedada a sua prática por outra profissão.”

Diante das premissas legais acima, apesar de algumas profissões utilizarem de Resoluções (ato administrativo que não é lei federal) para atuarem com a realização de procedimentos estéticos invasivos, a SBD atua fortemente para que tais permissões sejam anuladas pelo Poder Judiciário por serem contrárias à legislação federal.

Confira as últimas ações do Departamento Jurídico: 

1. ENFERMAGEM: a SBD conseguiu liminar judicial para suspender parcialmente a Resolução 529/2016 do COFEN, portanto, o enfermeiro esteta está proibido de realizar os procedimentos de Micropuntura, Laserterapia, Depilação a laser, Criolipólise, Escleroterapia, Intradermoterapia/Mesoterapia, Prescrição de Nutracêuticos/Nutricosméticos e Peelings. 

2. FARMÁCIA: a SBD suspendeu, via judicial, a Resolução 669/2018, dessa forma farmacêuticos não estão autorizados à prática de procedimentos estéticos faciais ou corporais. Apesar de as Resoluções 616/2015 e 645/2017 que tratam do mesmo tema não estarem suspensas, a Resolução 669/2018 sobre estética é mais recente e já foi suspensa, dessa forma, em conclusão, farmacêuticos não possuem autorização para procedimentos estéticos faciais ou corporais. 

3. BIOMEDICINA: A SBD e o CFM obtiveram sentença favorável para suspender as Resoluções 197/2011, 200/2011, 214/2012 e 241/2014, mas após nova decisão judicial, a suspensão foi retirada temporariamente. No momento, aguarda-se decisão definitiva no processo. Além disso, em outro processo, o magistrado negou liminar para suspensão das resoluções 359 e 365/2023, mas a SBD já recorreu e aguarda julgamento. 

4. FISIOTERAPIA: há ação judicial para suspender a Resolução 394/2011 e o Parecer Técnico 06/2012 sobre Fisioterapia Dermatofuncional, e aguarda-se julgamento.

5. ODONTOLOGIA: a Resolução 198/2019 sobre a harmonização Orofacial como especialidade odontológica está em vigor, enquanto a ação judicial movida pela SBD está em curso.

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29 de agosto de 2024

A Mpox, infecção zoonótica anteriormente restrita à África, agora representa um desafio crescente para a saúde pública e exige a expertise dos médicos dermatologistas para uma identificação precoce e precisa. De acordo com a Dra. Regina Carneiro, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o manejo adequado da doença é essencial para controlar a propagação.  

“Com o aumento dos casos de Mpox, os dermatologistas estão na linha de frente da detecção e controle da doença, já que possuem o treinamento clínico que possibilita identificar as lesões e fundamentalmente em fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças dermatológicas”, explica a médica.  

O início da infecção é geralmente marcado por sintomas inespecíficos como febre, dor no corpo e aumento dos gânglios linfáticos principalmente na região cervical, virilha e submandibular. Na pele podem surgir manchas vermelhas, pápulas (bolinhas), vesículas (bolinhas de água), pústulas (bolinhas de pús), e crostas (cascões), sendo comum uma umbilicação (depressão) na área central. Podem ser únicas ou múltiplas e ocorrer dor no local ou coceira por mais de quatro semanas. No surto atual, têm sido predominantemente localizadas na região genital.  

Dra. Regina ressalta que embora não exista um tratamento específico para a Mpox, alguns antivirais podem ser utilizados para reduzir a severidade dos sintomas e destaca as formas de prevenção, como o tecovirimat, que já foi aprovado para tratamento de Mpox em janeiro de 2022.  

“Como a transmissão ocorre por contato com secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele, é essencial evitar o contato próximo com pessoas que estejam com sintomas e não compartilhar objetos e material de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama, por exemplo”, conclui.  

No que se refere a vacina, existem atualmente duas disponíveis contra a Mpox. A primeira é a Jynneos, produzida pela farmacêutica dinarmaquesa Bavarian Nordic, composta pelo vírus atenuado, com efeitos colaterais considerados leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão e inchaço, podendo ocorrer dor muscular, dor de cabeça e cansaço. Foi em 2023 que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso provisório do imunizante no Brasil. 

O segundo tipo de vacina é a ACAM 2000, fabricada pela americana Emergent BioSolutions. É composta pelo vírus ativo com inúmeras contraindicações e consequentemente mais efeitos colaterais, se tornando assim menos segura. 

“A estratégia de vacinação prioriza a proteção das pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença como pacientes que vivem com HIV/Aids com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses e profissionais que atuam diretamente em contato com o vírus em laboratórios. Além desses grupos, também está prevista a vacinação para pessoas que tiveram contato direto com os fluidos e secreções corporais de casos suspeitos ou confirmados para a doença”, esclarece Dra. Regina Carneiro. 

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