Conexão SBD promove debate sobre casos mais comuns em dermatologia pediátrica




21 de abril de 2021 0

Hemangiomas na infância, anomalias vasculares, dermatite atópica e tinea capitis foram alguns temas apresentados pelas médicas dermatologistas Carolina Gonçalves Contin Proença, Elisa Fontenelle de Oliveira, Zilda Najjar Prado de Oliveira e Maria Cecília da Matta Rivitti no segundo episódio do mês do Conexão SBD. A moderação ficou por conta da coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Silvia Assumpção Soutto Mayor. O episódio está disponível para acesso na plataforma Conexão SBD, na área restrita do site, ou no aplicativo.

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No próximo programa, a ocorrer no dia 4 de maio, especialistas discutirão os diferentes tipos de câncer de pele. Com moderação do presidente da SBD, Mauro Enokihara, e do diretor financeiro, Carlos Barcaui, serão debatidos casos de carcinoma basocelular que necessitam de maior atenção; fatores prognósticos do carcinoma espinocelular e melanoma em paciente de alto risco.

 

 


21 de abril de 2021 0

A atualização do Consenso Brasileiro de Psoríase, que contou com a participação de mais de 60 especialistas, é debatida no episódio do SBDcast, lançado na quarta-feira (21). O programa, que está disponível na área exclusiva do associado no portal ou no aplicativo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), traz como convidado o coordenador nacional da Campanha de Psoríase da SBD e médico do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), André Carvalho. A moderação é do vice-presidente da SBD, Heitor Gonçalves.

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Conforme ressalta André Carvalho, o Consenso da SBD exerce um papel importante, sobretudo por incluir a nova classificação de gravidade da psoríase, auxiliando enormemente os dermatologistas na escolha do tratamento mais adequado para a condução da doença.
“Na publicação é possível encontrar informações relevantes a respeito de todos os tratamentos atualmente disponíveis, seja para a psoríase leve – que pode ser tratada com medicação tópica – quanto para a psoríase grave, para a qual há indicação de terapia sistêmica”, adianta.

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Além disso, segundo complementa o especialista, é fundamental colher uma história médica pessoal e familiar do paciente, para avaliar comorbidades que podem influir na escolha terapêutica, tais como doenças vasculares, doença inflamatória intestinal, tuberculose, neoplasias, entre outras. 

Covid-19 – Dentre outros temas, o convidado da edição falou ainda sobre a prevenção ao novo coronavírus em pessoas com psoríase. Segundo ressaltou, os pacientes podem ser vacinados, independentemente do tratamento que estejam fazendo para psoríase, mesmo com o uso de biológicos. “Nestes casos específicos, somente se contraindica a realização de vacinas com vírus vivo e, até esse momento, no Brasil, as vacinas disponíveis para a covid-19 não contém o vírus vivo”, esclarece.

Lançado em fevereiro deste ano como um novo canal de conhecimento, ciência e informação da entidade, o SBDcast é uma iniciativa criada pela Gestão 2021-2022 que traz exposições sobre assuntos de interesse para a dermatologia e vai ao ar, semanalmente, todas as quartas-feiras, exclusivamente para os associados.

 

 

 


19 de abril de 2021 0

Aos dermatologistas que desejam aprimorar sua formação em biotecnologia básica – com foco em doenças inflamatórias imunomediadas e outras patologias –, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que estão abertas as inscrições para o Curso de Biotecnologia promovido em parceria pelo Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A iniciativa de educação científica é gratuita e terá início no próximo dia 28 de abril, com duração aproximada de seis meses.

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O curso, aberto a todos os diplomados em Medicina, busca qualificar os participantes na compreensão dos processos biotecnológicos envolvidos no desenvolvimento de kits diagnósticos, biofármacos e vacinas. Desse modo, se promove a aproximação dos médicos com a temática e se ampliam as discussões científicas dentro das especialidades que utilizam medicamentos biológicos em sua terapêutica.

Metodologia – O conteúdo do curso será apresentado por meio de metodologia híbrida-online, composta por aulas assíncronas e tutoria ao vivo. Com periodicidade mensal, os encontros ocorrerão sempre na primeira e na última quarta-feira de cada mês. Os participantes que alcançarem frequência mínima de 75% nos encontros ao vivo e desempenho de 70% no total das atividades propostas receberão certificado de participação.

Conforme salienta o presidente da SBD, Mauro Enokihara, a biotecnologia é um campo do conhecimento de expertise do Bio-Manguinhos/Fiocruz que impacta cada vez mais a prática da dermatologia. “Trata-se de uma atividade de alto interesse para os dermatologistas que contar com diferencial com o selo de qualidade técnica de um dos maiores institutos de pesquisa do País”, afirma.

Encontro com Especialistas – Os dermatologistas Paulo Oldani e Cláudia Maia serão os representantes da SBD no curso. Eles participarão como convidados na sessão Encontro com Especialistas que discutirá o módulo “Regulação em biotecnologia no Brasil e biossimilares”. A aula ocorrerá no dia 1º de setembro, às 19h.

 

 

 

 

 

 

 

 


14 de abril de 2021 0

As opções terapêuticas, o manejo do prurido, a hidratação, a infecção secundária, entre outras questões que envolvem o tratamento da dermatite atópica, serão abordadas na edição do SBDCast, série de podcasts produzidos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que estreia nesta quarta-feira (14).

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A convidada desta semana é Elisa Fontenelle de Oliveira, dermatologista pediátrica do Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF-Fiocruz) e preceptora de Dermatopediatria da Dermatologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A moderação é de Cláudia Alcântara, secretária geral da SBD.

Consulta – “No tratamento da dermatite atópica, no primeiro contato é importante que o dermatologista aborde alguns pontos principais: a educação dos pacientes e seus familiares, a eliminação dos fatores exacerbantes que possamos perceber durante a anamnese, a manutenção da hidratação cutânea, o tratamento farmacológico (de acordo com a idade e a gravidade do quadro clínico) e o tratamento das eventuais complicações”, explica Elisa Fontenelle.

Segundo ela, na primeira consulta o dermatologista deve orientar o paciente sobre a necessidade de adesão ao tratamento, sendo que a frequência às consultas é primordial para seu sucesso.  “Deve-se explicar ao paciente que não se trata de uma doença contagiosa, mas de uma doença crônica acompanhada, e que a intenção do tratamento é aliviar os sinais e sintomas, espaçando cada vez mais as crises e evitando a ocorrência das complicações”, destaca.

Estresse – Banhos prolongados, alta temperatura da água, excesso de sabão, uso de bucha na hora do banho, pele ressacada, uso de roupas com tecidos sintéticos ou que promovam sudorese estão entre os fatores que podem causar manifestações da dermatite atópica. “Os ambientes com baixa umidade, altas temperaturas, o estresse emocional também são fatores deflagradores do prurido”, acrescenta Elisa Fontenelle.

A especialista salienta que não se deve indicar, de forma indiscriminada, dietas restritivas. De acordo com ela, a restrição de alguns alimentos, pode ser aventada para crianças pequenas com dermatite atópica moderada grave que sejam refratárias aos tratamentos convencionais, principalmente se existir suspeita da relação da piora da dermatite com a ingestão de algum desses alimentos.

Hidratação – Outro aspecto abordado foi a hidratação cutânea, apontada como muito importante no controle e no tratamento dos pacientes, mas que costuma ser subestimada. Elisa Fontenelle orienta que os banhos sejam de preferência curtos, com água fria ou morna. Na sequência, o paciente deve se secar de forma suave e usar hidratante em seguida, reaplicando sempre que necessário.

Lançado em fevereiro deste ano como um novo canal de conhecimento, ciência e informação da entidade, o SBDcast é uma iniciativa criada pela Gestão 2021-2022 que traz exposições sobre assuntos de interesse para a dermatologia e vai ao ar, semanalmente, todas as quartas-feiras, exclusivamente para os associados. A série de programas está disponível na área do associado, no site, e no aplicativo da SBD.

 


14 de abril de 2021 0

No episódio deste mês do SBCD e SBD Drops, realizado na segunda (12), médicos dermatologistas falaram a respeito das suas experiências de montagem de sala cirúrgica. Participaram do debate Luiz Guilherme Martins Castro (SP), Suzana Hampe (RS) e José Eduardo Decico (SP). A moderação ficou à cargo de Mauricio Mendonça (SP) e Caroline Brandão Almeida (RJ).

Planejamento e normas físicas; manejo de material e dicas para o dia a dia do consultório; e montagem e manutenção do ambiente cirúrgico foram alguns temas contemplados no encontro. Ao final, os palestrantes convidados elucidaram as principais dúvidas dos participantes. Entre os temas destacados estavam: limite anestésico; esterilização de materiais; normas vigentes; e atendimento no consultório em tempos de covid-19.  

O encontro contou com a presença do presidente da SBD, Mauro Enokihara, e da presidente da SBCD, Meire Parada, que na abertura enfatizaram a importância da parceria e interação entre as sociedades médicas na promoção de iniciativas científicas que proporcionem aprendizado de qualidade para especialistas.

O SBCD + SBD Digital Drops é gratuito e aberto aos associados da SBD e da SBCD. Para assistir às aulas, basta entrar no Conexão SBD, na área restrita do site.

 


8 de abril de 2021 0

O episódio do Conexão SBD desta terça-feira (6) abordou a fototerapia. Para falar sobre o assunto, foram convidados a coordenadora do Departamento de Fotobiologia da SBD e coordenadora geral do recém-lançado Manual Prático de Fototerapia da entidade, Ivonise Follador, e o preceptor da residência médica da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba e professor adjunto de dermatologia na PUC-PR, Caio de Castro. A moderação ficou à cargo do vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.

Ivonise Follador abriu o debate com o tópico “Principais indicações em fototerapia para melhores resultados”, fazendo uma comparação entre o uso do método da PUVA e o UVB-nb para o tratamento de doenças dermatológicas. A especialista também abordou o tratamento da psoríase através da associação da fototerapia com outras modalidades, tais como corticosteroides, vitamina D por via tópica e com os usos sistêmicos de metotrexato e retinoides. Além disso, falou sobre os efeitos adversos da fototerapia.

Quanto ao tratamento com fototerapia, a médica ressaltou que é um método antigo, eficaz e seguro, e sua abordagem terapêutica é adotada na especialidade para cuidados de inúmeros problemas de pele, muitos de difícil controle. No entanto, como informa o Manual Prático de Fototerapia, a técnica necessita ser muito bem indicada, orientada e supervisionada para o sucesso do tratamento e segurança do paciente. Ela frisou ainda que todas possíveis complicações podem ser contornadas pelo médico dermatologista.

Em seguida, Caio de Castro apresentou a aula “Mecanismo de ação das modalidades de fototerapia nas doenças mais prevalentes”. Na apresentação, mostrou estudos recentes envolvendo o tratamento de psoríase, vitiligo, micose fungoide e dermatite atópica, mencionando que o principal efeito das modalidades de fototerapia é o imunomodulador nas três principais vias de resposta: Th1, Th2 e Th17 e suas respectivas citocinas.

Após a realização das palestras, os médicos responderam às questões enviadas por associados, dentre elas: quais são as formas de tratamento do prurido pós-fototerapia; é possível tratar lesões de vitiligo nas pálpebras com fototerapia?; qual a melhor conduta para o tratamento da micose fungoide foliculotrópica; e experiências em fototerapia em prurido renal e em pseudolinfomas cutâneos.

Manual Prático de Fototerapia da SBD – Lançado no final do ano passado, o Manual Prático de Fototerapia está disponível para download na área restrita do site da SBD. De acordo com a coordenadora Ivonise Follador, a publicação visa oferecer aos associados, membros dos Serviços Credenciados e especializados em fototerapia, acesso a conteúdo qualificado e atual para o dia a dia do médico. Durante a live, os participantes puderam fazer o download do manual por meio do QR Code disponível na tela da apresentação.

Se você não conseguiu acompanhar as palestras, ainda é possível assistir pela primeira vez ou rever o episódio. Basta acessar a plataforma do Conexão SBD na área restrita do associado. O Conexão SBD é uma série de lives sobre temas de interesse da especialidade que são realizadas sempre na primeira e na terceira terças-feiras de cada mês, às 20h. No dia 20 de abril, especialistas convidados falarão sobre dermatologia pediátrica. Anote na sua agenda e acompanhe este debate ao vivo.

 


7 de abril de 2021 0

Após o tratamento do câncer de pele, a área vizinha ao tumor eliminado também dever ser alvo de investidas terapêuticas para evitar o surgimento de novas neoplasias na região. O assunto, denominado cientificamente como “Tratamento do campo de cancerização”, é o tema apresentado nesta semana pelo SBDcast, novo canal de conhecimento, ciência e informação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Acesse aqui o SBDcast

Para compartilhar experiências e elucidar dúvidas a respeito do tópico, o especialista convocado para esta edição do SBDcast é o professor adjunto de Dermatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador do Departamento de Oncologia da SBD, Renato Marchiori Bakos. Já a moderação do programa fica a cargo do professor associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e tesoureiro da SBD, Carlos Barcaui.

“Do ponto de vista clínico, o campo de cancerização se caracteriza obviamente pela potencial presença de tumores na região de onde se extraiu o câncer e pela existência de múltiplas ceratoses actínicas, constituídas por um agrupamento de células displásicas em grande quantidade”, afirma o convidado.

Segundo também pontua, o objetivo do tratamento dessa área é reduzir os riscos de evolução para um quadro de carcinoma espinocelular. No entanto, uma conversa clara e informativa deve ser estabelecida com o paciente, uma vez que o desenvolvimento desse tipo de câncer é  proporcionalmente raro.

“Quando há indicação para realizar o manejo do campo de cancerização, existem diversas opções de substâncias comercializadas no Brasil, como o 5-fluorouracil e o imiquimod, que tratam as manifestações dessa região com graus de resposta efetivos. De todo modo, a escolha terapêutica também dependerá da disponibilidade e de outros fatores que devem ser avaliados junto a cada paciente”, adianta Renato Bakos.

O projeto – Lançado em fevereiro deste ano, o SBDcast é uma iniciativa desenvolvida pela Gestão 2021-2022 da SBD, que traz semanalmente exposições de experts sobre assuntos de interesse dos dermatologistas brasileiros. O programa é exclusivo para os associados e pode ser acessado por meio do site ou aplicativo da entidade. Confira!

 

 


5 de abril de 2021 0

Com o compromisso de manter as discussões científicas e o acesso a oportunidades de aprendizado durante a pandemia de covid-19, a organização do 10º Congresso Mundial de Melanoma decidiu cancelar o encontro que aconteceria em Roma, na Itália, para realizar de forma virtual, de 15 a 17 de abril. O evento é um dos maiores da área e reúne grandes especialistas para debater últimos avanços em diagnóstico, tratamento e equipamentos para exames mais precisos para detecção do câncer da pele. Este ano, será realizado em conjunto com o 17º Congresso da Sociedade Europeia de Dermato-Oncologia (EADO).

Diversas sociedades e associações médicas estarão presentes, entre elas a SBD Nacional, que será representada por dois dermatologistas: o Prof. Carlos Barcaui, que estará estará à frente do bloco sobre dermatoscopia para a condução do melanoma, e Prof. Marcus Maia, um dos coordenadores e participantes do bloco sobre dermatoscopia digital e scanners: indicações e procedimentos.

“Particularmente, tive a honra de ser convidado para coordenar um simpósio de dermatoscopia voltado para o papel da “Dermatoscopia no manejo do melanoma”. Dentre os temas a serem abordados destacam-se: “A dermatoscopia salva vidas?”; “E-Health em oncologia cutânea”; “Uso da dermatoscopia no pré e pós-operatório de pacientes com melanoma”; “Dicas clínicas para não perder o diagnóstico do melanoma e câncer de pele não melanoma” e “Nested melanoma”.  Como não poderia deixar de ser, chama a atenção a onipresença do impacto da pandemia da covid-19 no manejo dos pacientes oncológicos”, informa Barcaui, que recentemente coordenou um dos encontros mais importantes da área: o 2nd International Educational Symposium of the Melanoma World Society (MWS) e Latin American Skin Cancer Forum, realizado em parceria com o Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM), no Rio de Janeiro, em 2018.

O Congresso promete muita atualização, discussão de casos clínicos e novidades em pesquisa com respeitados nomes da especialidade. “A participação de eminentes dermatologistas de todo mundo será aliada à participação de dermatologistas brasileiros. Vale lembrar que todas as aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para os congressistas após 24 horas de sua realização e até o dia 31 de outubro. Posso adiantar que esse congresso promete muitas novidades a respeito do melanoma e do câncer da pele”, disse Marcus Maia.

O programa científico abordará não apenas aspectos do câncer de pele melanoma, mas também contemplará os carcinomas de células escamosas; os de células de Merkel e o basocelular; além da ceratose actínica, sarcoma cutâneo e linfoma cutâneo de células T e B, e outros. Epidemiologia, prevenção, estadiamento, cirurgia e radioterapia e terapias sistêmicas e intralesionais também estarão em pauta

Para inscrições e mais informações acesse a página oficial do encontro: https://worldmelanoma2021.com/.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


2 de abril de 2021 0

Nos dias 21 e 22 de maio, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a 43ª edição do tradicional Simpósio sobre Dermatologia Tropical (Dermatrop). O encontro será online e buscará abordar a essência da dermatologia clínica. Até o próximo dia 10 de abril, os valores com desconto para participar variam de R$ 120 a R$ 210. Para se inscrever e obter mais detalhes sobre a programação, acesse o site do evento.

ACESSE PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O DERMATROP

Sinésio Talhari, coordenador do encontro, ao lado de lideranças da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Mauro Enokihara (presidente – Gestão 2021-2022), Heitor de Sá Gonçalves (vice-presidente – Gestão 2021-2022) e Sérgio Palma (ex-presidente – Gestão 2019-2020) – exalta a importância do evento e aponta as mudanças pelas quais ele passou ao longo dos anos. Segundo ele, os resultados alcançados podem, inclusive, levar à incorporação de temas às mudanças climáticas em eventos futuros.

“Quando idealizamos este curso, há 45 anos, em Manaus, pensamos em dois pilares: atualização dos dermatologistas em doenças tropicais e aspectos básicos dessas enfermidades para os médicos generalistas. Ao longo dos anos, incluímos temas voltados às doenças associadas às mudanças climáticas e outras de causa infecciosa. Porém, o público-alvo é mantido até hoje, já que os profissionais que atuam em centros de saúde e hospitais são os que primeiro atendem a esses pacientes. E eles são fundamentais no acompanhamento dos enfermos, muitas vezes, a longo prazo”, afirmou.

Doenças negligenciadas – Com a presença de importantes especialistas da área, o evento promoverá debates sobre as doenças infecciosas e de caráter endêmico, como a hanseníase, leishmaniose, tuberculose e ISTs e aids. Parte desses transtornos está no grupo das denominadas doenças negligenciadas, que ainda afetam grande número de pessoas no país e carecem de políticas públicas que estimulem ações de prevenção, diagnóstico e tratamento. Ao colocar esses temas em perspectiva, por meio do Dermatrop, a SBD reafirma seu compromisso social, bem como dos dermatologistas, com a assistência de qualidade em saúde.

“Os temas que vamos debater são de extrema importância, pois abordam doenças que são abandonadas, ou mesmo esquecidas, pelos órgãos de saúde. Neste momento, em meio a uma crise sanitária e epidemiológica de grandes proporções, a preocupação da SBD com essas questões é ainda maior, pois sabemos das implicações que estão ao redor. Por exemplo, há relatos de falta de medicamentos para o tratamento de várias doenças. Faz parte de nossa missão monitorar esses quadros e cobrar respostas dos responsáveis em apoio aos pacientes e aos médicos”, esclarece Mauro Enokihara.


2 de abril de 2021 0

Com a palavra


Por Felipe Aguinaga
Coordenador do Departamento de IST & AIDS da SBD Nacional e da SBD-RJ e chefe do ambulatório de Dermatologia e Diversidade de Gênero, do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay (RJ)

Segundo estudo publicado na revista Nature, em janeiro de 2021, estima-se que 1,9% da população brasileira (quase 3 milhões de pessoas) se identificam como transgênero ou não binário. Indivíduos transgênero são aqueles que não se identificam com o sexo atribuído ao nascimento, e, podem, por meio de modificações corporais (hormonioterapia, procedimentos estéticos, cirurgia de redesignação sexual), buscar exercer sua identidade de gênero de acordo com seu bem-estar biopsicossocial.

Os pacientes transgêneros compartilham muitas das mesmas necessidades de saúde da população em geral, mas possuem também demandas e características específicas. No entanto, as evidências sugerem que pessoas trans enfrentam uma carga desproporcionalmente alta de doenças, especialmente nos âmbitos da saúde mental, sexual e reprodutiva. A exposição à violência e discriminação também são maiores nesta população. Além disso, enfrentam barreiras ao acesso a cuidados e recursos determinantes da saúde, como educação, emprego e habitação. Essas barreiras são em grande parte atribuíveis à privação legal, econômica e social, e à marginalização e estigmatização que enfrentam na sociedade em geral.

Há um compromisso crescente de todas as áreas da Medicina para compreender e melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas trans e outras minorias de gênero, e a Dermatologia, em seus diversos campos de atuação, desponta como uma especialidade essencial para atender a várias dessas demandas.

O primeiro passo médico no processo de transição para muitos indivíduos trans é a hormonioterapia, que tem efeitos significativos na pele e nos cabelos. Mulheres trans (male-to-female), que geralmente usam estradiol em combinação com um antiandrogênico (espironolactona ou um inibidor da 5-alfa redutase), apresentam redução rápida e persistente na produção de sebo e podem desenvolver xerodermia, prurido e alterações eczematosas. Os estrógenos também levam a uma redução na quantidade e densidade dos pelos faciais e corporais, que geralmente é um efeito desejado, porém insuficiente. A remoção de pelos a laser é um dos procedimentos mais procurados por essa população. Já entre os homens trans (female-to-male), que geralmente usam testosterona, são frequentes os quadros de alopecia androgenética e de acne. A necessidade de contracepção para prescrição de isotretinoína, bem como o preenchimento de termos de consentimento separados por sexo, impõe conflitos e peculiaridades no tratamento dessa patologia nesses pacientes.

Além da hormonioterapia, alguns indivíduos são submetidos a procedimentos cirúrgicos de afirmação de gênero. A busca por tratamento de cicatrizes inestéticas resultantes desses procedimentos, especialmente após mastectomia em homens trans, tem-se tornado cada vez mais frequente. Mulheres trans que se submetem à vaginoplastia podem necessitar de depilação pré-operatória do local doador. Além disso, diversas condições dermatológicas já foram relatadas em neogenitálias.

Um papel emergente dos dermatologistas na transformação física de pacientes transgêneros são os procedimentos estéticos minimamente invasivos. O uso da toxina botulínica e de preenchedores pode dar uma aparência mais masculina ou feminina à face. Infelizmente, devido a inúmeras razões, incluindo alto custo e acesso limitado, muitas mulheres trans buscam tratamentos ilícitos com pessoal não médico, especialmente o uso de silicone líquido industrial. Portanto, os dermatologistas também devem estar preparados para lidar com essas complicações. O cuidado dermatológico de indivíduos transgêneros não se limita apenas aos aspectos da transição. Mulheres trans, por exemplo, têm maior incidência de infecções sexualmente transmissíveis e de HIV, que se apresentam com manifestações dermatológicas.

Embora tenha sido feito algum progresso para promover a igualdade de assistência de saúde para a população transgênero, alguns desafios ainda se impõem. Em primeiro lugar, existem lacunas nas evidências sobre os determinantes e os indicadores de saúde das pessoas trans. Em segundo lugar, cuidados de saúde específicos para transgêneros devem ser mais bem compreendidos e as barreiras ao acesso devem ser reduzidas. Por fim, os mecanismos de exclusão social, bem como todas as formas de discriminação, devem ser considerados na determinação social de sofrimento e de doença e combatidos em todas as esferas da assistência à saúde.

Em conclusão, os dermatologistas devem desempenhar um papel crescente nos aspectos médicos e estéticos dos cuidados com pacientes transgêneros. A Dermatologia, ao longo de sua história, sempre voltou seu olhar e sua atuação para populações estigmatizadas e marginalizadas, sendo sensível às questões relacionadas à autoestima e identidade. Portanto, os dermatologistas são capacitados e possuem, em seu arsenal profissional, ferramentas e conhecimento que podem contribuir para amenizar as disparidades de saúde e melhorar a qualidade de vida dos pacientes transgêneros.

 





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