Questão de saúde pública: dermatologistas alertam para os riscos do uso do formol em procedimentos estéticos no cabelo




26 de dezembro de 2019 0

Irritação, queimadura, descamação, queda de cabelo e até câncer. Esses são alguns dos inúmeros problemas ocasionados pelo uso do formol e de substâncias que podem liberá-lo em procedimentos estéticos capilares. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preocupada com a exposição indevida de milhares de pessoas ao produto. Atraídos por falsas promessas e ludibriados pela ocultação de dados importantes sobre os procedimentos, não são incomuns casos de efeitos adversos decorrentes de um alisamento, por exemplo. Há situações em que os desdobramentos podem ser graves. 

Para melhor orientar a população sobre o assunto, a SBD lançou uma cartilha onde detalha riscos da exposição ao formol, como identificar produtos que o contenham em sua composição e como denunciar irregularidades. “Nesse período de festas, mulheres de todas as idades e homens recorrem aos salões de beleza ou clínicas de estética em busca de uma imagem idealizada. Nesse momento, adentram uma zona cinzenta, onde são convidados a testar na pele e no couro cabeludo técnicas e produtos de origem desconhecida ou formalmente proibidos”, ressaltou o presidente da SBD, Sergio Palma. 

 

Acesse aqui a cartilha elaborada pela SBD sobre os riscos do formol

Apesar dos riscos, o formol continua sendo utilizado de forma irregular em salões de beleza. Já foram encontrados traços da substância em vários procedimentos, como as chamadas escovas inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate, selagem, botox capilar etc. Outro aspecto importante citado pela SBD e a inadequação de uso de alisantes com formol por gestantes e mulheres que amamentam. Também não se recomenda sua aplicação em crianças. 

Proibição – Desde junho de 2009, a Resolução RDC nº 36, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibiu a venda do formol em drogarias, farmácias, supermercados e lojas de conveniência. Essa Resolução visa restringir o acesso da população ao produto, coibindo o desvio do seu uso, como alisante capilar, com o intuito de proteger a saúde tanto de profissionais cabeleireiros quanto dos consumidores. A legislação atual permite 0,2% do formol na composição de cosméticos, incluindo os alisantes. Segundo a Anvisa, neste percentual, o formol somente conserva, não tendo potencial para alisar os cabelos. A Agência diz ainda que o produto também é permitido para endurecedores de unhas na concentração de 5%. 

A Anvisa salienta que qualquer adição de formol em produtos já prontos é crime – previsto na Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977 – e que tal prática acarreta graves riscos à saúde da população. A aplicação do formol somente é permitida durante a fabricação do produto, na devida proporção, com a função de conservante, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 162. Já a de nº 58/2009 elenca as substâncias de ação conservante permitidas para produtos de limpeza, mantendo o formol fora da listagem.

Cancerígeno – Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relacionou o formol ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. No mesmo ano, mediante o alerta da OMS e de outras instituições internacionais de pesquisa, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) classificou o formol como um agente cancerígeno.

“Se o formol for inalado, pode provocar efeitos colaterais agudos como, falta de ar, tosse, dor de cabeça, além de provocar ardência nas vias respiratórias. Em longo prazo, outras complicações podem aparecer, como o câncer de nariz, boca, laringe e também hematológicos, como a leucemia, sendo que os profissionais que trabalham diariamente com o produto estão mais propícios a esses problemas”, alerta o coordenador do Departamento de Cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Regional Rio de Janeiro, Rodrigo Pirmez.

Novos alisantes – Os ativos para alisantes permitidos no Brasil estão descritos nas Resoluções RDC nº 3/2012 e 15/2013 (veja a tabela I). Em 2018, a Anvisa incorporou novas substâncias. Contudo, durante a avaliação de segurança dos ativos “Ácido Glioxílico” e “Glioxiloil de Proteína de Trigo Hidrolisada e Sericina” foi observada a necessidade de encaminhamento de mais dados para comprovar a inexistência de riscos à saúde. 

Por isso, outros ativos inicialmente liberados – como “Cisteamina HCL”, “Cisteína HCL” e “Glioxiloil de Aminoácidos da Queratina e Carbocisteína” – novamente entraram em suspeição e não estão sendo mais aprovados registros de alisantes com essas substâncias.

Em nota, a Agência informou à SBD que a documentação faltante já foi solicitada às empresas e, após o fim da análise, será decidido se os novos ativos vão continuar sendo permitidos. A Anvisa disse ainda que o até então permitido “Pirogalol” também está sendo reavaliado para verificar sua segurança.

Conforme destaca Leonardo Spagnol Abraham, coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, a entidade observa com preocupação e atenção esses novos alisantes. “Material divulgado pelo Inca e testes amplamente noticiados na mídia sugerem que estas novas substâncias podem liberar formol quando aquecidas, no momento em que é feita a escova ou chapinha. A Anvisa registrou e liberou em um primeiro momento, porém agora solicitou novos estudos. Neste período de incerteza, sabendo que nenhuma outra agência reguladora no mundo libera estes produtos, é importante cautela no uso. Aguardamos novas evidências científicas, principalmente sobre o efeito em gestantes, crianças e mulheres que estão amamentando”, disse.

Ferramenta – Para ajudar na identificação dos itens de risco, a SBD elaborou um quadro para facilitar esse trabalho. Na tabela (ver a seguir), formulada com informações de dezembro de 2019, estão os nomes das substâncias utilizadas em produtos alisantes, conforme descritos nos rótulos de forma padronizada. Ao lado, dos nomes científicos dos principais ativos – proibidos e permitidos no Brasil – aparecem as formas como são citados nas embalagens de alisantes, shampoos e outros cosméticos com a função de “domar as madeixas”. Além disso, está a situação de cada uma junto à Anvisa. 

Fiscalização – A dermatologista Bruna Duque-Estrada, assessora do Departamento, frisa ainda que há uma grande quantidade de produtos com substâncias alisantes sendo indevidamente registrados na Anvisa, como shampoos, condicionadores ou outros.

“Há empresas que para burlar a fiscalização lançam shampoos com efeito alisante. Porém, na verdade são alisantes disfarçados e geralmente contém ativos proibidos. Essas substâncias podem causar danos à córnea, queimaduras graves no couro cabeludo, quebra dos fios e queda dos cabelos. Além disso, a aplicação de produtos com adição de formol acima do permitido torna o fio de cabelo rígido, podendo estar mais suscetível à quebra ao pentear e prender os cabelos”, destaca ela.

Sempre que o consumidor identificar shampoo, creme de pentear ou outro produto indevidamente identificado que contenha algum ativo alisante, deve fazer uma denúncia por meio da ouvidoria da Agência: http://portal.anvisa.gov.br/contato.

Orientações – O dermatologista Leonardo Abraham adverte também que alguns salões de beleza inventam os mais diversos nomes ou destacam o termo “sem formol” para os alisamentos, mesmo quando os produtos contêm a substância ou seus derivados escondidos em sua fórmula. “É importante que os clientes verifiquem se o produto usado pelo cabeleireiro tem ou não registro na Anvisa”, alerta.

A Agência listou algumas recomendações que os profissionais e consumidores devem ter antes de comprar ou usar um alisante, dentre as quais estão a conferência no rótulo do produto do modo de uso; prazo de validade, advertências e restrições. Sugere verificar ainda se o produto é indicado para uso profissional, sendo indicado seguir as orientações do fabricante.

Para saber se um alisante de cabelo é registrado na Anvisa, basta clicar aqui. Essa consulta também pode ser realizada aqui. Nesses espaços de consulta online desenvolvidos pela Agência, é preciso ter em mãos uma das seguintes informações: número do processo ou número de registro, nome do produto, nome da empresa detentora do registro ou CNPJ para ter acesso às informações. 

O consumidor que encontrar irregularidades não deve utilizar o produto e poderá entrar em contato com a Vigilância Sanitária Municipal, Estadual ou com a própria Anvisa através do e-mail cosmeticos@anvisa.gov.br. Em caso de suspeita de reações adversas causadas pelo uso de cosméticos, envie o relato para o e-mail cosmetovigilancia@anvisa.gov.br. A Agência também possui um FAQ (Perguntas Frequentes) sobre o uso do formol, cujas respostas podem ser acessadas aqui.

Pesquisa – O levantamento inédito realizado pela Anvisa junto aos seus fiscais (em estados e municípios) ajuda a mensurar o tamanho do problema. A pesquisa solicitou que os agentes sanitários respondessem a um questionário com perguntas que revelam a experiência deles com cosméticos. 

Entre os participantes da pesquisa, 35% relataram ter encontrado o uso irregular de formol em alisantes. Denúncias de mesmo teor recebidas pela Anvisa alcançaram percentual semelhante (32%) dentre os relatos relacionados à salões de beleza nos anos de 2016 e 2017.

O levantamento revela ainda que 61,6% dos fiscais suspeitam que os produtos utilizados para alisar os fios contenham um teor de formol superior ao permitido pela Anvisa na sua fórmula.  Também foi questionado qual foi o tipo de irregularidade identificada pela Anvisa. Para 61,6% dos respondentes, é a suspeita de que o produto contenha formol adicionado pelo fabricante; 22,4% mencionaram que houve adição/manipulação de formol pelo profissional cabeleireiro; e 15,9% identificaram as duas situações.

“O formol se popularizou no Brasil, em 2003, com a escova progressiva, já que ele consegue ser aplicado em um cabelo que já foi colorido, por exemplo. Além disso, o mecanismo de alisamento deste produto dá um aspecto brilhoso e também é compatível com outros tipos de alisamentos. Após relatos de casos de efeitos adversos, a Anvisa passou a investigar os malefícios do formol”, explica Rodrigo Pirmez.

 


18 de dezembro de 2019 0

No programa Bom Dia Brasil desta quarta-feira (18/12), o dermatologista Rodrigo Pirnez fala sobre os malefícios do formol – substância que além de ser proibida é perigosa – e de sua exposição prolongada que, segundo o médico, já foi relacionada inclusive a alguns tipos de câncer, como o das vias respiratórias.

O produto ainda é muito utilizado para alisar cabelos. No Brasil, é proibido desde 2009 pela Anvisa. Comercializar é um crime, mas ainda é facilmente encontrado no mercado.

Assista a íntegra da matéria.

 


31 de outubro de 2019 0


Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Agência Pixel Press

O desastre ambiental causado pelo derramamento de óleo cru no litoral brasileiro pode também causar graves problemas de saúde para a pele de voluntários que atuam na retirada dos resíduos. Com objetivo de reduzir os riscos dessa exposição, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta quinta-feira (31/10) um guia com recomendações importantes para quem está participando desse trabalho e mesmo para os moradores das áreas atingidas.

“São recomendações simples e que podem ser incorporadas à rotina dos voluntários e dos moradores. O empenho dessas pessoas deve ser acompanhado de uma preocupação com sua saúde. Os cuidados ao proteger o corpo da exposição aos resíduos e na hora de retirar os produtos que entraram em contato com a pele devem ser contínuos”, alertou o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Ele explica que, como óleo cru permanece impregnado na pele, as pessoas tentam retirá-lo com o uso de solventes (aguarrás, tíner, óleo diesel, querosene ou gasolina). No entanto, o contato com esses produtos aumenta o processo irritativo.

O presidente da SBD ressalta que a maneira mais adequada de limpar a pele é lavar a área atingida com água e sabão. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até mesmo pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a retirada dos resquícios de óleo. Após essa etapa, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante.

Grupos – As recomendações se dividem em três grupos: cuidados de proteção do corpo, que incluem o uso de material específico para o manuseio do óleo; cuidados na retirada do óleo que entrou em contato com a pele, como orientações de limpeza e dos melhores produtos para essa tarefa; e cuidados gerais para os moradores das regiões atingidas.

A SBD já recebeu relatos de complicações ocorridas em alguns locais do país e acredita que novos casos podem ser evitados se as medidas de prevenção e de proteção forem seguidas pela população. A dermatologista Rosana Lazzarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, que participou da elaboração desse guia da SBD chama a atenção para os riscos envolvidos.

“Muitos voluntários têm trabalhado na remoção do material que chega as praias. Entretanto, o trabalho tem sido realizado de maneira inapropriada. Esses grupos têm entrado em contato com o óleo sem proteção adequada e, em alguns casos, com impregnação de toda a pele. Importante salientar que o petróleo ou óleo cru é constituído por uma série de compostos químicos com diferentes toxicidades, como tolueno, xileno, benzeno e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos”, ressaltou.


Foto: Agência Brasil

De acordo com ela, esse contato pode desencadear problemas de saúde que afetam diferentes órgãos e sistemas, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de causar alterações do humor e das funções cognitivas. Na fase aguda de intoxicação pelo contato com o óleo cru, as reações mais comuns são: irritação e dor na garganta e nos olhos, tosse, coriza, coceira e olhos vermelhos, cefaleia, náuseas, fadiga e pele irritada e vermelha, entre outros.

 “A pele, quando acometida, apresenta processos irritativos com eritema nas áreas de contato, evento conhecido como dermatite de contato, sendo a forma irritativa mais comum. Esses efeitos pioram se a pele permanecer exposta ao Sol, podendo causar queimaduras solares”, acrescenta Rosana Lazzarini.

Finalmente, a SBD reitera que, em caso de dúvida, o paciente deve entrar em contato com o Ministério da Saúde por meio do Centro de Informações Toxicológicas, pelo telefone 0800-7226001, e procurar ajuda médica em serviços de urgência e emergência.


Recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Cuidados para moradores e voluntários que estão em áreas afetadas pelo derramamento de petróleo

O recente desastre registrado na costa brasileira, com milhares de toneladas de óleo cru chegando às praias do Nordeste, causou comoção. Em decorrência, muitos voluntários têm trabalhado na remoção do material que chega às praias. Entretanto, o trabalho não tem sido realizado de maneira apropriada.

Esses grupos têm entrado em contato com o óleo sem proteção adequada e, em muitos casos, com impregnação da pele. Importante salientar que o petróleo (ou óleo cru) é constituído por compostos químicos com diferentes toxicidades que podem causar danos à saúde, como tolueno, xileno, benzeno e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Esses danos compreendem efeitos em diferentes órgãos e sistemas do corpo humano, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de alterações do humor e das funções cognitivas.

Para minimizar os riscos de problemas à saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou esse documento (clique para ler), que agrega orientações aos que estão envolvidos no processo de limpeza das praias ou que, acidentalmente, coloquem a pele em contato com petróleo. A Sociedade entende que essas recomendações serão úteis aos moradores e voluntários das regiões afetadas:
 

COMO SE PREPARAR PARA ATUAR NAS AÇÕES DE LIMPEZA DAS PRAIAS?

1.   Se houver a necessidade de contato com o óleo derramado nas praias, utilize equipamentos de proteção, como óculos, luvas e roupas que cobrem membros superiores e inferiores (mangas compridas e calças).

2.   As luvas mais apropriadas são as de nitrila ao invés das de borracha, pois apresentam melhor proteção contra óleos, graxas e petróleo. A lavagem imediata após o contato é importante, embora nessas situações nem sempre seja possível.
 

O QUE FAZER SE SUA PELE ENTRAR EM CONTATO COM O ÓLEO CRU?

1.   Caso, mesmo com uso de roupas adequadas, ocorra o contato, a pele deve ser lavada com água e sabão.

2.   A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a remoção dos resquícios de óleo.

3.   Após a remoção, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante para melhorar as condições da pele.

4.  Não tente retirar o óleo com o uso de solventes (aguarrás, tíner, óleo diesel, querosene ou gasolina). O contato com esses produtos aumenta o processo irritativo, piorando a dermatite de contato.
 

QUAIS AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO PARA MORADORES OU TURISTAS QUE ESTÃO NAS REGIÕES AFETADAS PELO DERRAMAMENTO?

1.   Evite o contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças.

2.   Observe as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.

3.   Não inale vapores gerados pelo óleo.

4.   Use protetor solar de amplo espectro, com FPS de no mínimo 30.
 

EM CASO DE EXPOSIÇÃO E/OU CONTATO COM O ÓLEO CRU, QUAIS OS SINTOMAS COMUNS?

1.   Sintomas respiratórios, como irritação e dor de garganta, tosse, respiração mais difícil e coriza

2.   Irritação e dor nos olhos, coceira, e olhos vermelhos

3.   Dor de cabeça

4.   Pele irritada e vermelha

5.   Náusea

6.   Tonturas

7.   Fadiga

8.   Ferimentos e traumas

ATENÇÃO: a pele, quando acometida, apresenta processos irritativos, com eritema nas áreas de contato, evento conhecido como dermatite de contato, sendo a forma irritativa mais comum. Esses efeitos pioram se a pele permanecer exposta ao sol, podendo causar queimaduras solares.

Em caso de dúvida, o Ministério da Saúde pede que o paciente entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas pelo telefone 0800-7226001 e procure ajuda médica

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2019.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
Gestão 2019-2020


21 de fevereiro de 2019 0

O Carnaval está chegando! Época de músicas animadas, fantasias criativas, maquiagens coloridas e muito brilho. Mas, lembre-se: tudo em excesso faz mal e utilizar produtos de forma errada pode causar sérios danos à pele e, principalmente, à saúde.

"O mais importante em atividades na rua, durante o dia, é usar filtro solar. No caso das maquiagens e tintas, o ideal é utilizar produtos específicos para a pele, evitando alergias. Já para prevenir problemas nos pés, como bolhas, é recomendado escolher calçados confortáveis, evitando saltos, sandálias de tiras e sapatos novos”, alerta a dermatologista Alessandra Romiti, Coordenadora do Departamento de Cosmiatria Dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Se você está se preparando para curtir a folia nos bloquinhos de rua, festas, sambódromos ou praias espalhadas pelo Brasil, confira as dicas de cuidados com a pele que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) separou para esses dias.

Proteção solar
Evite queimaduras solares! Use chapéu, óculos de sol e o filtro solar com FPS30, no mínimo, e reaplique a cada 2h porque o produto sai com o suor. Prefira o filtro solar físico (com cor) que tem maior aderência à pele ou apropriados para esporte que têm durabilidade e resistência maior ao suor. Se possível, esteja de camisa para também proteger o corpo, principalmente os ombros. Além disso, tente se programar para acordar cedo e aproveitar até às 10h, fora do horário de pico do sol. Se preferir, deixe para curtir a folia depois das 16h.

Fantasias, maquiagens e purpurinas
Escolha uma fantasia leve e não exagere na maquiagem. Use maquiagem e brilho de marcas de confiança para evitar dermatite de contato e alergia.

Espumas, tintas e sprays
As espumas contêm substâncias tóxicas, tome cuidado, pois o contato com a pele pode causar reação alérgica. Já as pinturas podem ocasionar as dermatites de contato. Em relação aos sprays para colorir os cabelos, podem provocar ardência ou coceira depois da aplicação. Após usar algum desses produtos e desenvolver qualquer tipo de irritação, a recomendação é lavar a área afetada imediatamente e, em casos de piora, procurar um dermatologista associado à SBD (http://www.sbd.org.br/associados/).

Crianças
Vai levar as crianças para o bloco ou praia? Tome alguns cuidados com os pequenos: evite fantasias com tecidos sintéticos que esquentam e podem causar alergia, aproveite fantasias que tenham chapéus, principalmente os de aba larga e não deixe as crianças com roupas molhadas para não provocar micoses. Essas dicas também servem para os adultos.

Queimaduras
Sempre que entrar em contato com frutas cítricas (limão, tangerina e caju), seja in natura, sucos ou picolés, lave muito bem a região com água e sabonete e aplique protetor solar na região antes da exposição solar para evitar queimaduras e manchas.

Pés
Proteja os pés de calosidades, traumas e risco de cortes. Use sapatos confortáveis, folgados ou tênis. Se tiver bolhas nos pés, o melhor é não estourar para não infeccionar, proteger com um curativo e usar um sapato que não provoque atrito na região.

Picadas de inseto
Não se esqueça de passar o repelente! Ele deve ser aplicado por cima do filtro solar e das roupas. O produto deve ser reaplicado da mesma maneira.

Hidratação
Durante o verão e as festas de carnaval é muito comum as pessoas começarem a suar mais. A desidratação é o principal sintoma do excesso de suor, então, é aconselhável beber muita água para não ficar desidratado.

IST
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem trazer uma série de danos à saúde. Por isso, não esqueça a camisinha para evitar doenças como Sífilis, HPV, HIV, Hepatites B e C.

 


29 de janeiro de 2019 0

Durante o verão, as crianças costumam intensificar as atividades ao ar livre, ficam mais expostas ao sol e visitam locais com aglomeração de pessoas, desencadeando algumas doenças da pele, cabelos e unhas. Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que os pais/responsáveis levem seus filhos ao dermatologista para avaliação clínica e proteção antes de voltarem à rotina.

"É sempre importante redobrar a atenção e cuidados com as crianças no retorno às aulas. Muitas voltam das férias com doenças que podem ser transmitidas durante o contato com as outras crianças em escolas e creches", comenta a dermatologista Ana Mósca, coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A médica explica que uma forma de não ter contágio de doenças é evitar o compartilhamento de toalhas, escovas de cabelo, água de banho e roupas.

Conheça as principais doenças da pele, cabelos e unhas que acometem as crianças e como preveni-las.

Doenças contagiosas:

Pediculose (piolho)

Conhecida popularmente como piolho, é uma doença parasitária causada por insetos sugadores de sangue que vivem e se reproduzem na superfície da pele e dos pelos. A transmissão da doença ocorre por contato direto e os sintomas são coceiras que podem provocar ferimentos. Para prevenir, é necessário evitar o compartilhamento de escovas, roupas, bonés, toalhas e contato direto com o cabelo das crianças infestadas. Outra dica é não ir com o cabelo molhado para a escola, porque a umidade favorece a proliferação do inseto.

Molusco

É uma infecção comum, causada por vírus. Se confunde com pequenas espinhas, cravos ou bolinha branca de gordura e pode se espalhar. O contato direto é a forma de contágio mais comum para esse tipo de infecção. Uma dica é evitar coçar e mexer nas lesões. Recomenda-se que os responsáveis procurem um dermatologista para tratar com medicamentos ou remover as lesões.

Impetigo

É uma infecção bacteriana superficial, altamente contagiosa e muito comum na face ou extremidades da pele de crianças. O verão é a estação propícia para o desenvolvimento da doença, uma vez que o calor e a umidade favorecem a instalação e o desenvolvimento dos agentes infecciosos. Também pode ocorrer após picadas de inseto, ferimentos superficiais (arranhões e pequenos cortes) ou como infecção secundária aos quadros de dermatite ou alergia a picada de inseto. Causa crostas e, por vezes, bolhas. Para prevenção é preciso manter a pele limpa e evitar “coçar” as lesões.

Micoses

São infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e o cabelo. A transpiração, o calor e a umidade são alguns fatores que favorecem o surgimento das micoses superficiais. Uma boa higiene é fundamental para não aparecer as micoses oportunistas. Ficar de olho na criançada que gosta de “se virar sozinha” na hora do banho é imprescindível para a prevenção.

Escabiose (sarna)

É uma parasitose no qual o contágio se dá somente entre humanos, por contato direto com pessoas ou roupas e outros objetos contaminados. As principais lesões na pele são pequenas crostas isoladas ou formando túneis e, nas suas extremidades, pequenas vesículas que coçam, principalmente à noite. Em geral outros membros da família também são acometidos. Importante: animais como gato e cachorro não transmitem a sarna humana.

Verrugas

São proliferações benignas da pele causadas pelo papilomavírus humano (HPV). Seu aspecto varia de acordo com o local acometido. Costumam se apresentar sem sintomas. Porém, não é anormal que, ocasionalmente, haja sangramento ou dor. Frequentemente são vegetantes (aspecto de couve-flor), ásperas, da cor da pele, mas também podem ser planas, macias e escuras. As lesões clínicas decorrentes da infecção pelo HPV podem se apresentar de diferentes formas. Para prevenir a transmissão, evitar o contato com pessoas ou objetos infectados.

Doenças não contagiosas:

Pitiríase versicolor (pano branco)

Popularmente chamada de “pano branco”, é um tipo de micose oportunista causada por uma levedura e comum nos climas quentes e úmidos. São manchas brancas que descamam, especialmente nas áreas muito oleosas do corpo e no couro cabeludo. Geralmente, o indivíduo já tem a doença, e quando se bronzeia, nota essa característica de manchas arredondadas ou ovais, ou muitas vezes de aspecto geográfico, esbranquiçadas e menos comumente rosadas. A família deve ficar atenta aos sintomas na criança e procurar um dermatologista para cuidados.

Brotoeja

São bolinhas de água e/ou vermelhas que podem apresentar coceira. Aparece com maior frequência no verão ou em situações que elevem a temperatura. Excesso de roupas, suor e febre alta podem ser fatores desencadeantes. Para prevenção, o ideal é manter as crianças em ambientes frescos e arejados.

Hiperidrose

A hiperidrose nada mais é do que uma a produção excessiva de suor. Durante o verão, por conta das férias e atividades ao ar livre, é muito comum o aparecimento dessa condição nas crianças. A desidratação é o principal sintoma, então é aconselhável que os responsáveis pelas crianças fiquem atentos ao oferecimento frequente de líquidos para ingestão.

Alergia

Doença comum em meninas que utilizam maquiagem e esmalte de adulto ou pintam os cabelos para irem às aulas. Isso porque a pele da criança tende a ser mais fina e porosa, sendo assim absorve mais as substâncias químicas dos produtos, com maior risco de reações alérgicas graves. Por isso, a SBD recomenda que crianças utilizem apenas produtos infantis e específicos para a sua faixa etária. A tintura ou descoloramento dos cabelos das crianças é outro motivo das alergias. Nesse caso, a SBD não recomenda nenhum tipo de tintura.

A SBD alerta que a melhor forma de evitar as doenças da pele é a prevenção. Procure um dermatologista associado à SBD para saber que tipo de tratamento é melhor indicado para você e/ou seu filho.

Encontre um dermatologista da SBD aqui no nosso site: http://www.sbd.org.br/associados

 


6 de dezembro de 2018 0

A hidroclorotiazida é uma medicação utilizada como diurético, isto é, aumenta a produção de urina para o tratamento de primeira linha da hipertensão arterial sistêmica (pressão alta) há mais de 30 anos. É um dos medicamentos diuréticos indicados para o controle da hipertensão arterial sistêmica de primeiro e segundo graus, de acordo com a 7ª Diretriz Brasileira sobre Hipertensão Arterial. Em alguns casos, é associada a medicamentos anti-hipertensivos de outras categorias químicas que não sejam de ação diurética.

Em 2017, surgiram os primeiros estudos populacionais no norte da Europa correlacionando o uso por vários anos da hidroclorotiazida no tratamento da hipertensão arterial sistêmica com o surgimento de carcinomas espinocelulares no lábio (Pottergard e cols, J Int Med). Nos trabalhos, observou-se que com o uso diário de uma dose de 12,5 mg da hidroclorotiazida, a taxa probabilidade de ocorrer o carcinoma espinocelular (CEC) elevou-se em 2,1 vezes. Com o uso por cerca de 22 anos dessa dose ininterrupta, obteve-se uma taxa de probabilidade de se ter um CEC no lábio de até 7,7 vezes maior do que a população não exposta ao medicamento.

Outro estudo publicado em 2018 pelo grupo dinamarquês liderado por Pedersen e cols (J Am Acad Dermatol), as taxas de probabilidade de ocorrência do carcinoma basocelular (CBC) na pele exposta a luz foram de 1,38 vezes com o uso de hidroclorotiazida 12,5 mg ao dia por cerca de 5 a 6 anos, e para o CEC a taxa de probabilidade foi de 3,98 vezes em relação à população não exposta ao medicamento.

Importante ressaltar que a hidroclorotiazida é um derivado sulfamídico diurético altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, que se não tratada adequadamente pode causar doença cardíaca grave, além de derrame cerebral e doença nas artérias dos rins, olhos e membros. Dessa forma, é desaconselhável interromper ou desistir do tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Aconselha-se a consultar seu cardiologista para seguimento.

Esses estudos avaliaram em grande parte uma população de etnia do Norte da Europa, de pele clara, com fototipo similar ao da população do Sul do Brasil. São pessoas mais sensíveis aos efeitos na pele das radiações ultravioleta solar e artificial. Contudo, dada a elevada incidência de radiação ultravioleta em todo território brasileiro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a necessidade do uso de medidas seguras de exposição solar, entre as quais nos usuários da hidroclorotiazida se faz necessário o hábito diário de filtros solares com FPS mínimo de 30 e alta proteção contra a radiação UVA, em ambientes externos, dado o risco crônico e cumulativo do desenvolvimento dos cânceres de pele não melanoma, demonstrado por esses dois grandes estudos populacionais publicados em conceituadas revistas médicas.

Consulte seu cardiologista a respeito dessas informações, uma vez que a hidroclorotiazida é uma medicação consagrada no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, de custo baixo e acesso pela rede pública de saúde.

Se você utiliza hidroclorotiazida por vários anos, consulte um dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para um exame dermatológico geral, a fim de diagnóstico precoce, orientação quanto aos filtros solares adequados ao seu tipo de pele e a necessidade, ou não, de suplementação da vitamina D.

Lembre-se de que sua saúde é um conjunto de cuidados que envolvem desde a pele ao coração.

Paulo Ricardo Criado
Médico dermatologista
Coordenador do Departamento de Dermatologia Clínica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
CRM/SP 66343 – RQE 37498

 


2 de outubro de 2018 0

Em tempos de Dr. Bumbum e outros casos em que a busca por cuidados estéticos acaba em tragédia ou numa delegacia, é preciso redobrar os cuidados na hora de realizar um procedimento estético. Muito além do preço cobrado ou da popularidade em redes sociais, é preciso verificar se o profissional que está oferecendo o atendimento é realmente capacitado para fazê-lo. Felizmente, dizem especialistas, os passos para garantir esse mínimo de segurança são simples. O dermatologista Joaquirn Mesquita Filho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, diz que o passo inicial é buscar a validação das especializações do profissional na Associação Médica Brasileira e no Conselho Regional de Medicina.

– Basta entrar no site do Conselho Regional de Medicina e procurar pelo norne do médico. Na ficha dele no site, tem que constar o chamado RQE, que é o Registro de Qualificação em Especialidade – explica. O dermatologista ressalta que uma pós-graduação em uma especialidade médica não necessariamente credencia o médico a atender.

– É raro que uma pós-graduação seja reconhecida por alguma sociedade médica, porque elas normalmente têm uma carga horária de estudos e atividades muito abaixo do mínimo exigido. Não é toda pós-graduação em uma especialidade que garante que aquele médico seja um especialista – frisa.

Outro caminho possivel é procurar o profissional através das sociedades de medicina reconhecidas. Bruno Herkenhoff, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que as especializações chanceladas pelas sociedades têm uma carga horária maior de residência médica: – Na cirurgia plástica, por exemplo, o médico precisa fazer dois anos de residéncia em cirurgia geral, e depois fazer mais três anos de residência em cirurgia plástica. E os cursos precisam ser reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Segundo o cirurgião, os cursos reconhecidos pelas entidades cumprem alguns requisitos básicos, como horas mínimas de residéncia e de aulas teóricas, boa infraestrutura de atendimento ambulatorial e uma equipe de profissionais monitorando as atividades dos residentes.

Entre os muitos riscos, Herkenhoff alerta que ser atendido por um profissional sem credencial pode resultar em necroses e perfurações de órgáos quando o paciente se submete a procedimentos bastante procurados, como a lipoaspiração.

Na dermatologia, a oferta de procedimentos por médicos sern especializaçáo é ainda mais comum, diz ele: – Um preenchimento de face malfeito pode resultar até em cegueira, e, em qualquer outra parte do corpo, há risco de morte por embolia. Seja qual for o atendimento que o paciente procura, é preciso ter cuidado ao escolher um profissional de saúde.

Fonte: O Globo – RJ – 30/09/2018


22 de agosto de 2018 0

Não é só na política que as chamadas "fake news" causam estragos. Na área da saúde, as redes sociais se tornaram terreno fértil para a propaganda de tratamentos estéticos duvidosos que oferecem resultados fabulosos e a preços baixos. Não por acaso, crescem também os problemas por procedimentos realizados por pessoas não habilitadas e em locais e condições inadequados. Uma combinação perigosa que pode trazer sérios riscos para quem se aventurar por um desses tratamentos "milagrosos", oferecidos atualmente em larga escala na internet.

 "Desconfie sempre dos exageros na publicidade de tratamentos estéticos, sobretudo em mídias socials", avisa a médica dermatologista, integrante da Câmara Técnica de Dermatologia do CFM (Conselho Federal de Medicina), Débora Ormond.

"Existem pessoas que publicam reiterados elogios e fotos de resultados cirúrgicos estéticos de determinado profissional por ganharem descontos nos procedimentos." Na opinião da médica, não existe problema em divulgar o trabalho médico, desde que seja de caráter informativo, com clareza e feita de maneira honesta.

"O sensacionalismo e a autopromoção são totalmente proibidos pelo CFM justamente como forma de proteção ao próprio paciente", afirma Ormond.

Para realizar o tratamento com segurança, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Procedimentos invasivos estéticos devem ser realizados por médicos dermatologistas ou cirurgiões plásticos com registro de qualificação profissional, observa e presidente da SBD do Rio Grande do Sul, Clarissa Pratti. "Além disso, é importante que estes procedimentos sejam realizados em estabelecimentos habilitados pela Vigilância Sanitária e equipados com materiais para atendimento de emergências médicas, a fim de reduzir os riscos na assistência ao paciente", reitera a médica.

Cuidado com as contraindicações

A demanda em consultórios dermatológicos por complicações de procedimentos estéticos realizados por profissionais não habilitados vem aumentando bastante, ressalta a médica dermatologista Débora Ormond. "Os problemas vão desde queimaduras superficiais, resultando em cicatrizes permanentes a perdas teciduais com graves deformidades decorrentes de necrose de nariz e lábios, e ainda os casos extremos, como óbitos decorrentes de preenchimentos em glúteos, fatalidade que pode ser evitada."

Outro aspecto que demanda cuidado são as possíveis contraindicações que tratamentos podem apresentar por razões diversas e que, segundo Ormond, variam de acordo com perfil de cada pessoa.

“A característica da pele (cor do paciente) contraindica determinados ácidos utilizados em peelings químicos, como alguns tipos de lasers", informa a médica.

A especialista acrescenta a importância de saber diagnosticar lesões pré-cancerosas ou mesmo um melanoma entre as manchas na pele onde o paciente deseja tratar.

A lista de cuidados não termina aí: algumas doenças, o uso de certos medicamentos e a presença de infecções no local a ser tratado são fatores que demandam atenção.

Por isso, a dica é: procure sempre um profissional qualificado, que saiba fazer um diagnóstico corretamente e que tenha condições de tratar possíveis complicações decorrentes do procedimento.

Fonte: Jornal Metro


26 de julho de 2018 0

O envelhecimento é um processo natural que ocorre com o tempo e a pele é um dos órgãos que mais se modificam com o passar dos anos. Na pele, o envelhecimento se traduz por perda da hidratação, da oleosidade e da elasticidade e aumento de sua fragilidade, tanto física quando de defesa imunológica. Pensando nessas repercussões, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveita o Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, para homenageá-los e orientá-los sobre como envelhecer com qualidade de vida e com boa saúde da pele.

A pele é o órgão que reveste todo o corpo e atua como uma barreira de proteção contra agressões externas. Com o passar do tempo, passa por mudanças devido à diminuição de alguns dos seus componentes, como o colágeno e a elastina, ao declínio de hormônios e desgastes físicos. Se torna mais fina e frágil, prejudicando sua função principal, que é de proteção. Alguns fatores como radiação ultravioleta, poluição, tabagismo, alimentação inadequada, álcool, doenças dermatológicas e estilo de vida, também contribuem para esse envelhecimento.

Já a pele do idoso apresenta uma menor atividade das glândulas produtoras de sebo e de suor, sendo mais ressecada e desidratada. Além disso, a diminuição da atividade imunológica a torna mais suscetível a infecções como micoses e viroses. Outro problema que pode surgir, em decorrência da exposição solar ao longo da vida e da diminuição da imunidade, é o câncer da pele. Qualquer lesão persistente na pele que não esteja cicatrizando, ou pinta e mancha que se modificam, devem ser examinadas por médico dermatologista para descartar ou confirmar o diagnóstico.

Algumas dicas para envelhecer com uma pele bonita e com saúde:

– Manter a pele limpa, seca e hidratada;
– Evitar banhos quentes e muito demorados; evitar se ensaboar demais e usar buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele;
– Usar creme hidratante em toda superfície corporal logo após sair do banho, o que ajuda na sua absorção;
– Secar bem as áreas de dobras, como virilhas, axilas e espaços entre os dedos das mãos e pés;   
– Usar protetor solar nos momentos de exposição ao sol;
– Os lábios também costumam ressecar. É importante usar hidratantes específicos para essa região para evitar rachaduras.

É importante lembrar que essas disas não excluem uma ida ao médico dermatologista. A pele do idoso necessita ser examinada ativamente, pelo menos uma vez por ano, com o objetivo de diagnosticar e tratar precocemente as doenças da pele, evitando assim, procedimentos maiores e mais traumáticos.

Busque um médico associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia aqui no site da SBD: http://www.sbd.org.br/associados/.

 





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