Sobre a campanha

O Janeiro Roxo é o mês de conscientização sobre a hanseníase — uma doença que tem cura, mas que ainda é diagnosticada tardiamente em muitos casos. Isso acontece porque seus primeiros sintomas costumam ser discretos e se confundem com situações comuns do dia a dia.

A campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia convida a população a olhar com mais atenção para o próprio corpo, incentivar a investigação precoce e ampliar o acesso à informação de qualidade. Falar sobre hanseníase é uma forma de cuidar, prevenir sequelas e reduzir o estigma que ainda cerca a doença.

A hanseníase pode começar de forma silenciosa. Muitos sintomas iniciais se parecem com outras condições comuns e, por isso, acabam sendo ignorados.

Fique atento a sintomas que persistem, como:

  • Manchas claras, avermelhadas ou escuras que parecem alergia, micose ou dermatite
  • Dormência que parece má postura ou cansaço
  • Formigamento frequente em mãos ou pés
  • Alterações de sensibilidade que parecem “nada demais”

Quando esses sintomas confundem, é importante investigar. Diagnosticar cedo faz toda a diferença.

A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O diagnóstico é clínico e pode ser feito por um médico dermatologista, a partir da avaliação das lesões e da sensibilidade da pele.

Quando iniciado precocemente, o tratamento evita sequelas, interrompe a transmissão da doença e permite que a pessoa mantenha sua rotina normalmente. Quanto antes o diagnóstico, melhores são os resultados.

Se você notar manchas que não melhoram, dormência, formigamento ou qualquer alteração de sensibilidade que persista, procure orientação médica.

Você pode buscar atendimento:

  • Em unidades de saúde
  • Em serviços de referência indicados pela rede pública
  • Com um dermatologista

Investigar não é motivo de medo — é um gesto de cuidado com a sua saúde.

Combate ao estigma

O estigma ainda é um dos principais obstáculos no enfrentamento da hanseníase. O medo e a desinformação atrasam o diagnóstico e afastam as pessoas do cuidado.

A hanseníase:
• Tem cura
• Tem tratamento gratuito
• Não é motivo de isolamento
• Não define quem a pessoa é

Falar com clareza, acolhimento e respeito é fundamental para mudar essa realidade. Informação também é cuidado.

Conteúdos da campanha

Durante o Janeiro Roxo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove uma série de conteúdos para ampliar o conhecimento sobre a hanseníase e incentivar o diagnóstico precoce.
Aqui você encontra vídeos curtos e posts informativos.
Acesse, compartilhe e ajude a levar informação de qualidade a mais pessoas.

Toda forma de hanseníase é contagiosa.

Verdade
Mito

Mito.

A hanseníase possui formas contagiosas, que são chamadas multibacilares, e não contagiosas, conhecidas como paucibacilares.

Pacientes em tratamento podem transmitir hanseníase.

Verdade
Mito

Mito.

Ao iniciar o tratamento da hanseníase, o paciente irá parar de transmitir a doença. É importante ressaltar que o tratamento com os antibióticos mata as bactérias e o paciente passa a ser não contagiante.

Alguns sintomas da hanseníase não aparecem na pele.

Verdade
Mito

Verdade.

Além do pequeno número de casos nos quais não há lesões na pele, mas apenas dormência ou dor no trajeto dos nervos, a doença pode afetar os olhos e outros órgãos internos, como os testículos, no caso dos homens. Isso ocorre geralmente em pacientes que estão sem diagnóstico há muito tempo, o que faz com que a hanseníase acabe evoluindo e avançando.

Quem tem hanseníase pode ter sequelas.

Verdade
Mito

Verdade.

A hanseníase pode deixar sequelas. Os pacientes afetados por uma forma mais branda de hanseníase podem não recuperar a sensibilidade na região das manchas, mesmo depois de medicados. Isso é considerado uma sequela pós-tratamento. Alguns pacientes, com hanseníase já avançada antes do tratamento, podem evoluir com sequelas mais graves, como a mão em formato de garra. Também há risco de apresentarem alguma deficiência física, o que gera dificuldade e até mesmo incapacidade para trabalhar e realizar atividades da vida diária.

Hanseníase não tem cura.

Verdade
Mito

Mito.

Com o tratamento adequado, é possível alcançar a cura. O tratamento da hanseníase é feito com antibióticos. Os medicamentos são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), normalmente nos postos da Atenção Básica. É importante que o paciente siga o tratamento de maneira regular até o fim para que se cure de forma definitiva, não permitindo o avanço da doença. Quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de sequelas.

Hanseníase é uma doença rara, principalmente no Brasil.

Verdade
Mito

Mito.

No país são detectados, todos os anos, cerca de 30 mil casos novos. Esse quantitativo se acumula aos diagnósticos de anos anteriores. Provavelmente, muitos desses pacientes já estavam doentes e não sabiam que tinham a doença, o que indica que a hanseníase é bastante comum no Brasil.

Existem formas de ajudar no diagnóstico precoce da hanseníase.

Verdade
Mito

Verdade.

É importante ter o hábito de examinar a pele para, em caso de alteração, procurar ajuda médica, principalmente se houver dormência nas mãos, pés, olhos e nas regiões das manchas. Como já foi dito, a detecção e o tratamento precoces evitam sequelas. O diagnóstico pode ser feito em qualquer posto de saúde que tenha um profissional treinado para detectar a doença. A maioria dos especialistas em hanseníase é dermatologista, mas existem vários médicos capacitados e treinados para cuidar desses casos.

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